terça-feira, 28 de novembro de 2017

Paralisia cerebral tem cura?

Paralisia cerebral tem cura?
A paralisia cerebral é uma condição não progressiva, isso significa que a lesão ou malformação cerebral é permanente e não vai piorar. Porém, os fatores associados à paralisia cerebral, como alterações de movimento e de postura, falta de equilíbrio e de coordenação motora, movimentos involuntários e espasticidade, podem piorar se não tratados adequadamente, com fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, além de tratamentos complementares.
A criança precisa ser corretamente estimulada o quanto antes, tanto na parte motora, quanto na parte cognitiva, para que atinja o máximo de independência possível.
Embora não exista a cura para a paralisia cerebral, há muitas opções de tratamentos com resultados excelentes, como é o caso do Therasuit e dos recursos terapêuticos disponíveis hoje em dia. Olhar a criança como um todo e estimular todo o seu potencial de desenvolvimento é o grande diferencial.
O tratamento com células tronco pode trazer a tão sonhada cura no futuro, mas atualmente não apresenta resultados. De qualquer forma, não podemos esperar a cura chegar para estimular nossas crianças e há muitos recursos, muitos métodos e muitas terapias que, quando bem indicados e trabalhados corretamente, apresentam excelentes resultados.

Como as convulsões afetam o desenvolvimento infantil

Convulsões são atividades elétricas cerebrais anormais, que podem ou não causar movimentos involuntários e/ou alterações de consciência.
Algumas vezes pode ser difícil reconhecer uma convulsão, pois a criança nada sente, e ela pode, por exemplo, ficar com o olhar distante ou ausente, ficar confusa e até mesmo sorrir sem motivo.
O desenvolvimento infantil pode ser impactado pelas convulsões, pois o cérebro está em desenvolvimento e em cada crise convulsiva, é como se ele desligasse e ligasse novamente.
As medicações também interferem no estado de alerta da criança, podendo afetar a atenção, a memória, o equilíbrio e o sono.
Muitas vezes, pode ser difícil controlar as convulsões, e mesmo com associação de medicações, as crises continuam.
Há neurologistas especialistas em convulsões, que acompanham o caso de perto e discutem com a equipe de Terapeutas os melhores caminhos para estimular adequadamente a criança e quais os métodos ou intervenções mais indicados.

Acupuntura para crianças com deficiência

Agora temos acupuntura no GRHAU! O Profº Eduardo Santarelli tem larga experiência em acupuntura para pessoas com deficiência.
São utilizadas duas técnicas em crianças:
Shonishin, é a acupuntura pediátrica japonesa sem agulhas. Atua no trajeto dos meridianos, e pode ser feita em bebês e crianças de até 14 anos. Antes desta idade, os meridianos não estão completamente formados, não sendo indicada a acupuntura com agulhas.
Xing Nao Kai Qiao - significa “acordar a mente e abrir os orifícios” e tem resultados excelentes em questões de ordem motora, atuando principalmente na melhora da espasticidade.
Além disso, a acupuntura pode melhorar vários aspectos da criança com deficiência, vamos citar alguns benefícios:
• Promove o relaxamento;
• Melhora a espasticidade;
• Melhora o padrão de sono;
• Diminui a ansiedade;
• Diminui dores musculares.
Agende uma avaliação! (11) 5579-7909

Podd - saiba mais sobre o método

Nossa Fonoaudióloga, Vera Bailão, está no curso do método PODD, ministrado pela Gayle Porter, criadora do método. A Gayle veio da Austrália, onde trabalha há mais de 30 anos com crianças e jovens com grandes dificuldades de comunicação.
Mas afinal, o que é o PODD?
É um modo de organizar o vocabulário para a comunicação em qualquer momento.
A intervenção utilizada com o PODD é uma estimulação da linguagem suplementar.
O objetivo é criar um ambiente de aprendizado da linguagem com maior equilíbrio entre os modos de comunicação.

Experimentando posturas, treinando o controle motor

A criança experimenta as posturas antes de adquirir o controle motor que possibilite sua execução de forma independente.
Isso significa que é muito importante estimular essas posturas de forma adequada, enviando estímulos ao cérebro quanto à força muscular exigida, quais as regiões recrutadas para manter a posição, informações sensoriais, de equilíbrio e controle.
Novas conexões cerebrais se formam quando enviamos esses estímulos com frequência, de forma intensa e repetitiva.

A importância da conexão entre terapeuta e paciente

O resultado das terapias também é reflexo da conexão entre Fisioterapeuta e paciente.
Desde muito cedo é preciso estabelecer uma conexão segura e uma linha de comunicação para que o paciente se sinta acolhido e motivado.
A construção do vínculo com cada paciente também é uma meta terapêutica. O ambiente de acolhimento e amor é fundamental para que bebês e crianças com deficiência se desenvolvam e se sintam seguras, diminuindo episódios de choro, de apatia e de recusa em fazer as atividades propostas, principalmente quando a criança faz muitas terapias precocemente.

Fisioterapia e Terapia Ocupacional: Juntas no treino de marcha

Crianças com paralisia cerebral geralmente têm dificuldade na percepção de profundidade e no equilíbrio, dificultando o desenvolvimento da marcha independente.
A atuação do Fisioterapeuta em conjunto com o Terapeuta Ocupacional é altamente eficaz para trabalhar estes e outros aspectos relacionados à marcha.
Para a melhora do padrão da marcha, muitas vezes precisamos trabalhar o equilíbrio, o alongamento, a postura, o fortalecimento muscular e o condicionamento físico. Os aspectos sensoriais são trabalhados na terapia de integração sensorial.
Com melhor organização motora e sensorial, o padrão da marcha também é aperfeiçoado em crianças que já estão andando sozinhas, com muletas ou andador.

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