terça-feira, 28 de novembro de 2017

Acupuntura para crianças com deficiência

Agora temos acupuntura no GRHAU! O Profº Eduardo Santarelli tem larga experiência em acupuntura para pessoas com deficiência.
São utilizadas duas técnicas em crianças:
Shonishin, é a acupuntura pediátrica japonesa sem agulhas. Atua no trajeto dos meridianos, e pode ser feita em bebês e crianças de até 14 anos. Antes desta idade, os meridianos não estão completamente formados, não sendo indicada a acupuntura com agulhas.
Xing Nao Kai Qiao - significa “acordar a mente e abrir os orifícios” e tem resultados excelentes em questões de ordem motora, atuando principalmente na melhora da espasticidade.
Além disso, a acupuntura pode melhorar vários aspectos da criança com deficiência, vamos citar alguns benefícios:
• Promove o relaxamento;
• Melhora a espasticidade;
• Melhora o padrão de sono;
• Diminui a ansiedade;
• Diminui dores musculares.
Agende uma avaliação! (11) 5579-7909

Podd - saiba mais sobre o método

Nossa Fonoaudióloga, Vera Bailão, está no curso do método PODD, ministrado pela Gayle Porter, criadora do método. A Gayle veio da Austrália, onde trabalha há mais de 30 anos com crianças e jovens com grandes dificuldades de comunicação.
Mas afinal, o que é o PODD?
É um modo de organizar o vocabulário para a comunicação em qualquer momento.
A intervenção utilizada com o PODD é uma estimulação da linguagem suplementar.
O objetivo é criar um ambiente de aprendizado da linguagem com maior equilíbrio entre os modos de comunicação.

Experimentando posturas, treinando o controle motor

A criança experimenta as posturas antes de adquirir o controle motor que possibilite sua execução de forma independente.
Isso significa que é muito importante estimular essas posturas de forma adequada, enviando estímulos ao cérebro quanto à força muscular exigida, quais as regiões recrutadas para manter a posição, informações sensoriais, de equilíbrio e controle.
Novas conexões cerebrais se formam quando enviamos esses estímulos com frequência, de forma intensa e repetitiva.

A importância da conexão entre terapeuta e paciente

O resultado das terapias também é reflexo da conexão entre Fisioterapeuta e paciente.
Desde muito cedo é preciso estabelecer uma conexão segura e uma linha de comunicação para que o paciente se sinta acolhido e motivado.
A construção do vínculo com cada paciente também é uma meta terapêutica. O ambiente de acolhimento e amor é fundamental para que bebês e crianças com deficiência se desenvolvam e se sintam seguras, diminuindo episódios de choro, de apatia e de recusa em fazer as atividades propostas, principalmente quando a criança faz muitas terapias precocemente.

Fisioterapia e Terapia Ocupacional: Juntas no treino de marcha

Crianças com paralisia cerebral geralmente têm dificuldade na percepção de profundidade e no equilíbrio, dificultando o desenvolvimento da marcha independente.
A atuação do Fisioterapeuta em conjunto com o Terapeuta Ocupacional é altamente eficaz para trabalhar estes e outros aspectos relacionados à marcha.
Para a melhora do padrão da marcha, muitas vezes precisamos trabalhar o equilíbrio, o alongamento, a postura, o fortalecimento muscular e o condicionamento físico. Os aspectos sensoriais são trabalhados na terapia de integração sensorial.
Com melhor organização motora e sensorial, o padrão da marcha também é aperfeiçoado em crianças que já estão andando sozinhas, com muletas ou andador.

Principais dificuldades durante o crescimento da criança com paralisia cerebral

Durante o crescimento da criança com deficiência, várias etapas apresentam dúvidas, apreensão e muitas vezes a família se sente perdida. Vamos falar sobre algumas dessas fases e possíveis soluções:
• Transição do carrinho de bebê para a cadeira de rodas.
Problema: O bebê cresce e o carrinho não serve mais.
Possível solução: O correto é começar o uso da cadeira de rodas o quanto antes. O uso precoce da cadeira pode prevenir uma série de problemas ortopédicos futuros. Usar uma cadeira de rodas nem sempre significa que a criança não vai andar!
• Problema: as fraldas de bebê não servem mais.
Possível solução: A maior fralda de bebês nacional é a Pompom grandinhos, existem algumas marcas importadas em tamanho maior que são encontradas em algumas regiões do Brasil. As fraldas para adultos em tamanho P podem ser indicadas também. As marcas Tena e Bigfral são as mais conhecidas.
• Problema: a criança está em idade escolar e não frequenta a escola.
Possível solução: Sabemos o quanto é difícil encontrar escolas regulares que façam um trabalho adequado de inclusão ou mesmo que aceitem a criança com deficiência. A Lei Brasileira de Inclusão assegura o direito da criança à escola, pode dar trabalho, mas é necessário correr atrás dos direitos da criança. Enquanto a escola não estiver decidida, é possível encontrar uma escola especial ou mesmo conversar com os terapeutas para que um plano de estimulação cognitiva seja feito.
• Problema: meu filho não ganha peso
Possível solução: Se todas as tentativas de estimulação orofacial com o Fonoaudiólogo já tiverem sido feitas e, tanto os médicos quanto os terapeutas indicarem a gastrostomia, é porque o procedimento pode ajudar a criança globalmente, com aporte nutricional, hidratação e ganho de peso para melhor desempenho nas terapias, na escola e nas atividades do dia-a-dia.
• Problema: meu filho não dorme
Possível solução: Conversar com médicos e terapeutas para que haja orientação quanto às possibilidades para resolução dos problemas. Há algumas opções: medicação, melatonina, terapia crânio-sacral, controle da espasticidade e do refluxo, porém, tudo deve ser feito com orientação médica.
• Problema: Meu filho não cabe mais na cadeira do carro.
Possível solução: Existem carros (com isenção de impostos) que podem ser adaptados para transportar a criança junto com a cadeira de rodas. Há também cintos que são colocados na poltrona e cadeiras de crianças que podem ser adaptadas.
• Problema: A banheira de bebê não serve mais.
Possível solução: Existem banheiras específicas para crianças e adultos com deficiência. Há opções de acordo com o tamanho da criança, peso e necessidade de suportes/apoios. O Terapeuta Ocupacional é o profissional que orienta o modelo adequado.

Relatório do Intensivo de Therasuit: um documento valioso!

Quando recebemos uma criança para o intensivo de Therasuit, além da avaliação minuciosa, solicitamos relatórios dos terapeutas que a atendem, e analisamos exames, como eletroencefalograma, raio-x, videodeglutograma, e etc.

Após esta etapa preparamos um planejamento específico para cada criança no Therasuit. Já falamos que, embora seja um método, o Therasuit é feito de forma personalizada e individual, o que depende muito da avaliação que fazemos e do planejamento que é criado.

Quando a criança finaliza o intensivo, é a nossa vez de preparar um relatório bem detalhado, com informações sobre a criança, diagnóstico, objetivos em curto, médio e longo prazos, os ganhos obtidos no Therasuit, e tudo o que precisa ser trabalhado daquele momento em diante. Orientamos quanto ao uso de órtese, de andador, de parapodium, enfim, em quais momentos a criança poderá utilizar os recursos e de que forma.

O relatório é um documento para ser lido e compartilhado com a equipe que atende a criança, médicos, terapeutas e profissionais que atuam na escola. Através dele é possível analisar o desenvolvimento da criança, saber sobre seu potencial de desenvolvimento e planejar atividades com um mesmo objetivo.


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