terça-feira, 26 de setembro de 2017

Saiba tudo sobre a Rizotomia Dorsal Seletiva

A Rizotomia Dorsal Seletiva como tratamento da espasticidade.

O que é rizotomia dorsal seletiva?

A rizotomia dorsal seletiva é uma cirurgia que tem o objetivo de melhorar a espasticidade de crianças com paralisia cerebral.  
A espasticidade pode prejudicar o desenvolvimento da marcha independente, pode levar a deformidades ósseas, e encurtamento de músculos e tendões.

É importante lembrar que nem sempre a espasticidade é um sintoma a ser tratado, pois muitas crianças se utilizam dela para ficarem em pé ou mesmo para andarem.

A rizotomia é indicada para todas as crianças espásticas?

Não. As crianças que podem se beneficiar com a cirurgia têm entre 3 e 12 anos de idade, com diplegia espástica, conseguem se sentar ou ficar em pé sozinhas, e apresentam a espasticidade como um fator de limitação importante para seu desenvolvimento motor e marcha independente. Crianças prematuras dentro do quadro descrito acima, apresentam bons resultados com a rizotomia.

Para quem não é indicado a rizotomia.

As crianças que tem paralisia cerebral resultantes de traumatismo craniano ou infecção congênita, crianças distônicas, com paralisia cerebral grave, rigidez muscular severa, histórico de meniningite ou hidrocefalia relacionados à prematuridade, não têm indicação da rizotomia.

Como é feita a indicação para a rizotomia?

A decisão é tomada por uma equipe multidisciplinar envolvendo pediatra, neurologista, ortopedista, cirurgião, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Metas e expectativas da rizotomia também são discutidas com a família, bem como os riscos e benefícios.

Algumas tentativas podem ser feitas antes da rizotomia, como a aplicação de toxina botulínica e um programa intensivo de fisioterapia para trabalhar força muscular e melhora do tônus. Com as respostas após essas tentativas, a equipe terá mais segurança na indicação (ou não) da cirurgia.

Vários estudos indicam a redução da espasticidade e a melhora na qualidade de vida após a rizotomia. O grande receio dos pais é devido a natureza irreversível do procedimento.

Outras opções para tratamento da espasticidade são:

• Aplicação de toxina botulínica;
• Baclofeno via oral;
• Bomba de baclofeno.

Muitas crianças conseguem se desenvolver e ter qualidade de vida apenas com estas opções e com um bom planejamento terapêutico.

Como é feita a cirurgia?

A rizotomia é feita com anestesia geral e geralmente leva de 4 a 5 horas. São diminuídas as aferências sensitivas com a secção de radículas dorsais selecionadas.

As complicações após a rizotomia são raras, mas podem incluir infecção, fístula liquórica, dor, dormência ou formigamentos nas pernas perda da função dos esfíncteres, diminuição da força nas pernas, cifotização da coluna vertebral e também os riscos da anestesia geral.

Logo após a cirurgia, a criança pode apresentar fraqueza muscular, e um programa de fisioterapia intensiva é inserido gradualmente. A criança aprenderá a usar seu corpo de uma maneira nova. Pode levar até dois anos para que todos os benefícios da rizotomia sejam sentidos.

Muitas crianças desenvolvem hipersensibilidade na planta dos pés após a cirurgia, porém é algo temporário e que melhora com o tempo. 

Também pode haver problemas na bexiga, causando uma alteração nos hábitos de higiene pessoal no início, mas que melhoram com o passar do tempo. 

Embora a rizotomia não descarte a necessidade de cirurgia ortopédica mais tarde, há uma redução da necessidade desses procedimentos.

Referências: Swimlab Lanzarote e Dr Bernardo de Mônaco.



sábado, 9 de setembro de 2017

Música na fisioterapia

Quanta emoção... Quanto amor...

Nós pensamos sempre em melhorar, em ir além, em oferecer o melhor para nossos pacientes! E agora, o músico Val também faz parte de nossa equipe!

Aqui estão alguns dos momentos especiais que vivemos durante as terapias com música! Prepare o coração e... emocione-se com a gente...

A música traz diversos benefícios para a criança com deficiência; a melodia, o ritmo e a letra despertam sentimentos, incentivam a expressão através do corpo, da comunicação e da linguagem, e a terapia fica muito gostosa! Além disso, outros aspectos podem ser trabalhados, como concentração, memória e atenção.


Como criar uma rotina para uso dos recursos terapêuticos em casa

O sucesso de um trabalho de reabilitação / habilitação depende também do uso de recursos terapêuticos fora dos horários de terapia.

O primeiro passo é conversar com os terapeutas e médicos para saber quais recursos são necessários e por quanto tempo devem ser utilizados diariamente.

O segundo passo é encaixar o uso dentro da rotina da criança e da família.

Se a criança frequenta a escola, uma parte da rotina pode ser feita no ambiente escolar, como por exemplo o uso de andador e de órteses em horários determinados.

Chegando em casa, é possível reforçar o uso de órteses e do parapodium (quando há indicação) quando a criança estiver assistindo televisão ou brincando.

No início pode parecer difícil, a criança certamente vai estranhar e reclamar, mas com o tempo, tudo entra em uma rotina.

Também é importante separar um momento para descansar, sem compromissos e obrigações!


Nascimento e crescimento dos dentes pode piorar a Disfagia

Momento delicado para a criança com disfagia: o nascimento ou a queda dos dentes de leite.

Qualquer alteração na boca da criança que tem disfagia pode gerar significativas alterações em toda a deglutição.

No início, são os dentes que começam a nascer, e com isso, tudo o que a criança havia aprendido e se adaptado para conseguir se alimentar, pode ser impactado. As referências de limites, de apoio da língua e a sensibilidade podem piorar a deglutição, a criança pode babar mais, pode apresentar mais dificuldade para ingerir os alimentos e em alguns casos, dependendo a gravidade da disfagia, pode até recusar os alimentos.

Todos esses problemas podem voltar a aparecer anos depois, quando os dentes de leite começam a cair.

Nestes momentos, a conversa com o fonoaudiólogo e demais terapeutas é essencial para identificar o problema e planejar o tratamento mais adequado para enfrentar essas fases.

Geralmente associamos terapias de fisio e fono - a fisio prepara toda a musculatura de tronco de pescoço para que, em seguida, a fono trabalhe a motricidade oral. Estas áreas estão diretamente ligadas à deglutição!


Fisioterapia para adultos

A clínica GRHAU tem um setor especializado em fisioterapia para adultos.

Neste vídeo vemos as diversas possibilidades que a gaiola de atividades proporciona para a reabilitação no geral.

O Sr Waldemar é nosso paciente de Pilates voltado à neurologia. Estamos trabalhando equilíbrio, alongamento, alinhamento, posturas corretas e força muscular.

O corpo precisa de movimento e cada paciente tem necessidades específicas. Durante a avaliação entendemos os objetivos e planejamos as atividades indicadas em cada caso.


Aula de música na oficina de jovens com paralisia cerebral

Entusiasmo e alegria durante a aula de música de nossa oficina de jovens! Motor e cognitivo são estimulados de forma divertida.

A música envolve, desperta sentimentos, motiva e amplia o potencial de interação. É uma das aulas que eles mais gostam! O próprio aluno começa a descobrir habilidades que o deixam mais motivado!

E a motivação é muito importante em qualquer trabalho de reabilitação, principalmente com pacientes jovens e adultos.


Mielomeningocele: Entendendo os desafios em cada idade

Durante o desenvolvimento infantil da criança com mielomeningocele, cada etapa de crescimento tem objetivos e desafios diferentes:


  • Bebês:


É necessário iniciar o acompanhamento com Fisioterapeuta o quanto antes. Os principais objetivos nessa fase são a avaliação da movimentação e do posicionamento das pernas. É necessário estimular o desenvolvimento motor global e oferecer recursos necessários para manter o bom posicionamento.

As mães também devem receber orientações de como segurar e posicionar adequadamente o bebê.
O contato mais próximo entre terapeutas e família é fundamental!

  • Pré-escola:

O foco nessa fase é o trabalho para que a criança fique em pé e treine a marcha independente, com andador ou muletas. Parapodium e órteses são recursos importantes nesse período.

A família precisa receber a orientação de como auxiliar no desenvolvimento motor, na marcha, no uso de órteses, andadores, talas, muletas, ou outros recursos necessários. O estímulo à independência deve ser feito no ambiente terapêutico e também em casa.

  • Idade escolar:

É importante a visita do Fisioterapeuta à escola para verificar se o ambiente está preparado para receber a criança adequadamente e se há adaptações necessárias para o desenvolvimento. Além disso, é necessário orientar a equipe escolar sobre o uso de andadores e demais recursos para garantir que todo o trabalho feito até então terá continuidade e a criança continuará sendo estimulada adequadamente. A independência continua a ser estimulada, principalmente nas atividades de vida diária.

Os esportes podem ser incorporados à rotina da criança.


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