domingo, 28 de maio de 2017

Nesses mais de 30 anos de atuação da clínica GRHAU, nós já acompanhamos muitos pacientes, tivemos muitos desafios e muitas situações complexas. Foi de tudo um pouco - ou muito - como nos casos de mielo e paralisia cerebral, que atendemos com frequência.
As famílias sempre chegam ansiosas, esperando por uma resposta ou um caminho, e parte muito importante de nosso trabalho é ouvir atentamente cada mãe chega até nós. É a mãe que está no dia a dia, que conhece o filho só de olhar para ele, que sabe tudo sobre a deficiência, sobre os médicos, os hospitais, as internações, as crises, enfim, sabe tudo sobre tudo o que diz respeito ao seu filho nos mínimos detalhes.
Algumas vezes (ou muitas), é a mãe a fonte da informação que pode contribuir para solucionar um caso complexo.
Ouvir essa experiência e manter contato diário, faz toda a diferença. Nós aprendemos com as mães, as mães aprendem conosco. Uma conexão tão linda não poderia passar em branco nesta semana tão especial!
Mães

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Parede de escalada terapêutica

Já pensaram que a mesma terapia, com os mesmos recursos e as mesmas atividades podem cansar e desmotivar a criança?
Crianças que fazem terapia diariamente precisam de motivação para que as respostas sejam boas e é um grande desafio encontrar recursos novos para manter o interesse da criança - mas é um desafio extremamente necessário para que possamos explorar ao máximo o potencial de desenvolvimento de cada criança.
Uma das atividades que elas mais gostam aqui na clínica é a parede de escalada terapêutica. É uma grande diversão, mas temos objetivos terapêuticos muito bem planejados e definidos!
Através da parede de escalada trabalhamos muitos fatores, dentre eles:
• Alongamento;
• Força muscular;
• Coordenação motora;
• Equilíbrio;
• Dissociação.
É também uma atividade que ajuda muito no treino de marcha!

Criando metas alcançáveis

Enfatizamos sempre a importância da motivação nas terapias e parte desse processo é entender o que a criança, no momento em que se encontra, é capaz de executar.
Exigir demais ou não promover a facilitação para que a criança consiga executar determinada função, pode desmotivá-la e prejudicar a avaliação correta do caso.
Parece algo muito simples, mas entender todo esse processo envolve um conhecimento profundo em habilitação/reabilitação, muita experiência e conceitos que podem envolver até a psicologia infantil.
É muito importante o terapeuta construir um programa para que a criança compreenda a atividade proposta e realize com sucesso.
E tudo o que queremos é a criança motivada, feliz em realizar as atividades propostas e estimulada corretamente em todo o seu potencial de desenvolvimento!


Qual o melhor método de reabilitação?

Esta é uma pergunta muito comum e a resposta é: depende de cada paciente!
Antes de escolher por este ou aquele método, é necessário avaliar a formação e a experiência do terapeuta. Um terapeuta experiente e com diversas formações vai saber quais os melhores caminhos e recursos para cada caso, além disso, ainda pode usar técnicas de um ou outro método durante uma mesma terapia.
Por exemplo, o Therasuit tem suas contraindicações: a luxação de quadril, lordose e/ou escoliose avançadas, doenças degenerativas, e etc. Mas pacientes que apresentam essas condições também precisam receber tratamentos excelentes e adequados, é aí que a experiência e a formação dos terapeutas devem fazer a diferença, analisando outros métodos e recursos para atingir os objetivos terapêuticos de cada paciente.


Cognitivo e motor devem ser estimulados precocemente

Tanto quanto a parte motora, o cognitivo também deve ser estimulado desde cedo.
É preciso permitir que a criança faça escolhas, responda, demonstre interesse e seja entendida!
Muitas vezes, a criança transforma a falta de entendimento de suas reais necessidades em choro, birra, apatia e pode até piorar sua condição motora, direcionando para o corpo algumas respostas, como por exemplo a extensão.
Além disso, pode não ter todo o seu potencial explorado nas terapias, na escola e nos ambientes que frequenta.
Muitas áreas estão envolvidas no desenvolvimento cognitivo. Um bom início é agendar avaliações com fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, que identificarão recursos e terapias para estimulação da linguagem e da comunicação.


domingo, 14 de maio de 2017

Feliz dia das mães especiais

Mães especiais são gigantes, mesmo que algumas vezes sintam-se frágeis.
Entendem como ninguém o significado das palavras "entrega, dedicação, carinho, doação e amor incondicional".
Podem não perceber, mas inspiram e motivam outras pessoas o tempo todo. São motivo de orgulho!
Parabéns, mamães incríveis! Feliz dia das mães!
Uma pequena homenagem de toda a equipe GRHAU!

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Curva de Crescimento na Paralisia Cerebral

É muito comum que crianças com paralisia cerebral apresentem baixo peso e a curva de crescimento geralmente fica abaixo da média, se comparada à de crianças sem deficiência.

Um estudo da Pediatrics de Agosto de 2011, publicou uma pesquisa de crescimento das crianças com paralisia cerebral baseada no sistema de classificação de função motora grossa (GMFCS) e sexo, e identificou quais são os percentuais que apresentam maior risco de problemas nutricionais e condições clínicas gerais. A pesquisa foi feita com 25.545 crianças com paralisia cerebral na California.

Abaixo estão os gráficos de altura, peso e IMC para meninos e meninas com paralisia cerebral, divididos por GMFCS (o GMFCS 5 está dividido entre crianças que se alimentam via oral e via gastrostomia).

É importante ressaltar que qualquer criança com baixo peso precisa de acompanhamento de pediatra, nutrólogo e nutricionista, assim como a interpretação e a análise dos gráficos deve ser feita por esses profissionais.

Para ter acesso ao artigo completo:
Pediatrics


Meninos - GMFCS I


Meninos - GMFCS II


Meninos - GMFCS III




Meninos - GMFCS IV





Meninos - GMFCS V - alimentação oral


Meninos - GMFCS V - alimentação por gastrostomia






Meninas - GMFCS I




Meninas - GMFCS II




Meninas - GMFCS III



Meninas - GMFCS IV




Meninas GMFCS V - alimentação oral





Meninas - GMFCS V - alimentação por gastrostomia




Para ter acesso ao artigo completo:
Pediatrics

Para ter acesso aos gráficos de crescimento:
Growth Charts

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