domingo, 28 de maio de 2017

Cognitivo e motor devem ser estimulados precocemente

Tanto quanto a parte motora, o cognitivo também deve ser estimulado desde cedo.
É preciso permitir que a criança faça escolhas, responda, demonstre interesse e seja entendida!
Muitas vezes, a criança transforma a falta de entendimento de suas reais necessidades em choro, birra, apatia e pode até piorar sua condição motora, direcionando para o corpo algumas respostas, como por exemplo a extensão.
Além disso, pode não ter todo o seu potencial explorado nas terapias, na escola e nos ambientes que frequenta.
Muitas áreas estão envolvidas no desenvolvimento cognitivo. Um bom início é agendar avaliações com fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, que identificarão recursos e terapias para estimulação da linguagem e da comunicação.


domingo, 14 de maio de 2017

Feliz dia das mães especiais

Mães especiais são gigantes, mesmo que algumas vezes sintam-se frágeis.
Entendem como ninguém o significado das palavras "entrega, dedicação, carinho, doação e amor incondicional".
Podem não perceber, mas inspiram e motivam outras pessoas o tempo todo. São motivo de orgulho!
Parabéns, mamães incríveis! Feliz dia das mães!
Uma pequena homenagem de toda a equipe GRHAU!

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Curva de Crescimento na Paralisia Cerebral

É muito comum que crianças com paralisia cerebral apresentem baixo peso e a curva de crescimento geralmente fica abaixo da média, se comparada à de crianças sem deficiência.

Um estudo da Pediatrics de Agosto de 2011, publicou uma pesquisa de crescimento das crianças com paralisia cerebral baseada no sistema de classificação de função motora grossa (GMFCS) e sexo, e identificou quais são os percentuais que apresentam maior risco de problemas nutricionais e condições clínicas gerais. A pesquisa foi feita com 25.545 crianças com paralisia cerebral na California.

Abaixo estão os gráficos de altura, peso e IMC para meninos e meninas com paralisia cerebral, divididos por GMFCS (o GMFCS 5 está dividido entre crianças que se alimentam via oral e via gastrostomia).

É importante ressaltar que qualquer criança com baixo peso precisa de acompanhamento de pediatra, nutrólogo e nutricionista, assim como a interpretação e a análise dos gráficos deve ser feita por esses profissionais.

Para ter acesso ao artigo completo:
Pediatrics


Meninos - GMFCS I


Meninos - GMFCS II


Meninos - GMFCS III




Meninos - GMFCS IV





Meninos - GMFCS V - alimentação oral


Meninos - GMFCS V - alimentação por gastrostomia






Meninas - GMFCS I




Meninas - GMFCS II




Meninas - GMFCS III



Meninas - GMFCS IV




Meninas GMFCS V - alimentação oral





Meninas - GMFCS V - alimentação por gastrostomia




Para ter acesso ao artigo completo:
Pediatrics

Para ter acesso aos gráficos de crescimento:
Growth Charts

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Como estimular a independência da criança com deficiência

Uma atitude muito comum entre familiares e pessoas que convivem com a criança com deficiência é fazer tudo por ela. Calma, vamos explicar melhor!
A criança precisa se sentir capaz, precisa aprender a interagir e a se comunicar, mesmo que seja através de um mínimo gesto.
O que muitas vezes acontece, é “adivinhar” as respostas da criança, antecipando todas as respostas. A família geralmente entende a criança só de olhar para ela. O problema é quando ela vai a outros ambientes, como a escola, e percebe que as pessoas não a entendem como a família entende, e isso pode gerar uma grande frustração, inclusive pode ser um dos motivos da dificuldade em se adaptar ao ambiente escolar.
É muito importante estimular a comunicação e a independência desde muito cedo e seguir as orientações das terapeutas para o dia a dia, expandindo as atividades e recursos utilizados no ambiente terapêutico para os outros ambientes frequentados pela criança.
Durante as terapias exploramos muito o potencial de comunicação e independência de cada criança e percebemos como é positivo e motivador quando a criança consegue realizar algo sozinha, se sente compreendida e estimulada, até interferindo positivamente em seu comportamento.


Dentista para crianças com deficiência

A higiene bucal da criança com deficiência pode ser um grande desafio para a família. As dificuldades motoras geralmente não permitem uma higiene adequada e o aparecimento de cáries é inevitável, fazendo com que o tratamento seja feito com anestesia geral em alguns casos.
Mas é possível prevenir! As visitas periódicas ao dentista e o uso de escova e creme dental adequados, pode ajudar a manter a saúde bucal. Em alguns casos o dentista indica algum produto com flúor para ajudar na prevenção de cáries e faz limpeza nos dentes em consultório a cada dois ou três meses.
O ideal é procurar um dentista que tenha experiência com crianças com deficiência. Algumas vezes, nossas fonoaudiólogas acompanham a consulta ou trocam informações com o dentista, principalmente nos casos em que há uma grande dificuldade motora, hipersensibilidade e/ou reflexo de mordida.
Há no mercado algumas escovas dentais que podem ser conectadas a um sugador, impedindo que a espuma e a saliva causem algum desconforto ou aspiração.



Porque você deve se preocupar com o posicionamento correto

Uma parte importante do trabalho de reabilitação/habilitação é o posicionamento.
Durante as terapias trabalhamos muito para deixar o tônus muscular o mais próximo possível do normal e também estimulamos o alinhamento correto. Todo esse trabalho pode ter melhores resultados quando a criança tem um posicionamento adequado na cadeira de rodas, na cadeira de carro, no sofá, em cantinhos de posicionamento, e etc. É isso que vai ajudar a prevenir o aparecimento de problemas ósseos, encurtamentos e até ajudar na respiração e na deglutição.
Além disso, um posicionamento incorreto pode causar dores e desconforto para criança.
Prevenir é o melhor caminho!


Inclusão escolar: o momento da avaliação

Já estamos no meio do semestre, momento ideal para avaliar tudo o que foi proposto no início do ano em relação à inclusão escolar e fazer os ajustes, caso necessário.
Alguns pontos devem ser analisados:
Mobiliário escolar: está adequado e confortável? Há mesa e cadeira adaptadas? Como está o posicionamento?
Conteúdo pedagógico: está adaptado para as necessidades da criança? As provas são adaptadas? Estão sendo feitas avaliações de desempenho cognitivo e social? A criança entende o conteúdo? Se comunica corretamente?
Atividades escolares: a criança participa ativamente de todas as atividades (festas, passeios, recreio, esportes, peças de teatro, etc)? As atividades estão adaptadas?
Recursos de tecnologia assistiva: a criança utiliza corretamente esses recursos? A escola sabe utilizá-los? Os recursos estão adequados?
Enxergar a criança como um todo significa oferecer as terapias corretas e também pensar no ambiente escolar adequado.
Adaptar, promover o acesso e se comprometer com a inclusão são atitudes que fazem toda a diferença para o desenvolvimento das potencialidades de cada criança.


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