segunda-feira, 10 de abril de 2017

A indicação do Therasuit na mielomeningocele

Os benefícios do Therasuit para crianças com mielomeningocele.
Atendemos muitas crianças com mielo e fazemos sempre uma avaliação específica e minuciosa, que visa detalhar os deficits e tudo que deve ser trabalhado intensamente. Após a avaliação elaboramos um planejamento individual para que todas as capacidades sejam adequadamente estimuladas.
O programa intensivo do Therasuit promove melhoras motoras globais e específicas, como:
• Fortalecimento muscular;
• Melhora do controle de tronco;
• Mais segurança para realizar atividades com independência;
• Melhora do equilíbrio;
• Melhora da sensibilidade;
• Função de pernas e pés.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Quantos intensivos de Therasuit são necessários?


Quando a criança faz um intensivo de Therasuit, seguimos com todas as orientações para que o tratamento tenha continuidade, seja aqui na clínica, com outros terapeutas ou na cidade em que reside. A troca de informações entre os terapeutas é fundamental para dar continuidade aos ganhos alcançados e alinhar os objetivos para o próximo intensivo.

É importante enxergar o Therasuit como estratégia de reabilitação.

A criança apresenta muitos ganhos durante o intensivo e precisamos pensar em dois objetivos - manter os ganhos e continuar estimulando o desenvolvimento.

É dessa forma que conseguimos acelerar os ganhos, mantê-los e planejar novos desafios, explorando completamente todo o potencial de cada paciente.

Geralmente, são feitos de 2 a 4 intensivos de Therasuit por ano, depende muito de cada criança, do estágio em que se encontra e da necessidade de mais intensivos ou mesmo de outras abordagens terapêuticas, ou seja, cada caso é um caso e é avaliado individualmente. Este número anual é apenas uma média.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Atendimento sequencial de fisio e fono



A motricidade oral também está ligada ao quadril, tronco e pescoço. Quando não há controle adequado de tronco e cervical, a criança pode ter mais dificuldades para ser alimentada.
Como estratégia conseguimos otimizar os resultados da sessão de fono quando programamos a fisio antes, para trabalhar especificamente essas regiões, ou seja, as terapias se somam e se completam - uma é facilitadora da outra.
Por exemplo, quando a criança apresenta um padrão extensor forte, geralmente a língua também apresenta esse padrão e a criança tem dificuldade para fazer movimentos laterais com a língua, movimentos estes, importantes para que ela consiga passar o alimento de um lado a outro da boca e mastigar corretamente.
Nesses casos trabalhamos na fisio com dissociação de quadril e controle de tronco e cervical para que ela chegue mais organizada na sessão de fono e possa responder melhor aos estímulos orais específicos.

domingo, 2 de abril de 2017

Dia Mundial de Conscientização do Autismo

É apenas uma maneira diferente de ver o mundo, com um jeito especial de ser e sentir!
"Ensina-me de várias maneiras, pois sou capaz de aprender." Cíntia Leão Silva.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Recursos terapêuticos que auxiliam nas posições durante a fisio

Um recurso simples e que utilizamos muito nas terapias são as argolas, que são leves e fáceis para que a criança segure.
A criança que tem dificuldade para se equilibrar ou que apresente algum problema sensorial, precisa de uma referência para sentir o seu corpo em relação ao espaço que ocupa. Quando ela segura a argola e se organiza sensorialmente, conseguimos mantê-la em posição sentada (por exemplo) por muito mais tempo.
Com a organização motora e sensorial, ela se percebe mais, percebe o espaço que ocupa no ambiente e as forças que necessita para se manter na posição.
Com repetição, intensidade e frequência de estímulos corretos, a criança poderá melhorar as posturas.

Como é feita a avaliação para o Therasuit


Analisamos uma série de fatores durante a avaliação para o intensivo de Therasuit. Nem todas as crianças têm indicação ou se beneficiarão com esse tipo de intervenção.
Casos em que há luxação de quadril, escoliose média ou grave, doenças degenerativas e epilepsia de difícil controle, como a síndrome de west, já são um impedimento para a realização do intensivo.
Precisamos entender que a criança vai se beneficiar e que terá condições de participar das 3 horas de terapias diárias.
É na avaliação que também estabelecemos as metas e objetivos para cada criança, analisamos como está a musculatura, os alongamentos, o sistema cardiovascular e o tônus, entendendo as dificuldades de cada um e também as atividades que cada criança já consegue realizar e pode melhorar.
Há surpresas muito positivas no meio do caminho, como são os casos em que a criança surpreende toda a equipe logo na primeira semana! Satisfação enorme para nós, terapeutas, e para a família, que muitas vezes percorre um longo caminho para conseguir proporcionar o tratamento ao filho!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Os tipos de paralisia cerebral e as regiões atingidas


Discinético ou atetoide: Caracterizado por movimentos involuntários devido a um estimulo ineficaz e exagerado que o cérebro envia ao músculo não sendo capaz de manter um padrão. É aquela criança que tem movimentos exagerados e bruscos. Normalmente os atetoides são crianças muito inteligentes com o crescimento buscam maneiras de controlar sua movimentação exagerada e descoordenada.
Distônico: Incoordenação do tônus muscular. É aquela criança que tem dificuldade em manter um tônus mais próximo do normal, alterna de um tônus muito alto para um tônus muito baixo.
Atáxico: Dificuldade de coordenação motora (Tremores ao realizar um movimento).
Mistos: Quando apresentam pelo menos dois tipos associados de alteração do movimento (Exemplo: espástico e atetóide).
Espástico: Ocorre uma lesão do córtex cerebral diminuindo a força muscular e aumentando o tônus muscular. São aquelas crianças mais “tensas”, “rígidas”, que não conseguem relaxar o músculo contrário ao músculo que realiza o movimento. Um músculo com um tônus aumentado não será necessariamente um músculo forte.
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