sexta-feira, 31 de março de 2017

Recursos terapêuticos que auxiliam nas posições durante a fisio

Um recurso simples e que utilizamos muito nas terapias são as argolas, que são leves e fáceis para que a criança segure.
A criança que tem dificuldade para se equilibrar ou que apresente algum problema sensorial, precisa de uma referência para sentir o seu corpo em relação ao espaço que ocupa. Quando ela segura a argola e se organiza sensorialmente, conseguimos mantê-la em posição sentada (por exemplo) por muito mais tempo.
Com a organização motora e sensorial, ela se percebe mais, percebe o espaço que ocupa no ambiente e as forças que necessita para se manter na posição.
Com repetição, intensidade e frequência de estímulos corretos, a criança poderá melhorar as posturas.

Como é feita a avaliação para o Therasuit


Analisamos uma série de fatores durante a avaliação para o intensivo de Therasuit. Nem todas as crianças têm indicação ou se beneficiarão com esse tipo de intervenção.
Casos em que há luxação de quadril, escoliose média ou grave, doenças degenerativas e epilepsia de difícil controle, como a síndrome de west, já são um impedimento para a realização do intensivo.
Precisamos entender que a criança vai se beneficiar e que terá condições de participar das 3 horas de terapias diárias.
É na avaliação que também estabelecemos as metas e objetivos para cada criança, analisamos como está a musculatura, os alongamentos, o sistema cardiovascular e o tônus, entendendo as dificuldades de cada um e também as atividades que cada criança já consegue realizar e pode melhorar.
Há surpresas muito positivas no meio do caminho, como são os casos em que a criança surpreende toda a equipe logo na primeira semana! Satisfação enorme para nós, terapeutas, e para a família, que muitas vezes percorre um longo caminho para conseguir proporcionar o tratamento ao filho!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Os tipos de paralisia cerebral e as regiões atingidas


Discinético ou atetoide: Caracterizado por movimentos involuntários devido a um estimulo ineficaz e exagerado que o cérebro envia ao músculo não sendo capaz de manter um padrão. É aquela criança que tem movimentos exagerados e bruscos. Normalmente os atetoides são crianças muito inteligentes com o crescimento buscam maneiras de controlar sua movimentação exagerada e descoordenada.
Distônico: Incoordenação do tônus muscular. É aquela criança que tem dificuldade em manter um tônus mais próximo do normal, alterna de um tônus muito alto para um tônus muito baixo.
Atáxico: Dificuldade de coordenação motora (Tremores ao realizar um movimento).
Mistos: Quando apresentam pelo menos dois tipos associados de alteração do movimento (Exemplo: espástico e atetóide).
Espástico: Ocorre uma lesão do córtex cerebral diminuindo a força muscular e aumentando o tônus muscular. São aquelas crianças mais “tensas”, “rígidas”, que não conseguem relaxar o músculo contrário ao músculo que realiza o movimento. Um músculo com um tônus aumentado não será necessariamente um músculo forte.

segunda-feira, 27 de março de 2017

A importância da escola para a criança com deficiência

Muitas crianças com deficiência acabam entrando na escola mais tarde, e isso pode ser um fator negativo para o desenvolvimento cognitivo, motor e emocional.
Ainda há muita dificuldade para encontrar uma escola que receba adequadamente a criança com deficiência, o que acaba gerando muita insegurança por parte das famílias.
A escola deve fazer parte da rotina da criança. Há estímulos importantes no ambiente escolar: o contato com outras crianças, ser parte integrante de um grupo, entender e respeitar regras e horários e ter acesso ao aprendizado pedagógico, são apenas alguns dos benefícios.
Muitas vezes, trazemos os conceitos do ambiente escolar para as terapias, é uma forma de reforçar o conteúdo e otimizar os resultados. O trabalho multidisciplinar permite essa troca de informações e consequentemente uma atuação focada nas necessidades de cada criança.

terça-feira, 21 de março de 2017

Ziclague para paralisia cerebral e espasticidade

Amanhã, 22 de março, ao meio dia, faremos uma live através de nossa fanpage para tirarmos nossas dúvidas sobre o Ziclague, a nova medicação para tratamento da espasticidade.
Convidamos uma representante da Hebron, fabricante do Ziclague para falar sobre o tratamento e também tirar as dúvidas de mães, pais, terapeutas e médicos. Basta estar online em nossa página.
O objetivo da live é obter mais informações, tirar dúvidas e entender um pouco mais sobre a ação da medicação, mas é muito importante lembrar que a indicação de uso DEVE ser feita por um médico ou terapeuta! Não use sem orientação e indicação! IMPORTANTE! Por se tratar de uma medicação nova, ainda não se sabe sobre efeitos ou danos em longo prazo!
Estamos pesquisando a ação desse medicamento e conversando com médicos e terapeutas para entendermos se há indicação de uso para nossos pacientes, contraindicações. quais os riscos, benefícios, e etc.
O Ziclague possivelmente bloqueia o canal de cálcio e é necessário muito cuidado ao administrá-lo, pois pode causar hipotensão, desmaio, arritmia, e etc.
A bula faz um alerta: ” Atenção: este produto é um medicamento novo. Embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos.”
O Ziclague é feito com óleo essencial da Alpinia Speciona Schum, planta regional do nordeste conhecida como “Bastão do Imperador”, que tem ação relaxante.
A descoberta foi feita em Sergipe pela fisioterapeuta Edna Aragão Farias Cândida na conclusão de seu doutorado.
A medicação tem o objetivo de relaxar a musculatura (diminuir o tônus muscular) de modo dose-dependente.
Segundo a bula do Ziclague, o uso do medicamento deve ser feito da seguinte forma:
• Aplicar sobre a pele, sem friccionar, na altura do músculo espástico a ser trabalhado.
• Aguardar 15 minutos para o início da fisioterapia.
• Deve-se ter atenção à aplicação de Ziclague na face, em regiões cervicais anterior e laterais e na região precordial.
• Evitar aspergir em direção aos olhos durante a aplicação.
• Lavar as mãos após o uso ou utilizar luvas para a aplicação do produto.
• A aplicação deste produto somente deverá ser feita por profissional de saúde habilitado.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Padrão extensor e desenvolvimento motor

O padrão extensor é considerado uma forma primitiva de movimento, que não permite à criança o desenvolvimento de uma motricidade mais elaborada, em que a flexão e a extensão estão em harmonia, permitindo, por exemplo, que a criança consiga se sentar sozinha, para isso, ela precisa de uma organização motora global, com tronco e joelhos em extensão e quadril flexionado.
Com a idade, o padrão extensor pode piorar, pois a criança acaba utilizando com mais frequência o movimento que é mais fácil para ela, no caso, a extensão, e vai deixando de utilizar e desenvolver a musculatura correta. É como uma "briga" de padrões - de um lado os estímulos e manuseios corretos da fisioterapia, e de outro, o padrão neurológico da criança. Por isso é tão importante a frequência e a intensidade das terapias!
É muito importante entender todo esse processo e trabalhar adequadamente para que esse padrão não seja reforçado, mas sim, utilizado quando for favorável para algumas posições.
De forma geral, o padrão extensor é prejudicial para o posicionamento, contribui para a deformidade óssea de pernas e pés e interfere também na deglutição, quando a língua assume o padrão extensor.
Quando forçamos a quebra do padrão extensor, estamos na verdade fortalecendo-o!
O ideal é trabalhar com manuseios adequados, dissociação e lateralidade da língua, incentivando a criança a utilizar a força adequada e trabalhando o fortalecimento da musculatura correta.
Recursos terapêuticos como a plataforma vibratória e a eletroestimulação neurofuncional também auxiliam a regular o tônus muscular.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Criança com deficiência motora nem sempre tem deficiência cognitiva ou intelectual

O que acontece é que nos primeiros anos de vida a criança desenvolve a parte cognitiva através da exploração do meio e de sua curiosidade natural.
As dificuldades motoras podem atrasar o desenvolvimento cognitivo pois, conforme o comprometimento motor, essas experiências sensoriais e motoras acabam não acontecendo, por isso é tão importante o acompanhamento de fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, que vão identificar essas dificuldades e propor atividades de acordo com o desenvolvimento motor de cada criança.
Quando não estimulada corretamente, a criança pode apresentar também o atraso cognitivo.
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