quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Como é o pós-operatório da cirurgia de quadril?

A cirurgia de quadril luxado tem como objetivo posicionar a cabeça femoral no acetábulo, para que fique estável e sem a possibilidade de sair novamente de sua posição, preservando a estrutura óssea e a mobilidade.
Após a cirurgia, é feito um aparelho de gesso que imobiliza toda a região operada, partindo da região um pouco acima do quadril e se estendendo até o pé. Esse tipo de imobilização chama-se gesso pelvepodálico. As pernas são imobilizadas e mantidas afastadas através de uma barra unindo o gesso. Há uma abertura no períneo para que a criança possa urinar e evacuar.
Durante o uso do gesso, é muito importante reforçar os cuidados de higiene do períneo, trocando as fraldas frequentemente, para que não haja contaminação das feridas operatórias e mantendo a integridade do gesso durante todo o período de uso.
Também é muito importante a comunicação frequente entre a equipe cirúrgica, a família e os terapeutas.
Durante o uso do gesso são feitos exames de imagem para analisar a manutenção da correção articular. Além disso, os médicos avaliam a integridade do gesso e inspecionam as feridas operatórias.
Em alguns casos há uma segunda etapa pós-operatória em que a criança precisa ser examinada sob anestesia e no centro cirúrgico, para que sejam feitos exames radiológicos confirmando a manutenção da posição articular e a troca do gesso que, passa a ser em dupla abdução, ou seja, só imobiliza as pernas (da coxa até os pés), mantendo a barra de união entre os gessos mas, permitindo a criança os movimentos de sentar e deitar (flexão e extensão), sem o risco do quadril perder a posição.
Após a retirada do gesso a criança precisa ser avaliada frequentemente pelo ortopedista e retomar a rotina de terapias.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

A Espasticidade e as Deformidades



Você sabia que o tônus aumentado também contribui para as deformidades ósseas?
A força da musculatura espástica pode contribuir para deformidades nos pés, nas mãos, nos braços, nas pernas e na coluna.
Para evitar as deformidades causadas pela hipertonia, pode-se considerar:
* Posicionamento adequado;
* Boa adequação postural na cadeira de rodas, cadeira do carro, cadeira de banho, mesa e cadeira da escola, e etc;
* Uso da cadeira de rodas o quanto antes (quando houver indicação);
* Evitar o uso prolongado de carrinhos de passeio sem adequação postural adequada;
* Uso de órteses e talas extensoras;
* Uso frequente do parapodium;
* Manuseios adequados nas sessões de fisioterapia e terapia ocupacional;
* Uso de recursos terapêuticos (quando houver indicação), como por exemplo: a plataforma vibratória e a eletroestimulação neurofuncional, que atuam para regular o tônus.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Hipotonia: Como tratar?

A hipotonia tem como principal característica a diminuição do tônus muscular. Os bebês com hipotonia apresentam pouca movimentação, muitas vezes dificuldade para mamar, dificuldade de levar a mão à boca, de pegar objetos, e etc.
O diagnóstico é feito geralmente no nascimento ou nos primeiros meses de vida.
A Hipotonia pode ser familiar ou mesmo ter outras causas, como por exemplo, as más formações cerebrais, as síndromes metabólicas e as doenças neuromusculares. É muito importante tentar descobrir a causa com o neurologista e o geneticista para sabermos quais os tratamentos e recursos terapêuticos adequados.
A estimulação precoce é o melhor tratamento para as crianças hipotônicas e, dependendo das dificuldades da criança, o tratamento pode envolver Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional e Fonoaudiólogo. Os profissionais vão trabalhar principalmente a postura, a coordenação motora, a musculatura orofacial e o fortalecimento muscular, além de prevenir problemas ortopédicos.
Fazemos uma cuidadosa avaliação para definir quais os recursos terapêuticos mais indicados e qual a fase que a criança se encontra.
O Therasuit e a plataforma vibratória apresentam excelentes resultados, mas não são indicados para todas as crianças hipotônicas, por isso é importante ter os laudos médicos para que possamos orientar quanto aos melhores recursos e tratamentos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A Polia nos Intensivos de Therasuit

Uma das atividades realizadas durante o intensivo de Therasuit é o uso da Polia, que é uma roldana com cordas e peso na extremidade, e pode ser colocada nos pés, nos braços ou nas pernas.
A Polia permite que trabalhemos músculos que geralmente não são utilizados pela criança devido aos problemas neurológicos, que culminam em um desequilíbrio muscular.
Deve-se haver um raciocínio bem preciso das terapeutas para que o trabalho com a Polia seja eficaz. É essa análise cuidadosa que vai determinar:
• O objetivo;
• O peso que será colocado;
• Os grupos musculares que precisam ser trabalhados;
• Por quanto tempo será utilizada;
• Os tipos de exercício que serão feitos;
• A finalidade;
• A angulação correta;
• E tudo que é necessário ser trabalhado em cada criança, sendo portanto, uma avaliação que além de cuidadosa e precisa, também é estritamente individual.
Trabalhando os grupos musculares adequados, os músculos ficam mais fortes, a postura fica mais consciente e a criança torna-se mais apta a mover-se e ganhar autonomia!


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Como escolher recursos terapêuticos e métodos de reabilitação

Não há método ou recurso terapêutico que funcione para todas as crianças, há métodos e recursos cuidadosamente indicados para cada caso.
Aqui no GRHAU, fazemos uma completa avaliação para entender as necessidades de cada criança, e assim, potencializar os resultados das terapias.
É por isso que investimos constantemente em cursos e compra de equipamentos.
Aqui no GRHAU trabalhamos com diversos recursos e equipamentos:
• Gaiola de atividades do Therasuit;
• Plataforma vibratória;
• Lycra suspensa;
• Parede de esacalada terapêutica;
• Eletroestimulação funcional;
• Prancha de deslocamento;
• Andadores;
• Esteira;
• Recursos de integração sensorial;
• Bolas e rolos;
• Espaldar;
• MPS Therapy.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O que é Mielomeningocele

A mielomeningocele, também conhecida como espinha bífida aberta, é uma malformação congênita da coluna vertebral em que as meninges, a medula e as raízes nervosas ficam expostas.
Mielomeningocele é o tipo mais comum e também a mais grave de espinha bífida.
O comprometimento neurológico na mielomeningocele é comum, incluindo alguns sinais e sintomas:
• Fraqueza muscular nas pernas ou perda de movimentos;
• Perda de controle e demais problemas intestinais e da bexiga;
• Insensibilidade parcial ou total;
• Convulsões;
• Problemas ortopédicos, como pés tortos, quadris irregulares e escoliose;
• Hidrocefalia;
• Presença de pelos na parte posterior da pélvis (região sacral);
• Dificuldades de aprendizagem e problemas com a linguagem podem ocorrer.


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