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domingo, 27 de janeiro de 2019

Refluxo na paralisia cerebral

Sintomas como irritabilidade, dificuldade para dormir ou sono interrompido várias vezes, sialorreia (baba), dificuldade para ganhar peso, tudo isso pode ser sinal de refluxo. 
O refluxo gastroesofágico é o retorno de alimentos e ácidos do estômago até o esôfago, e em alguns casos, até a boca.
O problema pode ser de difícil diagnóstico em crianças com paralisia cerebral, principalmente crianças que não falam ou que não conseguem identificar as dores e o desconforto causados pelo refluxo.
As principais causas do refluxo na criança com deficiência são:
🔸Compressão abdominal resultante de escoliose;

🔸Espasticidade da musculatura abdominal;

🔸Disfagia;

🔸Controle cervical e de tronco insuficiente;

🔸Posicionamento incorreto durante as refeições;

🔸Intolerância ou alergia alimentar;

🔸Anomalia do trato digestivo;

🔸Doenças metabólicas hereditárias;

🔸Permanecer deitado após as refeições ou por tempo prolongado.
O refluxo na criança com paralisia cerebral tem um forte impacto em sua qualidade de vida e em seu desenvolvimento global, com desdobramentos podem ser graves, como citamos abaixo:
✔️Afecções pulmonares e pneumonia de repetição;

✔️Dificuldade para dormir ou sono interrompido;

✔️Desnutrição e anemia;

✔️Pode levar a dificuldades respiratórias, tosse, rouquidão, ou até interrupção da respiração;

✔️Irritabilidade;

✔️Vômitos;

✔️Dor torácica;

✔️Dor abdominal;

✔️Azia (sensação de queimação por trás do diafragma).
O médico que trata o refluxo é Gastropediatra e o diagnóstico pode ser feito através de alguns exames:
🔹Estudo com bário;

🔹Sonda para PHmetria esofágica ou sonda de impedância;

🔹Imagem de esvaziamento gástrico;

🔹Endoscopia digestiva alta.
O Tratamento envolve o trabalho do Gastropediatra, do Fonoaudiólogo e do Fisioterapeuta. Algumas dicas ajudam a melhorar o quadro:
▫️Posicionamento correto durante as refeições;

▫️Controle de tônus muscular;

▫️Líquidos espessados;

▫️Manter a criança sentada por mais tempo após as refeições para arrotar com frequência;

▫️Medicamentos indicados pelo Gastropediatra;

▫️Em casos mais graves, a cirurgia.




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A importância do Ortoptista para a criança com paralisia cerebral

Você sabe o que faz um Ortoptista? Este profissional tem papel importante no processo de reabilitação da criança com paralisia cerebral. 👀

Enquanto o Oftalmologista é o profissional que avalia a refração e as doenças oculares, o Ortoptista é o profissional ligado à reabilitação, que faz o diagnóstico e tratamento dos distúrbios da visão. Se compararmos, seria como dizer que o Ortoptista está para o Oftalmologista assim como o Fisioterapeuta está para o Ortopedista.👁

De forma geral, a Ortóptica trata-se de uma ciência que diagnostica e trata os distúrbios da visão binocular – uso simultâneo dos olhos. E cabe ao ortoptista identificar, quantificar, qualificar e tratar as anomalias da visão.

Além do tratamento ortóptico convencional, o profissional ainda atua nas seguintes áreas:

🔸Estimulação visual;

🔸Adaptação e treinamento de recursos ópticos e não ópticos para pacientes de baixa visão;

🔸Identificação do tamanho adequado de símbolos e letras usados na comunicação alternativa;

🔸Orientação quanto à distância que estes símbolos devem ser colocados para que a criança os identifique;

🔸Contrastes necessários;

🔸Realização de exames não invasivos como, por exemplo, campo visual, ceratometria ou auto refrator.

A indicação de um Ortoptista é feita pelo Oftalmologista ou Neurologista, que pedem o teste ortóptico. Isto acontece quando é notado um estrabismo (desvio ou olho torto), baixa visão, sintomas de cansaço visual, dores de cabeça, entre outras situações.





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A base para o desenvolvimento motor da criança com deficiência

✔️Falta de coordenação motora;
✔️Tônus muscular alterado;
✔️Postura e alinhamento incorretos ou insuficientes;
✔️Falta de controle muscular;
✔️Falta de equilíbrio;
✔️Movimentos involuntários.

Estes são alguns dos desafios da criança com deficiência para conseguir se movimentar, alcançar posturas e se alimentar. Alguns com dificuldades maiores em alguns aspectos, outros com diferentes desafios.

É o padrão que a criança possui que vai mantê-la nessas dificuldades o tempo todo. É aí que entra o trabalho das terapeutas e as orientações de uso de equipamentos, órteses, extensores, posicionadores, e etc, para enviar os estímulos adequados para o cérebro e promover o desenvolvimento. Sem esta base, a tendência é que os padrões incorretos “vençam” e as respostas não apareçam.

Por isso, é muito importante nunca desistir das terapias, seguir as orientações para os cuidados fora do ambiente terapêutico e respeitar o tempo de desenvolvimento de cada criança!





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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Infusão intratecal de baclofeno - principais indicações

A infusão intratecal de baclofeno ou bomba de baclofeno é um método de neuromodulação indicado para melhora de pacientes com espasticidade.

A bomba de baclofeno pode ser testada em pacientes que já tomam o baclofeno via oral e não obtiveram a melhora esperada ou mesmo que tiveram dificuldade em aumentar a dose via oral devido aos efeitos colaterais. 

O baclofeno via oral tem baixa absorção e chega muito pouco onde deveria.

Os principais benefícios da bomba de baclofeno são:  

🔸Melhora da espasticidade;
🔸Diminuição de movimentos involuntários, principalmente em pacientes distônicos;
🔸Ganho de peso devido à economia do gasto energético decorrente da espasticidade;
🔸Ganhos globais.

O procedimento é feito pelo Neurocirurgião e pode ser realizado em pacientes a partir de 3 anos.

Acesse nosso site, leia nosso blog!

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quarta-feira, 2 de maio de 2018

As 5 dúvidas mais comuns sobre os intensivos de Therasuit

1- O tratamento é o mesmo em todas as clínicas? Não, embora os recursos sejam os mesmos, o tratamento depende da atuação do terapeuta, de sua experiência e vivência com o método.

2- Qualquer paciente pode fazer o intensivo de therasuit?
Não, é necessário passar por uma avaliação antes para sabermos se há indicação para o tratamento. Existem algumas contraindicações: como luxação de quadril, escoliose acentuda, doenças degenerativas, e etc.

3- Qual a idade mínima para fazer o intensivo?
Em média, 2 anos de idade.

4- Quantos intensivos são necessários?
Depende de cada paciente. Geralmente, são 2 ou 3 intensivos por ano, o que dá uma média de 4 a 6 meses de intervalo entre um intensivo e outro.

5- É possível dar continuidade ao tratamento? Sim, orientamos os terapeutas sobre a continuidade do tratamento e alinhamos os objetivos com a equipe.


sábado, 17 de março de 2018

Padrão extensor na paralisia cerebral

Crianças com forte padrão extensor precisam de estímulos adequados e cuidados extras com posicionamento.
O padrão extensor não deve ser quebrado por completo, isso pode ser um grande erro, pois ao fazermos força contra o padrão, estamos na verdade fortalecendo-o! Devemos usar o manuseio de lateralização e rotações, dissociando as cinturas para que a criança vivencie outras maneiras de controle motor, que não somente a verticalização.
Nós sempre orientamos a família sobre como pegar a criança adequadamente, como segurar no colo, como transferí-la de um ponto a outro, como levantá-la, e quais pontos disparam o padrão e devem ser evitados.
Além disso, os cuidados com posicionamento devem ser mais frequentes, a cadeira de rodas, de carro ou de posicionamento precisam ser ajustadas com mais frequência, já que a força da extensão pode provocar frouxidão dos cintos e contribuir para o posicionamento inadequado.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Tênis para usar com órteses


Adoramos estes tênis com zíper para usar com órteses! O zíper permite a retirada total da parte de cima do tênis, facilitando demais a colocação quando a criança estiver com as órteses!

É da Ortopé e se chama Zipmax.

Neste link tem mais informações: Tênis com zíper

tênis para usar com órteses
tênis para usar com órtese



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Hipotonia - Diagnóstico e Tratamento

hipotonia é a nomenclatura que descreve a diminuição do tônus muscular.

Embora a fraqueza muscular possa estar associada à hipotonia, não podemos confundi-la com a hipotonia, pois são assuntos distintos.

Geralmente, são sinais de hipotonia:

  • Pouco ou nenhum controle muscular;
  • Braços e pernas estão sempre relaxados;
  • Dificuldade de sugar e deglutir;
  • Choro fraco ou silencioso.

Uma criança com hipotonia geralmente leva mais tempo para atingir os marcos de desenvolvimento motor, como arrastar, sentar, andar, falar e se alimentar.

O que causa hipotonia?

A hipotonia é um sintoma e não uma condição e pode estar associada à problemas genéticos, à prematuridade, à Paralisia Cerebral, à Síndrome de Down, a doenças degenerativas e a infecções graves, como a Meningite, por exemplo. Também há casos de hipotonia de causa desconhecida.

Em alguns casos, os bebês nascidos prematuramente têm hipotonia porque seu tônus muscular não está totalmente desenvolvido no momento em que eles nasceram. No entanto, desde que o bebê não tenha outros problemas associados, a hipotonia pode melhorar gradualmente com acompanhamento de Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional e Fonoaudiólogo.

Tratamento

O tratamento envolve o acompanhamento de Pediatra, Geneticista, Neurologista, Ortopedista, Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional e Fonoaudiólogo.

Quanto antes a criança iniciar o tratamento, melhor.

Durante as terapias, trabalhamos para melhorar a força muscular, a resistência física, a postura e a coordenação motora para compensar o baixo tônus muscular.

É muito importante fortalecer a musculatura em torno das articulações dos braços e das pernas para proporcionar mais suporte e estabilidade.

A plataforma vibratória é um recurso que ajuda muito no fortalecimento muscular. Outros recursos também podem ser utilizados, como andadores, parapodium, esteira, parede de escalada terapêutica, e etc.

A deglutição e a respiração também devem ser trabalhados nas terapias.




terça-feira, 26 de setembro de 2017

Saiba tudo sobre a Rizotomia Dorsal Seletiva

A Rizotomia Dorsal Seletiva como tratamento da espasticidade.

O que é rizotomia dorsal seletiva?

A rizotomia dorsal seletiva é uma cirurgia que tem o objetivo de melhorar a espasticidade de crianças com paralisia cerebral.  
A espasticidade pode prejudicar o desenvolvimento da marcha independente, pode levar a deformidades ósseas, e encurtamento de músculos e tendões.

É importante lembrar que nem sempre a espasticidade é um sintoma a ser tratado, pois muitas crianças se utilizam dela para ficarem em pé ou mesmo para andarem.

A rizotomia é indicada para todas as crianças espásticas?

Não. As crianças que podem se beneficiar com a cirurgia têm entre 3 e 12 anos de idade, com diplegia espástica, conseguem se sentar ou ficar em pé sozinhas, e apresentam a espasticidade como um fator de limitação importante para seu desenvolvimento motor e marcha independente. Crianças prematuras dentro do quadro descrito acima, apresentam bons resultados com a rizotomia.

Para quem não é indicado a rizotomia.

As crianças que tem paralisia cerebral resultantes de traumatismo craniano ou infecção congênita, crianças distônicas, com paralisia cerebral grave, rigidez muscular severa, histórico de meniningite ou hidrocefalia relacionados à prematuridade, não têm indicação da rizotomia.

Como é feita a indicação para a rizotomia?

A decisão é tomada por uma equipe multidisciplinar envolvendo pediatra, neurologista, ortopedista, cirurgião, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Metas e expectativas da rizotomia também são discutidas com a família, bem como os riscos e benefícios.

Algumas tentativas podem ser feitas antes da rizotomia, como a aplicação de toxina botulínica e um programa intensivo de fisioterapia para trabalhar força muscular e melhora do tônus. Com as respostas após essas tentativas, a equipe terá mais segurança na indicação (ou não) da cirurgia.

Vários estudos indicam a redução da espasticidade e a melhora na qualidade de vida após a rizotomia. O grande receio dos pais é devido a natureza irreversível do procedimento.

Outras opções para tratamento da espasticidade são:

• Aplicação de toxina botulínica;
• Baclofeno via oral;
• Bomba de baclofeno.

Muitas crianças conseguem se desenvolver e ter qualidade de vida apenas com estas opções e com um bom planejamento terapêutico.

Como é feita a cirurgia?

A rizotomia é feita com anestesia geral e geralmente leva de 4 a 5 horas. São diminuídas as aferências sensitivas com a secção de radículas dorsais selecionadas.

As complicações após a rizotomia são raras, mas podem incluir infecção, fístula liquórica, dor, dormência ou formigamentos nas pernas perda da função dos esfíncteres, diminuição da força nas pernas, cifotização da coluna vertebral e também os riscos da anestesia geral.

Logo após a cirurgia, a criança pode apresentar fraqueza muscular, e um programa de fisioterapia intensiva é inserido gradualmente. A criança aprenderá a usar seu corpo de uma maneira nova. Pode levar até dois anos para que todos os benefícios da rizotomia sejam sentidos.

Muitas crianças desenvolvem hipersensibilidade na planta dos pés após a cirurgia, porém é algo temporário e que melhora com o tempo. 

Também pode haver problemas na bexiga, causando uma alteração nos hábitos de higiene pessoal no início, mas que melhoram com o passar do tempo. 

Embora a rizotomia não descarte a necessidade de cirurgia ortopédica mais tarde, há uma redução da necessidade desses procedimentos.

Referências: Swimlab Lanzarote e Dr Bernardo de Mônaco.



sábado, 9 de setembro de 2017

Nascimento e crescimento dos dentes pode piorar a Disfagia

Momento delicado para a criança com disfagia: o nascimento ou a queda dos dentes de leite.

Qualquer alteração na boca da criança que tem disfagia pode gerar significativas alterações em toda a deglutição.

No início, são os dentes que começam a nascer, e com isso, tudo o que a criança havia aprendido e se adaptado para conseguir se alimentar, pode ser impactado. As referências de limites, de apoio da língua e a sensibilidade podem piorar a deglutição, a criança pode babar mais, pode apresentar mais dificuldade para ingerir os alimentos e em alguns casos, dependendo a gravidade da disfagia, pode até recusar os alimentos.

Todos esses problemas podem voltar a aparecer anos depois, quando os dentes de leite começam a cair.

Nestes momentos, a conversa com o fonoaudiólogo e demais terapeutas é essencial para identificar o problema e planejar o tratamento mais adequado para enfrentar essas fases.

Geralmente associamos terapias de fisio e fono - a fisio prepara toda a musculatura de tronco de pescoço para que, em seguida, a fono trabalhe a motricidade oral. Estas áreas estão diretamente ligadas à deglutição!


sexta-feira, 21 de julho de 2017

O sono na paralisia cerebral

Um estudo da CanChild intitulado “Keeping Current In Sleep Issues Among Children with Cerebral Palsy” aponta que cerca de um terço das crianças com paralisia cerebral possui problemas relacionados ao sono.
Aspectos que pioram a qualidade sono, como a epilepsia, a espasticidade, os problemas motores e a deficiência intelectual, estão também relacionados à paralisia cerebral.
De acordo com o estudo, os problemas de sono na paralisia cerebral podem ser divididos em sete áreas:
• Problemas respiratórios;
• Deficiência motora;
• Ciclos de sono e vigília;
• Epilepsia;
• Problemas no padrão do sono;
• Fatores psicológicos;
• Dor e desconforto.
As intervenções que apresentaram os melhores resultados para a melhora do sono foram:
• Relaxante muscular, como por exemplo, o baclofeno;
• Melatonina;
• Terapia crânio-sacral;
• Acupuntura;
• Organização motora e postural;
• Massagem;
• Cirurgia para retirada de amígdalas e adenoide (em crianças que tinham essa indicação).
É um estudo que apresenta alguns indicativos, mas é importante que o problema do sono seja avaliado por neurologista, pediatra e terapeutas, que juntos poderão indicar os tratamentos e as medicações adequadas.


domingo, 28 de maio de 2017

Cognitivo e motor devem ser estimulados precocemente

Tanto quanto a parte motora, o cognitivo também deve ser estimulado desde cedo.
É preciso permitir que a criança faça escolhas, responda, demonstre interesse e seja entendida!
Muitas vezes, a criança transforma a falta de entendimento de suas reais necessidades em choro, birra, apatia e pode até piorar sua condição motora, direcionando para o corpo algumas respostas, como por exemplo a extensão.
Além disso, pode não ter todo o seu potencial explorado nas terapias, na escola e nos ambientes que frequenta.
Muitas áreas estão envolvidas no desenvolvimento cognitivo. Um bom início é agendar avaliações com fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, que identificarão recursos e terapias para estimulação da linguagem e da comunicação.


quarta-feira, 29 de março de 2017

Os tipos de paralisia cerebral e as regiões atingidas


Discinético ou atetoide: Caracterizado por movimentos involuntários devido a um estimulo ineficaz e exagerado que o cérebro envia ao músculo não sendo capaz de manter um padrão. É aquela criança que tem movimentos exagerados e bruscos. Normalmente os atetoides são crianças muito inteligentes com o crescimento buscam maneiras de controlar sua movimentação exagerada e descoordenada.
Distônico: Incoordenação do tônus muscular. É aquela criança que tem dificuldade em manter um tônus mais próximo do normal, alterna de um tônus muito alto para um tônus muito baixo.
Atáxico: Dificuldade de coordenação motora (Tremores ao realizar um movimento).
Mistos: Quando apresentam pelo menos dois tipos associados de alteração do movimento (Exemplo: espástico e atetóide).
Espástico: Ocorre uma lesão do córtex cerebral diminuindo a força muscular e aumentando o tônus muscular. São aquelas crianças mais “tensas”, “rígidas”, que não conseguem relaxar o músculo contrário ao músculo que realiza o movimento. Um músculo com um tônus aumentado não será necessariamente um músculo forte.

terça-feira, 21 de março de 2017

Ziclague para paralisia cerebral e espasticidade

Amanhã, 22 de março, ao meio dia, faremos uma live através de nossa fanpage para tirarmos nossas dúvidas sobre o Ziclague, a nova medicação para tratamento da espasticidade.
Convidamos uma representante da Hebron, fabricante do Ziclague para falar sobre o tratamento e também tirar as dúvidas de mães, pais, terapeutas e médicos. Basta estar online em nossa página.
O objetivo da live é obter mais informações, tirar dúvidas e entender um pouco mais sobre a ação da medicação, mas é muito importante lembrar que a indicação de uso DEVE ser feita por um médico ou terapeuta! Não use sem orientação e indicação! IMPORTANTE! Por se tratar de uma medicação nova, ainda não se sabe sobre efeitos ou danos em longo prazo!
Estamos pesquisando a ação desse medicamento e conversando com médicos e terapeutas para entendermos se há indicação de uso para nossos pacientes, contraindicações. quais os riscos, benefícios, e etc.
O Ziclague possivelmente bloqueia o canal de cálcio e é necessário muito cuidado ao administrá-lo, pois pode causar hipotensão, desmaio, arritmia, e etc.
A bula faz um alerta: ” Atenção: este produto é um medicamento novo. Embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos.”
O Ziclague é feito com óleo essencial da Alpinia Speciona Schum, planta regional do nordeste conhecida como “Bastão do Imperador”, que tem ação relaxante.
A descoberta foi feita em Sergipe pela fisioterapeuta Edna Aragão Farias Cândida na conclusão de seu doutorado.
A medicação tem o objetivo de relaxar a musculatura (diminuir o tônus muscular) de modo dose-dependente.
Segundo a bula do Ziclague, o uso do medicamento deve ser feito da seguinte forma:
• Aplicar sobre a pele, sem friccionar, na altura do músculo espástico a ser trabalhado.
• Aguardar 15 minutos para o início da fisioterapia.
• Deve-se ter atenção à aplicação de Ziclague na face, em regiões cervicais anterior e laterais e na região precordial.
• Evitar aspergir em direção aos olhos durante a aplicação.
• Lavar as mãos após o uso ou utilizar luvas para a aplicação do produto.
• A aplicação deste produto somente deverá ser feita por profissional de saúde habilitado.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Padrão extensor e desenvolvimento motor

O padrão extensor é considerado uma forma primitiva de movimento, que não permite à criança o desenvolvimento de uma motricidade mais elaborada, em que a flexão e a extensão estão em harmonia, permitindo, por exemplo, que a criança consiga se sentar sozinha, para isso, ela precisa de uma organização motora global, com tronco e joelhos em extensão e quadril flexionado.
Com a idade, o padrão extensor pode piorar, pois a criança acaba utilizando com mais frequência o movimento que é mais fácil para ela, no caso, a extensão, e vai deixando de utilizar e desenvolver a musculatura correta. É como uma "briga" de padrões - de um lado os estímulos e manuseios corretos da fisioterapia, e de outro, o padrão neurológico da criança. Por isso é tão importante a frequência e a intensidade das terapias!
É muito importante entender todo esse processo e trabalhar adequadamente para que esse padrão não seja reforçado, mas sim, utilizado quando for favorável para algumas posições.
De forma geral, o padrão extensor é prejudicial para o posicionamento, contribui para a deformidade óssea de pernas e pés e interfere também na deglutição, quando a língua assume o padrão extensor.
Quando forçamos a quebra do padrão extensor, estamos na verdade fortalecendo-o!
O ideal é trabalhar com manuseios adequados, dissociação e lateralidade da língua, incentivando a criança a utilizar a força adequada e trabalhando o fortalecimento da musculatura correta.
Recursos terapêuticos como a plataforma vibratória e a eletroestimulação neurofuncional também auxiliam a regular o tônus muscular.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Criança com deficiência motora nem sempre tem deficiência cognitiva ou intelectual

O que acontece é que nos primeiros anos de vida a criança desenvolve a parte cognitiva através da exploração do meio e de sua curiosidade natural.
As dificuldades motoras podem atrasar o desenvolvimento cognitivo pois, conforme o comprometimento motor, essas experiências sensoriais e motoras acabam não acontecendo, por isso é tão importante o acompanhamento de fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, que vão identificar essas dificuldades e propor atividades de acordo com o desenvolvimento motor de cada criança.
Quando não estimulada corretamente, a criança pode apresentar também o atraso cognitivo.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Criança com deficiência motora nem sempre tem deficiência intelectual

Nos primeiros anos de vida a criança desenvolve a parte cognitiva através da exploração do meio e de sua curiosidade natural. 

As dificuldades motoras podem atrasar o desenvolvimento cognitivo pois, conforme o comprometimento motor, essas experiências sensoriais e motoras acabam não acontecendo, por isso é tão importante o acompanhamento de fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, que vão identificar essas dificuldades e propor atividades de acordo com o desenvolvimento motor de cada criança.

Quando não estimulada corretamente, a criança pode apresentar também o atraso cognitivo.

 

quinta-feira, 9 de março de 2017

Ficar em pé sozinho: um marco no desenvolvimento motor

A aura de positividade que envolveu a clínica no novo endereço já nos rendeu uma grande surpresa: o Enzo, 3 anos, ficou em pé pela primeira vez nas barras paralelas!
Ele iniciou no GRHAU há dois meses e nesse período trabalhamos intensamente o fortalecimento muscular, o alongamento, o equilíbrio e a função de membros superiores.
É um marco no desenvolvimento quando a criança alcança essa habilidade; ela começa a se sentir mais independente e motivada para novos desafios, como o treino de marcha!
E nós vamos aproveitar muito esse momento para que as novas conquistas venham rapidamente, explorando muito o interesse do Enzo nessa posição!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Meu filho vai andar?

Um questionamento muito comum por parte dos pais é sobre o filho poder andar sozinho no futuro. 

Sempre procuramos mostrar que há muito mais a ser feito além do treino de marcha! 

Quando a criança recebe os tratamentos adequados e a estimulação correta, ela certamente atingirá todo o seu potencial de desenvolvimento, que pode incluir a marcha independente. Mas é muito importante trabalhar a criança como um todo - cognitivo, sensorial e motor, desenvolvendo uma forma de comunicação e também a alfabetização. 

Muitas vezes, a família fica tão focada na parte motora, que deixa de investir em outras áreas igualmente importantes, como a comunicação, a alfabetização e todos os recursos que proporcionam independência, afinal, existem muitos adultos com deficiência que estudam e trabalham, independente de andar ou não! 

Entendemos a preocupação, a ansiedade e a busca por respostas, mas muitas vezes, a criança mostra tantos avanços em outras áreas, que acabam parecendo menores do que o andar, mas são tão importantes quanto!

 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

As 12 dicas para inclusão escolar da criança com paralisia cerebral

A criança com deficiência não vai à escola somente para socialização! Por isso escrevemos essas dicas, para que todos saibam das possibilidades de crescimento, desenvolvimento e interação.

• Conhecer o histórico terapêutico, escolar e pessoal da criança;

• Estabelecer uma forma de comunicação que possibilite as respostas da criança;

• Fortalecer vínculo afetivo para proporcionar segurança para a criança;

• Usar material concreto e com imagens;

• Envolver todos os sentidos da criança para que ela possa vivenciar conteúdos, seja através de sons, imagens, texturas, temperaturas, e etc;

• Socializar por meio de brincadeiras para que todos possam participar;

• Estimular o contato com os colegas;

• Permitir que a criança expresse seus sentimentos e emoções;

• Em alguns casos é necessário trabalhar com repetição e frequência de atividades para auxiliar na memorização;

• Estabelecer limites e também conhecer e respeitar os limites de cada criança;

• Verificar se a criança tem alguma restrição médica que impossibilite a realização de atividades dentro ou fora do ambiente escolar;

• Adaptar conteúdos, materiais e atividades para que a criança tenha acesso a tudo.

 
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