sexta-feira, 27 de julho de 2018

GMFM e GMFCS - a diferença entre as duas escalas de avaliação

GMFM

O GMFM (Gross Motor Function Measure ou Mensuração da Função Motora Grossa) é um instrumento que foi desenvolvido para avaliar as alterações na função motora grossa de crianças com paralisia cerebral.

É uma escala avaliativa e um instrumento de avaliação quantitativo.

A avaliação da função motora grossa é essencial para monitorar e acompanhar o desenvolvimento dos pacientes.

Embora o GMFM tenha sido projetado e validado para crianças com paralisia cerebral, há evidências de que também é válido para avaliação de crianças com síndrome de Down.

Os terapeutas utilizam o GMFM para:

• Monitorar o desenvolvimento do paciente;

• Auxiliar na definição de metas e no planejamento terapêutico;

• Avaliar o resultado das terapias.

Para quem é indicado:

Para avaliar crianças entre 5 meses e 16 anos em qualquer nível motor.

Como é feita a avaliação:

O Fisioterapeuta pedirá para a criança completar uma série de atividades motoras grossas de acordo com a idade e as habilidades de cada paciente.

O GMFM avalia 5 áreas de habilidade motora:

• Deitar e rolar;
• Sentar;
• Rastejar e engatinhar;
• Ficar em pé;
• Andar, correr e pular.

GMFCS

O GMFCS (Gross Motor Function Classification System ou Sistema de Classificação da Função Motora Grossa) é uma escala de classificação de desempenho da criança baseada no movimento iniciado voluntariamente pelo paciente, com ênfase no sentar, nas transferências e na mobilidade, e determina em qual nível funcional se encontram as crianças com paralisia cerebral.

A escala GMFCS está dividida em 5 níveis funcionais:

Nível I: anda sem limitações

Nível II: anda com limitações

Nível III: anda utilizando algum destes recursos: bengalas, muletas e andadores anteriores e posteriores que não apoiam o tronco durante a marcha.

Nível IV: auto-mobilidade com limitações, pode utilizar cadeira de rodas motorizada.

Nível V: é transportado em cadeira de rodas manual.


Depois dos 7 anos a criança não responde mais às terapias? Mito!

Até bem pouco tempo atrás acreditava-se que a partir dos 7 anos de idade a criança com deficiência não respondia mais aos estímulos das terapias, desestimulando muitas famílias e o próprio paciente.

A Neuroplasticidade, também conhecida como plasticidade neuronal, mudou este cenário e mostrou algo que já sentíamos na prática: quando as terapias seguem em um processo contínuo e o paciente se mantém ativo e motivado, o desenvolvimento continua acontecendo e os ganhos aparecendo.

Aqui no GRHAU fazemos os intensivos de Therasuit em crianças, jovens e adultos, e quando o paciente tem indicação para o tratamento, os resultados muitas vezes são surpreendentes, até mesmo em pacientes adultos!

A Neuroplasticidade é a capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se em nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento neuronal e quando sujeito a novas experiências e novos estímulos.



Live com a Dra Patricia Dastoli, Neurocirurgiã, sobre Mielomeningocele

Live com a Dra Patricia Dastoli - Neurocirurgiã. Falamos sobre novidades a respeito da Mielomeningocele, cirurgia a céu aberto, derivação ventricular e hidrocefalia

Wii Terapia - A realidade virtual promovendo resultados terapêuticos


Fazer parte de um ambiente sintético tridimensional que busca representar ao máximo a sensação de realidade e ainda interagir com ele – é isso que acontece em uma sessão de Wii Terapia, que busca resultados terapêuticos através da realidade virtual.

A gente nem precisa falar o quanto nossos pacientes amam!

Através deste ambiente interativo é possível desenvolver habilidades, brincar e aprender! Além disso, muitos outros aspectos importantes para o desenvolvimento do paciente são trabalhados:

- Melhora da postura;
- Amplitude de movimentos;
- Equilíbrio;
- Força muscular;
- Estímulo cognitivo;
- Melhora da percepção visual;
- Melhora da qualidade do movimento;
- Motivação.


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