sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Infusão intratecal de baclofeno - principais indicações

A infusão intratecal de baclofeno ou bomba de baclofeno é um método de neuromodulação indicado para melhora de pacientes com espasticidade.

A bomba de baclofeno pode ser testada em pacientes que já tomam o baclofeno via oral e não obtiveram a melhora esperada ou mesmo que tiveram dificuldade em aumentar a dose via oral devido aos efeitos colaterais. 

O baclofeno via oral tem baixa absorção e chega muito pouco onde deveria.

Os principais benefícios da bomba de baclofeno são:  

🔸Melhora da espasticidade;
🔸Diminuição de movimentos involuntários, principalmente em pacientes distônicos;
🔸Ganho de peso devido à economia do gasto energético decorrente da espasticidade;
🔸Ganhos globais.

O procedimento é feito pelo Neurocirurgião e pode ser realizado em pacientes a partir de 3 anos.

Acesse nosso site, leia nosso blog!

www.grhau.com.br


sexta-feira, 27 de julho de 2018

GMFM e GMFCS - a diferença entre as duas escalas de avaliação

GMFM

O GMFM (Gross Motor Function Measure ou Mensuração da Função Motora Grossa) é um instrumento que foi desenvolvido para avaliar as alterações na função motora grossa de crianças com paralisia cerebral.

É uma escala avaliativa e um instrumento de avaliação quantitativo.

A avaliação da função motora grossa é essencial para monitorar e acompanhar o desenvolvimento dos pacientes.

Embora o GMFM tenha sido projetado e validado para crianças com paralisia cerebral, há evidências de que também é válido para avaliação de crianças com síndrome de Down.

Os terapeutas utilizam o GMFM para:

• Monitorar o desenvolvimento do paciente;

• Auxiliar na definição de metas e no planejamento terapêutico;

• Avaliar o resultado das terapias.

Para quem é indicado:

Para avaliar crianças entre 5 meses e 16 anos em qualquer nível motor.

Como é feita a avaliação:

O Fisioterapeuta pedirá para a criança completar uma série de atividades motoras grossas de acordo com a idade e as habilidades de cada paciente.

O GMFM avalia 5 áreas de habilidade motora:

• Deitar e rolar;
• Sentar;
• Rastejar e engatinhar;
• Ficar em pé;
• Andar, correr e pular.

GMFCS

O GMFCS (Gross Motor Function Classification System ou Sistema de Classificação da Função Motora Grossa) é uma escala de classificação de desempenho da criança baseada no movimento iniciado voluntariamente pelo paciente, com ênfase no sentar, nas transferências e na mobilidade, e determina em qual nível funcional se encontram as crianças com paralisia cerebral.

A escala GMFCS está dividida em 5 níveis funcionais:

Nível I: anda sem limitações

Nível II: anda com limitações

Nível III: anda utilizando algum destes recursos: bengalas, muletas e andadores anteriores e posteriores que não apoiam o tronco durante a marcha.

Nível IV: auto-mobilidade com limitações, pode utilizar cadeira de rodas motorizada.

Nível V: é transportado em cadeira de rodas manual.


Depois dos 7 anos a criança não responde mais às terapias? Mito!

Até bem pouco tempo atrás acreditava-se que a partir dos 7 anos de idade a criança com deficiência não respondia mais aos estímulos das terapias, desestimulando muitas famílias e o próprio paciente.

A Neuroplasticidade, também conhecida como plasticidade neuronal, mudou este cenário e mostrou algo que já sentíamos na prática: quando as terapias seguem em um processo contínuo e o paciente se mantém ativo e motivado, o desenvolvimento continua acontecendo e os ganhos aparecendo.

Aqui no GRHAU fazemos os intensivos de Therasuit em crianças, jovens e adultos, e quando o paciente tem indicação para o tratamento, os resultados muitas vezes são surpreendentes, até mesmo em pacientes adultos!

A Neuroplasticidade é a capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se em nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento neuronal e quando sujeito a novas experiências e novos estímulos.



Live com a Dra Patricia Dastoli, Neurocirurgiã, sobre Mielomeningocele

Live com a Dra Patricia Dastoli - Neurocirurgiã. Falamos sobre novidades a respeito da Mielomeningocele, cirurgia a céu aberto, derivação ventricular e hidrocefalia

Wii Terapia - A realidade virtual promovendo resultados terapêuticos


Fazer parte de um ambiente sintético tridimensional que busca representar ao máximo a sensação de realidade e ainda interagir com ele – é isso que acontece em uma sessão de Wii Terapia, que busca resultados terapêuticos através da realidade virtual.

A gente nem precisa falar o quanto nossos pacientes amam!

Através deste ambiente interativo é possível desenvolver habilidades, brincar e aprender! Além disso, muitos outros aspectos importantes para o desenvolvimento do paciente são trabalhados:

- Melhora da postura;
- Amplitude de movimentos;
- Equilíbrio;
- Força muscular;
- Estímulo cognitivo;
- Melhora da percepção visual;
- Melhora da qualidade do movimento;
- Motivação.


sexta-feira, 4 de maio de 2018

Treino de marcha com as bengalinhas

O treino de marcha com as bengalinhas é intermediário entre o uso do andador (que oferece mais suporte e apoio) e o andar independente.
O andar com a bengalinhas é um ato complexo e que exige muito da criança, são várias ações sincronizadas e que dependem de força, equilíbrio e coordenação motora. A criança começa a sentir que para se locomover, todas as ações são dela, é ela quem está no comando.
Aos poucos vai aumentando a confiança, a força e o equilíbrio e as ações se tornam automáticas, aspectos importantes para a aquisição da marcha independente!
Muitas pessoas nos perguntam onde compramos as bengalinhas e aqui vai o contato: site especialneeds.com, procurem por walk easy.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Estimulando o paciente a ficar em pé sozinho

Quando alternamos os estímulos entre o parapodium, o andador, e o ficar em pé durante as terapias ou outras atividades, estamos proporcionando diversos estímulos dentro de uma mesma posição, exigindo mais ou menos de determinados grupos musculares e da organização sensorial.

Esta posição em que o Ben se encontra é muito utilizada por nós durante as terapias, pode representar os primeiros momentos em pé sem o auxílio de muitos recursos e também permite que a criança tenha liberdade avançar um pouco e experimentar a posição sem o apoio das costas!


quarta-feira, 2 de maio de 2018

Mesmo com todos os cuidados as alterações na coluna apareceram?

A lordose, a escoliose ou a cifose aparecem de forma multifatorial, ou seja, podem envolver posicionamento inadequado, tônus muscular, falta de terapias, alterações neuromusculares, e etc, e mesmo com muitos cuidados, os problemas podem aparecer.

Quando isso acontece é muito importante verificar quais os cuidados precisam ser reforçados e qual será a conduta médica e terapêutica para impedir que o problema piore.

O aparecimento de algum desvio é momento de alerta e não se pode desistir dos cuidados!

É importante diagnosticar rapidamente e promover as mudanças necessárias para que um pequeno desvio não se transforme em um complexo caso cirúrgico!

As 5 dúvidas mais comuns sobre os intensivos de Therasuit

1- O tratamento é o mesmo em todas as clínicas? Não, embora os recursos sejam os mesmos, o tratamento depende da atuação do terapeuta, de sua experiência e vivência com o método.

2- Qualquer paciente pode fazer o intensivo de therasuit?
Não, é necessário passar por uma avaliação antes para sabermos se há indicação para o tratamento. Existem algumas contraindicações: como luxação de quadril, escoliose acentuda, doenças degenerativas, e etc.

3- Qual a idade mínima para fazer o intensivo?
Em média, 2 anos de idade.

4- Quantos intensivos são necessários?
Depende de cada paciente. Geralmente, são 2 ou 3 intensivos por ano, o que dá uma média de 4 a 6 meses de intervalo entre um intensivo e outro.

5- É possível dar continuidade ao tratamento? Sim, orientamos os terapeutas sobre a continuidade do tratamento e alinhamos os objetivos com a equipe.


segunda-feira, 9 de abril de 2018

A Plataforma Vibratória como Recurso Terapêutico

A plataforma vibratória é um recurso muito utilizado nas terapias diárias e nos intensivos de Therasuit.

A vibração da plataforma ativa músculos e tendões, melhorando a amplitude dos mesmos. O resultado é mais força muscular e menos encurtamentos.

Com os músculos e os tendões mais alongados torna-se mais fácil trabalhar a posição sentada, em pé, e a função de pernas, braços e mãos.

Além disso, a vibração é capaz de atingir grupos musculares mais difíceis de serem trabalhados nas terapias convencionais.

Aqui estão mais alguns benefícios importantes:

• Auxilia na graduação de tônus;
• É um potente estímulo ósseo, prevenindo a osteoporose;
• Trabalha intensamente a propriocepção, já que a vibração pode ser sentida no corpo todo.

Quando a criança recebe estes estímulos passa a sentir melhor seu próprio corpo, inclusive regiões que ela não está habituada a sentir (principalmente quando apresenta deficit sensorial) passando a se movimentar mais e a ajudar em todo o processo de reabilitação.


sábado, 17 de março de 2018

As reações comportamentais e a terapia de integração sensorial


A maioria das crianças com paralisia cerebral apresenta também déficits sensoriais que impactam no comportamento, no sono e nas demais atividades diárias.
Aqui estão alguns exemplos:
  • Reações emocionais excessivas, como choro ou grito;
  • Ansiedade;
  • Dificuldade para dormir;
  • Falta de atenção e concentração;
  • Desconforto em situações, ambientes e com pessoas novas.

Muitos pais ficam perdidos e não sabem que há tratamento especializado!
O diagnóstico deve ser feito por um Terapeuta Ocupacional, que além de avaliar a criança vai propor, se necessário, um planejamento terapêutico para trabalhar estes aspectos.
A Terapia de Integração Sensorial ajuda a criança a se organizar sensorialmente aos estímulos externos, diminuindo a intensidade dos sintomas descritos acima e melhorando a qualidade de vida!


Padrão extensor na paralisia cerebral

Crianças com forte padrão extensor precisam de estímulos adequados e cuidados extras com posicionamento.
O padrão extensor não deve ser quebrado por completo, isso pode ser um grande erro, pois ao fazermos força contra o padrão, estamos na verdade fortalecendo-o! Devemos usar o manuseio de lateralização e rotações, dissociando as cinturas para que a criança vivencie outras maneiras de controle motor, que não somente a verticalização.
Nós sempre orientamos a família sobre como pegar a criança adequadamente, como segurar no colo, como transferí-la de um ponto a outro, como levantá-la, e quais pontos disparam o padrão e devem ser evitados.
Além disso, os cuidados com posicionamento devem ser mais frequentes, a cadeira de rodas, de carro ou de posicionamento precisam ser ajustadas com mais frequência, já que a força da extensão pode provocar frouxidão dos cintos e contribuir para o posicionamento inadequado.

Suspensão parcial de peso no treino de marcha

Suspensão parcial de peso
Liberdade para explorar movimentos!
O treino de marcha feito com suspensão parcial de peso oferece liberdade para que a criança explore vários movimentos sem receio de cair.
Além dos movimentos, o paciente sente mais o próprio corpo no espaço (propriocepção), experimenta novas sensações motoras e sensoriais, e pode começar a graduar a força muscular utilizada em cada movimento, buscando o alinhamento correto.
Há muitos outros benefícios, dentre eles:
  • Equilíbrio;
  • Fortalecimento muscular;
  • Aumento da amplitude de movimento;
  • Alongamento ativo;
  • Controle motor.


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Tênis para usar com órteses


Adoramos estes tênis com zíper para usar com órteses! O zíper permite a retirada total da parte de cima do tênis, facilitando demais a colocação quando a criança estiver com as órteses!

É da Ortopé e se chama Zipmax.

Neste link tem mais informações: Tênis com zíper

tênis para usar com órteses
tênis para usar com órtese



domingo, 4 de fevereiro de 2018

O que é síndrome de angelman?

A síndrome de angelman é considerada rara e de difícil diagnóstico, mas depois de corretamente diagnosticada e dos sintomas controlados, é possível ter qualidade de vida e desenvolvimento.


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Sialorreia (ou baba excessiva) na criança com deficiência. Como tratar?

sialorreia (aumento do fluxo salivar que ultrapassa a margem da boca) é muito comum em crianças com paralisia cerebral, e em média, atinge em algum grau, 1 de cada 3 pacientes.

A baba é normal quando acontece até os 2 anos de idade e eventualmente até os 4 anos, principalmente quando os dentes estão nascendo. Após os 4 anos o problema deve ser investigado e tratado.

As principais causas são a incoordenação motora oral e a redução da sensibilidade intraoral. Porém, outros fatores também estão associados ao problema: 
  • Pouco controle cervical e de tronco;
  • Disfagia;
  • Má oclusão dentária;
  • Alteração do processo mastigatório;
  • Redução do vedamento labial;
  • Uso de algumas medicações.
O tratamento deve envolver Fonoaudiólogo e Fisioterapeuta, que juntos farão um planejamento terapêutico para melhora de controle cervical e de tronco, bem como os estímulos motores orofaciais.

Alguns dos tratamentos mais indicados são:
  • Uso regular de bandagem (Kinesio Taping);
  • Eletroestimulação aplicada à disfagia;
  • Aplicação de Toxina Botulínica;
  • Medicações específicas;
  • Adesivo que diminui a salivação.
Quando não tratada adequadamente, a sialorreia pode prejudicar a respiração, favorecendo o risco de aspiração, dificultar a alimentação, impactar a vida social e as demais atividades de vida diária.

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