segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A Paralisia Cerebral e o ganho de peso

Uma das grandes preocupações de pais de crianças com paralisia cerebral é o ganho de peso.

A criança geralmente gasta mais energia devido à rotina intensa de terapias, à espasticidade, à dificuldade em se alimentar pela boca, e ao fato de o gasto calórico ser maior para realizar as atividades, com isso, a quantidade de alimentos ingerida acaba sendo insuficiente para o gasto energético que ela tem no dia a dia.

Essa defasagem calórica pode comprometer o desenvolvimento e levar à desnutrição, além disso, a criança não responderá muito bem nas terapias, na escola e nas demais atividades.

A questão metabólica também pode estar afetada, ou seja, existem alterações na absorção dos nutrientes. A criança pode até comer bem, mas não metaboliza adequadamente.

O ideal é procurar um médico nutrólogo que tenha experiência com crianças com paralisia cerebral e discutir com os terapeutas os melhores caminhos e as melhores soluções.

Para saber mais, falamos sobre disfagia neste post: Disfagia e sobre gastrostomia aqui: Gastrostomia


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Treino de Marcha: no momento certo!

O treino de marcha requer uma longa preparação. A criança precisa ter um bom controle de cervical e de tronco e também já estar sentando sozinha. 

Isso não quer dizer que não devemos colocá-la em pé antes desse momento. Utilizamos o parapodium bem adaptado e de acordo com as necessidades de apoio e sustentação para cada caso. Colocar a criança em pé proporciona descarga de peso e previne luxação de quadril e outros problemas ortopédicos.

Por outro lado, quando a criança recebe o treinamento de marcha sem ter condições motoras para isso, pode-se reforçar alguns padrões neurológicos errados que podem comprometer todo o trabalho de reabilitação! 

Deve-se tomar muito cuidado quando a criança apresenta forte padrão extensor, espasticidade, marcha em tesoura, luxação de quadril, lordose e escoliose, pois o treino precoce de marcha pode piorar essas condições!

É necessário avaliar cada caso e estudar a melhor abordagem terapêutica e os melhores estímulos para que a evolução aconteça em seu tempo e da melhor maneira possível.

Neste link você pode saber mais sobre treino de marcha: Preparação para o treino de marcha

 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O Therasuit e os alongamentos

Toda sessão de Therasuit inicia com uma sequência de manuseios e estímulos que preparam o corpo para receber os estímulos intensos. 

Notamos que logo na primeira semana pode haver uma grande melhora no alongamento e no alinhamento, o que permite melhor função de braços e pernas!

* Iniciamos com uma massagem feita com óleo de arnica;

* Alongamos a musculatura e os tendões;

* Fazemos uma boa escovação para ativarmos os receptores sensoriais;

* Colocamos as talas extensoras de braços e pernas;

* Utilizamos a polia para exercícios de braços e pernas.

Falamos mais sobre o Therasuit aqui: O que é Therasuit e também aqui: Porque o Therasuit funciona
 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O uso do headpod nas terapias

O headpod pode ser um grande aliado das terapias. Quando a criança está com a cabeça bem posicionada, consegue liberar mais facilmente os braços e também trabalhar suas funções.

O uso do headpod é um estímulo para que a criança sinta o posicionamento correto da cabeça e do pescoço, e serve como um "guia" para que ela atinja o centro gravitacional correto. Aliado a outros estímulos e uma correta abordagem terapêutica, pode melhorar o controle cervical. 

Além disso, proporciona maior interação visual com o ambiente e gera sensações novas - muitas crianças, ao colocarem o headpod, começam a virar a cabeça para os lados, movimento que geralmente têm dificuldade de fazer sem o headpod. 

Aqui vão mais alguns benefícios do headpod:

• Facilita a alimentação e a deglutição;
• Reduz o excesso de salivação;
• Pode ajudar na concentração, melhorando o desempenho nas terapias e na escola;
• Melhora a respiração.

 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Entendendo o choro nas terapias

Crianças que não falam ou que têm dificuldade para se expressar, podem chorar nas terapias - dentre outros motivos - para indicar alguma dor ou incômodo.

Quando o terapeuta não estabelece uma comunicação com a criança, fica muito difícil entender o choro e resolver a situação. A terapia não rende!

A criança precisa ser respeitada e entendida, precisa se sentir segura com os profissionais que estão atendendo, precisa ser parte atuante da terapia. Deve ser vista e entendida como um todo, com suas vontades, seus sentimentos, seus gostos, suas necessidades e suas opiniões. Esse respeito faz com que o resultado da terapia seja muito melhor!

Não se deve insistir na terapia quando a criança chora, devemos entender o motivo do choro, respeitar o momento da criança e integra-la à terapia de forma positiva, utilizando, além dos recursos da comunicação, brincadeiras e atividades que sejam prazerosas para ela.

Sensibilidade e entendimento fazem toda a diferença no atendimento!

Neste link você pode ler mais sobre a importância da comunicação nas terapias: Comunicação nas terapias

 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O que é Plasticidade Cerebral

Podemos entender como plasticidade cerebral a capacidade do sistema nervoso de modificar sua organização e sua estrutura como resposta a experiências e estímulos repetidos.

A cada nova experiência da criança, as redes de neurônios são rearranjadas, novas sinapses são feitas e muitas possibilidades de respostas aos estímulos são possíveis.

Quando o cérebro possui alguma lesão, por exemplo nos casos de paralisia cerebral, há comprometimento na execução de algumas funções. A plasticidade cerebral torna possível a recuperação dessas funções em alguns casos, através da estimulação diária, intensa e repetida, quando regiões cerebrais adjacentes à lesão começam a fazer “pontes” sobre a região lesada, recuperando essas funções.

A atuação correta e eficaz da equipe de terapeutas, juntamente com a escolha certa de métodos, conceitos e recursos terapêuticos, bem como a intensidade e a frequência das terapias, fazem toda a diferença para que a criança evolua e avance da melhor forma possível!

 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Treinando o equilíbrio em superfície instável

O equilíbrio é muito importante quando a criança já está quase andando sozinha. 
O (paciente) está em uma superfície instável para, além de treinar o equilíbrio, também adquirir confiança e segurança para trocar passos sozinho! 

Falta só um pouquinho para a marcha independente! #nósacreditamos

Neste link você pode saber mais sobre a importância do equilíbrio: Equilíbrio para andar sozinho
 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O circuito motor no treino de marcha.

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O circuito motor envolve a elaboração de uma série de atividades que são planejadas para proporcionar o desenvolvimento mais adequado para cada paciente.
A partir de uma avaliação, são planejadas várias tarefas associadas a movimentos como subir, descer, abaixar, levantar e pular.
É um grande desafio para a criança! Ela precisará fazer um planejamento motor para passar por esses obstáculos.
O circuito motor fortalece a independência da criança e aumenta a interação com o meio. Como o circuito está dentro de um contexto lúdico, essa ação motora se traduz em ação funcional!
Agende uma avaliação!

Neste link você pode saber mais sobre o treino de marcha: treino de marcha no momento certo

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O passo-a-passo da colocação correta das órteses.

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Neste vídeo, nossa Fisioterapeuta, Janice, fala sobre a meia "DAFO" (específica para ser usada com órtese), o posicionamento adequado para a colocação e como saber se está corretamente colocada.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O Conceito Neuroevolutivo Bobath

O Conceito Neuroevolutivo Bobath é uma abordagem multidisciplinar que enxerga o paciente como um todo, identifica problemas nos padrões neurológicos (incluindo tônus muscular e padrões de movimento), funções sensoriais, cognitivas e perceptivas.
É uma técnica que tem o objetivo de:
• promover a melhora do tônus muscular, aproximando-o tanto quanto possível do normal;
• melhorar a função motora;
• desenvolver reações posturais normais;
• trabalhar com pontos-chave de controle, que são partes do corpo em que é possível controlar e/ou modificar os padrões de postura e de movimento, inibindo, facilitando e/ou estimulando.
A formação Bobath pode (e deve!) ser feita por Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais e Fonoaudiólogos, que juntos, e falando a mesma linguagem, podem trabalhar o paciente de forma global.
Agende uma avaliação!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Organizando a agenda da criança com deficiência nas férias

Estamos nas férias, mas alguns cuidados básicos precisam ser mantidos! Tente organizar os horários para que sobre muito tempo para brincar e se divertir! O terapeuta pode ajudá-lo com isso!
Você pode pedir orientação para saber se seu filho tem a indicação de uso e por quanto tempo por dia ele deve utilizar os equipamentos / materiais / atividades:
* Órteses;
* Talas extensoras de pernas e braços;
* Andador;
* Parapodium;
* Alongamentos;
* Cadeira de rodas.
Você também pode aproveitar este momento para checar se esses materiais estão corretamente adaptados ou se precisam ser trocados ou readaptados.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A Eletroestimulação Funcional para Tratamento da Espasticidade

Ao contrário do que muitos pensam, os músculos espásticos são fracos, o que dificulta o ganho de função de membros inferiores e superiores. Além disso, a espasticidade gera uma desorganização do movimento, impossibilitando grandes avanços motores.
A Eletroestimulação Neurofuncional atua no fortalecimento e na organização do movimento, regulando o tônus na medida do possível e possibilitando o avanço das melhoras motoras.

Saiba mais sobre a eletroestimulação neste link: Eletroestimulação Funcional
Agende uma avaliação!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Trabalhando o equilíbrio para andar sozinho

Quando a criança já está quase andando, trabalhamos muito o equilíbrio, colocando em superfícies instáveis e desafiadoras, para que ela busque seu eixo de equilíbrio e fortaleça a musculatura responsável por mantê-la na posição.
Com isso, a criança vai se sentindo cada vez mais confiante e preparada para andar sozinha!


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