segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Bomba de Baclofeno e Baclofeno no Tratamento da Espasticidade: saiba a diferença e como agem no organismo

O tratamento para espasticidade é sempre um desafio. Na parte terapêutica, a fisioterapia diária, a terapia ocupacional e a hidroterapia são muito importantes. Quando a espasticidade afeta apenas alguns grupos musculares, a aplicação de toxina botulínica pode ajudar muito, mas quando o quadro de espasticidade é global, o relaxante muscular (baclofeno) também pode ser indicado.

Mas sempre é importante ficar atento aos efeitos colaterais do baclofeno, que podem incluir:


  • Sonolência;
  • Tontura;
  • Fraqueza;
  • Náusea;
  • Dor de cabeça;
  • Piora da deglutição quando a criança tem disfagia.


Quando há um quadro de espasticidade grave e crises de espasmos com dor, a bomba intratecal de baclofeno pode ser indicada.

A bomba de baclofeno, como o próprio nome diz, é um reservatório implantando no corpo através de uma cirurgia que injeta o baclofeno de forma contínua ou intermitente diretamente no líquido cefalorraquidiano (líquor).

Qual a diferença entre a bomba de baclofeno e a ingestão via oral?

A bomba de baclofeno é muito mais efetiva no controle dos sintomas da espasticidade, pois a medicação é administrada continuamente, dia e enoite, proporcionando melhor controle da espasticidade.  Além disso, na maioria dos casos, causa menos efeitos colaterais do que o baclofeno via oral, principalmente quando o quadro de espasticidade é grave e são necessárias doses muito altas.

A bomba também permite uma dosagem precisa do baclofeno e a administração de diferentes doses em diferentes momentos do dia.

Quais são os riscos e os efeitos colaterais?

A implantação da bomba de baclofeno é feita através de uma cirurgia com anestesia, portanto, os riscos da cirurgia devem ser levados em consideração. Além disso, é muito raro mas podem ocorrer infecção ao redor do dispositivo e risco de mau funcionamento, porém, os problemas são reversíveis desde que diagnosticados rapidamente.
A bomba precisa ser recarregada em intervalos regulares e o médico responsável precisa reavaliar o paciente periodicamente para se certificar de que o funcionamento está correto.

Antes da colocação da bomba de baclofeno, o paciente passa por um protocolo para que a equipe médica se certifique de que o procedimento realmente será benéfico.

O implante da bomba de baclofeno pode ser feito a partir de 3 anos de idade.



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Mãe também precisa se cuidar!

O estresse pode ter um forte impacto na saúde física e emocional de pais de crianças com deficiência.

A rotina de médicos, terapias e exames, a constante preocupação com a saúde do filho, a privação de sono e os desafios diários podem levar ao estresse e comprometer vários aspectos da vida familiar.

Você precisa cuidar de você. Lembra do alerta de segurança de viagens aéreas de colocar a máscara de oxigênio primeiro em você e só depois em seu filho? É mais ou menos isso. Você precisa estar bem para cuidar dele da melhor maneira possível, mas sabemos que nem sempre é fácil.

Separamos algumas dicas que ajudam na organização das atividades e da rotina. Claro que cada família tem uma rotina e nem tudo é aplicável para todos, mas pode ser que alguma dica ajude!

  • Planeje com antecedência: o sentimento de organização e de que tudo está sob controle causa menos preocupação e sofrimento. Planeje os médicos, os exames e os tratamentos anualmente ou semestralmente. Diariamente tente deixar tudo organizado para o dia seguinte. 
  • Acorde um pouco mais cedo para ter tempo de tomar café da manhã, quem sabe tomar um banho relaxante e fazer as coisas sem pressa. Um pouco de paz e silêncio pela manhã podem ajudar muito.
  • Desacelere: faça alguma atividade que lhe dê prazer, desligue o celular, a TV e o computador. Aproveite os momentos com seu filho sem cobranças. Tenha mais tempo para conversar com a família. Quando você perde o foco, a ansiedade pode aparecer. 
  • Foque no positivo: pense em todas as coisas positivas que aconteceram em cada dia. Este hábito diminui o estresse e a ansiedade. Tente fazer isso todos os dias antes de dormir. Envolva sua família, elogie. Ouvir e dizer coisas positivas fazem um bem danado. 
  • Peça ajuda: muitas vezes não é possível fazer tudo em um dia e as pendências vão acumulando. Isso também gera estresse e ansiedade. Peça ajuda, aceite ajuda. Ter alguém ao lado em momentos turbulentos pode servir como grande conforto emocional.
  • Tenha um tempo para você: faça alguma atividade que você gosta. Tenha um momento para se cuidar, para descansar, para dormir ou mesmo para não fazer nada. 


Esperamos que as dicas acima possam ser de grande ajuda! Comece aos poucos, você não precisa implementar tudo de imediato! Veja o que funciona melhor para você e sua família.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Tratamentos Promissores para Mielomeningocele e Hidrocefalia

Pesquisamos algumas novidades sobre tratamentos promissores para a mielomeningocele e a hidrocefalia

Hidrocefalia: Dr Dario Fauza, cirurgião e membro do Programa de células-tronco no Boston Children's Hospital juntamente com sua equipe conseguiram provar que as células estaminais neurais podem reparar parcialmente as áreas danificadas da medula espinhal em animais, o que poderia levar a melhores resultados no tratamento desta doença em humanos futuramente.

Dr Benjamin C. Warf, diretor do Programa de Neurocirurgia Neonatal do Boston Children's Hospital, desenvolveu uma técnica cirúrgica inovadora no tratamento da hidrocefalia. O procedimento minimamente invasivo, chamado de "Third Ventriculostomy / Choroid Plexus Cauterizarion (ETV/CPC) oferece uma alternativa ao risco do procedimento de implantação de válvula e da dependência de válvula ao longo da vida.

Tratamentos para a disfunção da bexiga: Dr Carlos Estrada, vem trabalhando com biomateriais e células-tronco à base de seda para desenvolver um tratamento para a disfunção da bexiga comum na espinha bífida. Usando abordagens de engenharia de tecidos, o laboratório do Dr. Estrada regenerou o tecido da bexiga em animais pequenos e médios, incluindo roedores e porcos. Ele antecipa que, se os resultados experimentais continuarem a ser promissores, os ensaios clínicos em seres humanos podem ocorrer no prazo de cinco anos.

Tratamento cirúrgico inovador para crianças com deformidades da coluna vertebral: Dr Lawrence I. Karlin, cirurgião ortopédico do  Programa de Terapia Neuromotora, Programa de Trauma Ortopédico e Programa de Espinha Bífida do Boston Children's Hospital, atualmente está pesquisando deformidades da coluna vertebral e melhorando a qualidade de vida de crianças com distúrbios músculo-esqueléticos.

Fonte: Boston Children's Hospital


terça-feira, 26 de setembro de 2017

Saiba tudo sobre a Rizotomia Dorsal Seletiva

A Rizotomia Dorsal Seletiva como tratamento da espasticidade.

O que é rizotomia dorsal seletiva?

A rizotomia dorsal seletiva é uma cirurgia que tem o objetivo de melhorar a espasticidade de crianças com paralisia cerebral.  
A espasticidade pode prejudicar o desenvolvimento da marcha independente, pode levar a deformidades ósseas, e encurtamento de músculos e tendões.

É importante lembrar que nem sempre a espasticidade é um sintoma a ser tratado, pois muitas crianças se utilizam dela para ficarem em pé ou mesmo para andarem.

A rizotomia é indicada para todas as crianças espásticas?

Não. As crianças que podem se beneficiar com a cirurgia têm entre 3 e 12 anos de idade, com diplegia espástica, conseguem se sentar ou ficar em pé sozinhas, e apresentam a espasticidade como um fator de limitação importante para seu desenvolvimento motor e marcha independente. Crianças prematuras dentro do quadro descrito acima, apresentam bons resultados com a rizotomia.

Para quem não é indicado a rizotomia.

As crianças que tem paralisia cerebral resultantes de traumatismo craniano ou infecção congênita, crianças distônicas, com paralisia cerebral grave, rigidez muscular severa, histórico de meniningite ou hidrocefalia relacionados à prematuridade, não têm indicação da rizotomia.

Como é feita a indicação para a rizotomia?

A decisão é tomada por uma equipe multidisciplinar envolvendo pediatra, neurologista, ortopedista, cirurgião, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Metas e expectativas da rizotomia também são discutidas com a família, bem como os riscos e benefícios.

Algumas tentativas podem ser feitas antes da rizotomia, como a aplicação de toxina botulínica e um programa intensivo de fisioterapia para trabalhar força muscular e melhora do tônus. Com as respostas após essas tentativas, a equipe terá mais segurança na indicação (ou não) da cirurgia.

Vários estudos indicam a redução da espasticidade e a melhora na qualidade de vida após a rizotomia. O grande receio dos pais é devido a natureza irreversível do procedimento.

Outras opções para tratamento da espasticidade são:

• Aplicação de toxina botulínica;
• Baclofeno via oral;
• Bomba de baclofeno.

Muitas crianças conseguem se desenvolver e ter qualidade de vida apenas com estas opções e com um bom planejamento terapêutico.

Como é feita a cirurgia?

A rizotomia é feita com anestesia geral e geralmente leva de 4 a 5 horas. São diminuídas as aferências sensitivas com a secção de radículas dorsais selecionadas.

As complicações após a rizotomia são raras, mas podem incluir infecção, fístula liquórica, dor, dormência ou formigamentos nas pernas perda da função dos esfíncteres, diminuição da força nas pernas, cifotização da coluna vertebral e também os riscos da anestesia geral.

Logo após a cirurgia, a criança pode apresentar fraqueza muscular, e um programa de fisioterapia intensiva é inserido gradualmente. A criança aprenderá a usar seu corpo de uma maneira nova. Pode levar até dois anos para que todos os benefícios da rizotomia sejam sentidos.

Muitas crianças desenvolvem hipersensibilidade na planta dos pés após a cirurgia, porém é algo temporário e que melhora com o tempo. 

Também pode haver problemas na bexiga, causando uma alteração nos hábitos de higiene pessoal no início, mas que melhoram com o passar do tempo. 

Embora a rizotomia não descarte a necessidade de cirurgia ortopédica mais tarde, há uma redução da necessidade desses procedimentos.

Referências: Swimlab Lanzarote e Dr Bernardo de Mônaco.



sábado, 9 de setembro de 2017

Música na fisioterapia

Quanta emoção... Quanto amor...

Nós pensamos sempre em melhorar, em ir além, em oferecer o melhor para nossos pacientes! E agora, o músico Val também faz parte de nossa equipe!

Aqui estão alguns dos momentos especiais que vivemos durante as terapias com música! Prepare o coração e... emocione-se com a gente...

A música traz diversos benefícios para a criança com deficiência; a melodia, o ritmo e a letra despertam sentimentos, incentivam a expressão através do corpo, da comunicação e da linguagem, e a terapia fica muito gostosa! Além disso, outros aspectos podem ser trabalhados, como concentração, memória e atenção.

video

Como criar uma rotina para uso dos recursos terapêuticos em casa

O sucesso de um trabalho de reabilitação / habilitação depende também do uso de recursos terapêuticos fora dos horários de terapia.

O primeiro passo é conversar com os terapeutas e médicos para saber quais recursos são necessários e por quanto tempo devem ser utilizados diariamente.

O segundo passo é encaixar o uso dentro da rotina da criança e da família.

Se a criança frequenta a escola, uma parte da rotina pode ser feita no ambiente escolar, como por exemplo o uso de andador e de órteses em horários determinados.

Chegando em casa, é possível reforçar o uso de órteses e do parapodium (quando há indicação) quando a criança estiver assistindo televisão ou brincando.

No início pode parecer difícil, a criança certamente vai estranhar e reclamar, mas com o tempo, tudo entra em uma rotina.

Também é importante separar um momento para descansar, sem compromissos e obrigações!


Nascimento e crescimento dos dentes pode piorar a Disfagia

Momento delicado para a criança com disfagia: o nascimento ou a queda dos dentes de leite.

Qualquer alteração na boca da criança que tem disfagia pode gerar significativas alterações em toda a deglutição.

No início, são os dentes que começam a nascer, e com isso, tudo o que a criança havia aprendido e se adaptado para conseguir se alimentar, pode ser impactado. As referências de limites, de apoio da língua e a sensibilidade podem piorar a deglutição, a criança pode babar mais, pode apresentar mais dificuldade para ingerir os alimentos e em alguns casos, dependendo a gravidade da disfagia, pode até recusar os alimentos.

Todos esses problemas podem voltar a aparecer anos depois, quando os dentes de leite começam a cair.

Nestes momentos, a conversa com o fonoaudiólogo e demais terapeutas é essencial para identificar o problema e planejar o tratamento mais adequado para enfrentar essas fases.

Geralmente associamos terapias de fisio e fono - a fisio prepara toda a musculatura de tronco de pescoço para que, em seguida, a fono trabalhe a motricidade oral. Estas áreas estão diretamente ligadas à deglutição!


Fisioterapia para adultos

A clínica GRHAU tem um setor especializado em fisioterapia para adultos.

Neste vídeo vemos as diversas possibilidades que a gaiola de atividades proporciona para a reabilitação no geral.

O Sr Waldemar é nosso paciente de Pilates voltado à neurologia. Estamos trabalhando equilíbrio, alongamento, alinhamento, posturas corretas e força muscular.

O corpo precisa de movimento e cada paciente tem necessidades específicas. Durante a avaliação entendemos os objetivos e planejamos as atividades indicadas em cada caso.

video

Aula de música na oficina de jovens com paralisia cerebral

Entusiasmo e alegria durante a aula de música de nossa oficina de jovens! Motor e cognitivo são estimulados de forma divertida.

A música envolve, desperta sentimentos, motiva e amplia o potencial de interação. É uma das aulas que eles mais gostam! O próprio aluno começa a descobrir habilidades que o deixam mais motivado!

E a motivação é muito importante em qualquer trabalho de reabilitação, principalmente com pacientes jovens e adultos.


Mielomeningocele: Entendendo os desafios em cada idade

Durante o desenvolvimento infantil da criança com mielomeningocele, cada etapa de crescimento tem objetivos e desafios diferentes:


  • Bebês:


É necessário iniciar o acompanhamento com Fisioterapeuta o quanto antes. Os principais objetivos nessa fase são a avaliação da movimentação e do posicionamento das pernas. É necessário estimular o desenvolvimento motor global e oferecer recursos necessários para manter o bom posicionamento.

As mães também devem receber orientações de como segurar e posicionar adequadamente o bebê.
O contato mais próximo entre terapeutas e família é fundamental!

  • Pré-escola:

O foco nessa fase é o trabalho para que a criança fique em pé e treine a marcha independente, com andador ou muletas. Parapodium e órteses são recursos importantes nesse período.

A família precisa receber a orientação de como auxiliar no desenvolvimento motor, na marcha, no uso de órteses, andadores, talas, muletas, ou outros recursos necessários. O estímulo à independência deve ser feito no ambiente terapêutico e também em casa.

  • Idade escolar:

É importante a visita do Fisioterapeuta à escola para verificar se o ambiente está preparado para receber a criança adequadamente e se há adaptações necessárias para o desenvolvimento. Além disso, é necessário orientar a equipe escolar sobre o uso de andadores e demais recursos para garantir que todo o trabalho feito até então terá continuidade e a criança continuará sendo estimulada adequadamente. A independência continua a ser estimulada, principalmente nas atividades de vida diária.

Os esportes podem ser incorporados à rotina da criança.


Quinto Therasuit da Lis

A Lis terminou seu quinto intensivo de Therasuit na semana passada. O grande desafio foi trabalhar confiança e segurança para que ela andasse sozinha por distâncias maiores, inclusive na rua!

Trabalhamos fortemente para melhorar as respostas motoras globais, reações de equilíbrio e alinhamento.

Mudamos muitas atividades do último intensivo para este, justamente para que ela se sentisse motivada e desafiada. Ela até andou de skate!

Ela não somente conseguiu andar sozinha como também melhorou muito a postura, o alinhamento e o padrão da marcha!

A pequena gigante merece mais do que parabéns! Se esforçou demais e participou ativamente de tudo!

video

Momentos especiais com a música durante as terapias

Alguém duvida do sucesso da Aline no mundo da música?

A música está entrando de mansinho nas terapias, trazendo motivação e novas descobertas para nossas crianças!

A criança sente a música e experimenta o som movimentando as mãos, os pés, a cabeça, enfim, cada um participa de sua maneira. Neste momento, alguns dos movimentos que estão sendo trabalhados nas terapias, afloram de maneira natural e sutil.

Muito mais alegria e envolvimento!

video

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A fala e a paralisia cerebral


Um estudo feito na Suécia em 2012 apontou que mais da metade das crianças com paralisia cerebral possuem problemas relacionados à fala.

Algumas crianças têm dificuldade para controlar os músculos da face, da garganta e do pescoço, impactando a fala, a mastigação e a deglutição, com comprometimento da capacidade de interagir e aprender.

Por isso, que sempre ressaltamos a importância do estímulo à comunicação e à fala em nossas terapias! A comunicação vai além da capacidade da criança em entender e usar a linguagem, é também muito importante em outras áreas do desenvolvimento, como o desenvolvimento cognitivo, motor, social e emocional.

À medida que a criança aprende a se expressar melhor, os benefícios são vistos em muitos outros aspectos de sua vida e de seu desenvolvimento, motivando-a nas terapias, na escola e em todas as atividades diárias.



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Therasuit: Uma atividade, vários objetivos.

Embora o Therasuit seja um método, o trabalho é individualizado, com objetivos específicos para cada criança.

Esta atividade, por exemplo, foi criada especialmente para o João durante seu intensivo. Ele foi posicionado em um banco com rodinhas para que usasse as pernas para locomover-se, uma forma de ativar o tronco inferior. Para oferecer mais segurança, colocamos as cordas suspensas no trilho, permitindo assim a locomoção. 

Dessa forma, trabalhamos a musculatura, o equilíbrio e o alinhamento, enriquecendo estímulos sensoriais e oferecendo motivação através de jogos, brincadeiras e desafios!


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O que esperar de um intensivo de Therasuit?

Embora o Therasuit seja um método, cada criança possui um planejamento diferente.
O resultado de um intensivo de Therasuit depende de uma série de fatores, dentre eles, o entendimento das possibilidades de cada criança, a correta avaliação, o raciocínio terapêutico, o planejamento individual, e principalmente, a definição de quais recursos do Therasuit são os mais indicados e vão apresentar melhor resultado em cada caso, pois há muitos recursos e muitas possibilidades dentro do método. E isso depende de experiência, formação e atualização profissional constantes.
Aqui no GRHAU, nós trabalhamos de forma interdisciplinar, isso significa que fisio, fono e TO fazem parte do intensivo e atuam tanto na terapia individual, como também, na terapia conjunta - por exemplo - fisio e TO trabalhando juntas para atingir um mesmo objetivo.
Trabalhamos dessa forma pois entendemos que a criança precisa ser trabalhada globalmente, precisa ser vista como um todo. Motor, cognitivo e sensorial estão interligados, e quando estimulados adequadamente em conjunto, o resultado é muito melhor.



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Confiança e segurança: a preparação para a marcha independente

É muito comum que a criança sinta-se insegura quando é desafiada a andar sozinha.
Quando chegamos nessa fase, criamos um ambiente terapêutico que ofereça mais segurança e confiança, e geralmente usamos as brincadeiras e os brinquedos mais próximos do dia-a-dia da criança.
Exploramos posições instáveis e estimulamos o equilíbrio para que a criança saiba se virar sozinha quando der os primeiros passinhos sem ajuda, e a sensação seja de segurança e confiança, e não de medo ou receio.
Além disso, toda a musculatura necessária para a marcha acontecer também é muito trabalhada.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dalton e Victor: Herois sobre rodas

O Dalton sempre levou seu filho Victor para passear no parque do Ibirapuera, e em um desses passeios, no ano de 2013, ficou sabendo que haveria uma corrida no parque e logo veio a indagação: "Por que não correr com o Victor?".
Mas ele imaginou que seria uma corrida pequena, mas grande foi a surpresa quando viu que se tratava da Maratona Internacional de SP... Ele nem havia feito a inscrição, mas diante do apoio de outros corredores, resolveu seguir em frente.
Seguiu e conseguiu finalizar o percurso e ao passarem pelo portal de chegada, foram recebidos com muitos aplausos! Foi então que se deu conta do quanto aquele momento era importante para ele e para o Victor, e as lágrimas escorreram em meio a abraços e cumprimentos de pessoas que ali estavam. Segundo o próprio Dalton: "O importante não é a vitória, mas sim, a conquista da superação."
Depois disso, começou a treinar semanalmente com o Victor e o gosto de ambos pela corrida só aumentou! Outras corridas vieram, outros desafios apareceram e muitas emoções foram sentidas!
Movido por essa emoção, o Dalton, juntamente com outros pais, criou um projeto sobre a importância dessa atividade inclusiva, motivando outras famílias a saírem com os filhos, correrem, programarem uma atividade juntos. "Nossos filhos são capazes de ser iguais aos outros, mesmo com todas as suas limitações, e é assim que temos agregado cada vez mais HEROIS SOBRE RODAS."

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Os cuidados de hoje vão interferir diretamente na qualidade de vida da criança no futuro

Passamos algumas orientações para nossos pacientes e sempre ressaltamos a importância de que essas orientações entrem na rotina da criança, assim como escovar os dentes e tomar banho.
Quando a criança tem indicação de uso de órteses, parapodium, andador, tala extensora, ou outros recursos, ela realmente precisa ter essa rotina estabelecida.
Os problemas ortopédicos, os desvios na coluna, a luxação de quadril, dentre outros problemas, têm um impacto muito forte na vida da criança, pois geralmente prejudicam funções vitais, como a respiração e a alimentação, causam dores e desconforto e, muitas vezes, somente são corrigidas com cirurgias complexas, de recuperação dolorosa e demorada.
Previna sempre, e se estiver com dificuldade de colocar esses recursos na rotina da criança, fale com os terapeutas, não deixe para depois!
Os cuidados de hoje vão interferir diretamente na qualidade de vida que seu filho terá no futuro!


sexta-feira, 21 de julho de 2017

O sono na paralisia cerebral

Um estudo da CanChild intitulado “Keeping Current In Sleep Issues Among Children with Cerebral Palsy” aponta que cerca de um terço das crianças com paralisia cerebral possui problemas relacionados ao sono.
Aspectos que pioram a qualidade sono, como a epilepsia, a espasticidade, os problemas motores e a deficiência intelectual, estão também relacionados à paralisia cerebral.
De acordo com o estudo, os problemas de sono na paralisia cerebral podem ser divididos em sete áreas:
• Problemas respiratórios;
• Deficiência motora;
• Ciclos de sono e vigília;
• Epilepsia;
• Problemas no padrão do sono;
• Fatores psicológicos;
• Dor e desconforto.
As intervenções que apresentaram os melhores resultados para a melhora do sono foram:
• Relaxante muscular, como por exemplo, o baclofeno;
• Melatonina;
• Terapia crânio-sacral;
• Acupuntura;
• Organização motora e postural;
• Massagem;
• Cirurgia para retirada de amígdalas e adenoide (em crianças que tinham essa indicação).
É um estudo que apresenta alguns indicativos, mas é importante que o problema do sono seja avaliado por neurologista, pediatra e terapeutas, que juntos poderão indicar os tratamentos e as medicações adequadas.


terça-feira, 20 de junho de 2017

O brincar e o desenvolvimento

Dificuldades motoras, de processamento sensorial e de linguagem, podem ser barreiras para um ato tão importante na infância, que é o brincar! Brincando, a criança interage e vivencia experiências importantes para seu desenvolvimento.

Separamos algumas dicas:

• Faça etapas simples, básicas e simples de serem seguidas;

• Para manter ou aumentar a atenção da criança, exagere nos gestos;

• Transforme o brincar em algo natural e divertido, sem cobranças;

• Pode ser que a criança não se interesse por jogos e brincadeiras, busque reforços motivadores;

• Adapte e auxilie;

• Aumente as oportunidades e possibilidades de interação;

E se encontrar dificuldade, fale com um Terapeuta Ocupacional, que é o profissional que poderá orientar e adaptar as brincadeiras!

 

domingo, 18 de junho de 2017

O desfralde da criança com deficiência

Um momento de muitas dúvidas e insegurança é o desfralde. Pode ser difícil saber o momento certo e as etapas a serem seguidas. 

O Terapeuta Ocupacional é o profissional que auxilia e orienta esse processo, avaliando se a criança possui maturação neurológica para início do desfralde.

Alguns sinais também apontam o momento certo, como o incômodo da criança quando está com a fralda suja ou mesmo quando ela sinaliza que vai fazer ou já fez xixi ou cocô.

É importante explicar para a criança todo o processo e leva-la ao banheiro em horários programados, (antes de dormir, ao acordar e ao longo do dia), para que ela se familiarize e se prepare para esses horários.
Vídeos, desenhos e animações também são recursos que auxiliam o processo.

Adaptações no vaso sanitário são muito importantes para que a criança se sinta confortável e segura.

Cada criança tem seu tempo e é necessário persistência e treino para que o objetivo seja atingido!

 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Cuidado com o excesso de estímulos!

Tem que estimular! Tem que estimular!
Quantas vezes as mães de crianças com deficiência ouvem isso?!

Mas precisamos ter muito cuidado com os estímulos, principalmente quando são em excesso.

Muitas atividades sobrecarregam corpo e mente e, em alguns casos, podem prejudicar o desenvolvimento da criança.

Quando percebemos que algum paciente está sobrecarregado, marcamos uma reunião com os médicos e os demais terapeutas para refazermos a agenda da criança, deixando alguns momentos livres para que ela possa descansar ou brincar.

Excesso de atividade pode prejudicar o sono, causar estresse e irritação, e interferir negativamente no desenvolvimento cognitivo e motor.

Às vezes, menos é mais!
 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Uma criança pode não falar verbalmente, mas ela pode e deve se comunicar

Falar é um ato complexo que envolve audição, interpretação do som, intenção e motricidade oral.

Crianças com deficiência podem apresentar problemas auditivos, cognitivos e motores, dificultando ainda mais o processo.

Por isso é muito importante trabalhar a comunicação desde cedo, pois mesmo quando a criança não puder verbalmente falar, que ela possa se comunicar, demonstrando sentimentos, interesses, vontades e necessidades. E essa estimulação deve ser feita tanto no ambiente terapêutico, como em todos os outros que ela frequentar.

Há muitos recursos terapêuticos e de tecnologia assistiva que permitem a comunicação mesmo quando o comprometimento motor é grave.

 

domingo, 28 de maio de 2017

Alfabeto de madeira para uso nas terapias

Um recurso que utilizamos muito nas terapias e na escola é o alfabeto de madeira.
Como as letras são grandes, é muito útil no processo de alfabetização, principalmente em crianças com baixa visão, disfunções sensoriais e dificuldades motoras que impedem a escrita.
Em algumas letras, colocamos revestimentos sensoriais, como lixa, algodão, flanela, e etc, e conduzimos o dedinho da criança pela letra para que ela tenha a sensação da escrita.
Quando a criança já está no processo de alfabetização, podemos criar sílabas, palavras e frases durante as terapias. Também orientamos os pais e os professores em como utilizar esse recurso em casa e na escola.
E assim integramos o ambiente terapêutico, residencial e escolar, ajudando a criança na memorização e nos estímulos sensoriais e cognitivos.


Intestino preso: o que fazer?

Intestino preso é um problema muito comum em crianças com deficiência motora.
Isso acontece por diversos motivos, como ingestão insuficiente de água, alimentação pobre em fibras (principalmente quando os alimentos são batidos) e pouca movimentação física.
Algumas dicas ajudam a minimizar o problema:
• fazer terapia diariamente ajuda na circulação sanguínea e no funcionamento intestinal;
• ficar em pé com o uso de parapodium ou utilizar um andador, também ajudam muito, principalmente quando a criança utiliza em vários momentos durante o dia (quando há indicação);
• bandagem terapêutica colocada na barriga em posição estratégica;
• alguns alimentos, como brócolis, couve-flor, mamão, abóbora, ameixa e kiwi, ajudam a soltar o intestino.
• alimentos ricos em carboidratos, farinhas e alimentos industrializados podem contribuir para a prisão de ventre;
• se possível, não bata os alimentos em mixer ou liquidificador, o ideal é amassar com o garfo ou passar pela peneira;
• consumo alto de fibras sem ingestão de água também pode prender o intestino!
• a massagem abdominal também pode ajudar. Ela deve ser feita na região logo abaixo do umbigo, no sentido da direita para a esquerda, fazendo um movimento de pressão como se estivesse empurrando as fezes para o lado esquerdo. Quando chegar perto do osso do quadril do lado esquerdo, deve-se realizar a massagem, a partir deste ponto, no sentido para baixo em direção à virilha.
O intestino preso pode deixar a criança irritada, chorosa, com tendência a comer menos e a dormir mal. É importante falar com o gastropediatra e com um nutricionista para que problemas mais sérios sejam descartados e orientações específicas sejam recebidas.

Como é a cirurgia de escoliose

Uma das grandes preocupações com a criança que tem deficiência motora é a escoliose.
Quando a criança apresenta padrões anormais de postura, de movimento e de equilíbrio, com tônus postural anormal, os cuidados devem ser redobrados.
A escoliose com curvatura acentuada pode causar dor e desconforto, principalmente dificuldade em se manter sentado na cadeira de rodas, além disso, a capacidade pulmonar fica comprometida e há aumento de ocorrências de infecções e pneumonia, e também dificuldade durante a alimentação com aumento do refluxo e mal estar. Pode haver também deslocamento do quadril com deformidade e dor na região. Crianças com 7-8 anos com curvaturas acima de 40 graus geralmente têm a indicação da cirurgia.
Além dos pontos citados acima, outros fatores devem ser levados em consideração para a decisão da cirurgia: idade, risco de progressão, flexibilidade da curva, graus da curva e se há opções de tratamentos não cirúrgicos.
Como prevenção deve-se tomar muito cuidado com a adequação postural correta na cadeira de rodas, cadeira de carro e demais recursos que ajudam a posicionar a criança. Além disso, a fisioterapia e a terapia ocupacional devem ser frequentes e a criança bem trabalhada para melhorar o tônus muscular, o alinhamento e a musculatura, com técnicas de inibição, facilitação e estimulação de padrões de movimento mais próximos do normal. É necessário expandir esses cuidados da terapia para a escola e a casa, orientando a família e os cuidadores. Consultas periódicas com o ortopedista são muito importantes.
A cirurgia de escoliose é bem complexa e exige um pós-operatório bem delicado e extenso.
Por isso enfatizamos: a prevenção é o melhor caminho!


Nesses mais de 30 anos de atuação da clínica GRHAU, nós já acompanhamos muitos pacientes, tivemos muitos desafios e muitas situações complexas. Foi de tudo um pouco - ou muito - como nos casos de mielo e paralisia cerebral, que atendemos com frequência.
As famílias sempre chegam ansiosas, esperando por uma resposta ou um caminho, e parte muito importante de nosso trabalho é ouvir atentamente cada mãe chega até nós. É a mãe que está no dia a dia, que conhece o filho só de olhar para ele, que sabe tudo sobre a deficiência, sobre os médicos, os hospitais, as internações, as crises, enfim, sabe tudo sobre tudo o que diz respeito ao seu filho nos mínimos detalhes.
Algumas vezes (ou muitas), é a mãe a fonte da informação que pode contribuir para solucionar um caso complexo.
Ouvir essa experiência e manter contato diário, faz toda a diferença. Nós aprendemos com as mães, as mães aprendem conosco. Uma conexão tão linda não poderia passar em branco nesta semana tão especial!
Mães

💚


Parede de escalada terapêutica

Já pensaram que a mesma terapia, com os mesmos recursos e as mesmas atividades podem cansar e desmotivar a criança?
Crianças que fazem terapia diariamente precisam de motivação para que as respostas sejam boas e é um grande desafio encontrar recursos novos para manter o interesse da criança - mas é um desafio extremamente necessário para que possamos explorar ao máximo o potencial de desenvolvimento de cada criança.
Uma das atividades que elas mais gostam aqui na clínica é a parede de escalada terapêutica. É uma grande diversão, mas temos objetivos terapêuticos muito bem planejados e definidos!
Através da parede de escalada trabalhamos muitos fatores, dentre eles:
• Alongamento;
• Força muscular;
• Coordenação motora;
• Equilíbrio;
• Dissociação.
É também uma atividade que ajuda muito no treino de marcha!

Criando metas alcançáveis

Enfatizamos sempre a importância da motivação nas terapias e parte desse processo é entender o que a criança, no momento em que se encontra, é capaz de executar.
Exigir demais ou não promover a facilitação para que a criança consiga executar determinada função, pode desmotivá-la e prejudicar a avaliação correta do caso.
Parece algo muito simples, mas entender todo esse processo envolve um conhecimento profundo em habilitação/reabilitação, muita experiência e conceitos que podem envolver até a psicologia infantil.
É muito importante o terapeuta construir um programa para que a criança compreenda a atividade proposta e realize com sucesso.
E tudo o que queremos é a criança motivada, feliz em realizar as atividades propostas e estimulada corretamente em todo o seu potencial de desenvolvimento!


Qual o melhor método de reabilitação?

Esta é uma pergunta muito comum e a resposta é: depende de cada paciente!
Antes de escolher por este ou aquele método, é necessário avaliar a formação e a experiência do terapeuta. Um terapeuta experiente e com diversas formações vai saber quais os melhores caminhos e recursos para cada caso, além disso, ainda pode usar técnicas de um ou outro método durante uma mesma terapia.
Por exemplo, o Therasuit tem suas contraindicações: a luxação de quadril, lordose e/ou escoliose avançadas, doenças degenerativas, e etc. Mas pacientes que apresentam essas condições também precisam receber tratamentos excelentes e adequados, é aí que a experiência e a formação dos terapeutas devem fazer a diferença, analisando outros métodos e recursos para atingir os objetivos terapêuticos de cada paciente.


Cognitivo e motor devem ser estimulados precocemente

Tanto quanto a parte motora, o cognitivo também deve ser estimulado desde cedo.
É preciso permitir que a criança faça escolhas, responda, demonstre interesse e seja entendida!
Muitas vezes, a criança transforma a falta de entendimento de suas reais necessidades em choro, birra, apatia e pode até piorar sua condição motora, direcionando para o corpo algumas respostas, como por exemplo a extensão.
Além disso, pode não ter todo o seu potencial explorado nas terapias, na escola e nos ambientes que frequenta.
Muitas áreas estão envolvidas no desenvolvimento cognitivo. Um bom início é agendar avaliações com fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, que identificarão recursos e terapias para estimulação da linguagem e da comunicação.


domingo, 14 de maio de 2017

Feliz dia das mães especiais

Mães especiais são gigantes, mesmo que algumas vezes sintam-se frágeis.
Entendem como ninguém o significado das palavras "entrega, dedicação, carinho, doação e amor incondicional".
Podem não perceber, mas inspiram e motivam outras pessoas o tempo todo. São motivo de orgulho!
Parabéns, mamães incríveis! Feliz dia das mães!
Uma pequena homenagem de toda a equipe GRHAU!

 💚💚
💚


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Curva de Crescimento na Paralisia Cerebral

É muito comum que crianças com paralisia cerebral apresentem baixo peso e a curva de crescimento geralmente fica abaixo da média, se comparada à de crianças sem deficiência.

Um estudo da Pediatrics de Agosto de 2011, publicou uma pesquisa de crescimento das crianças com paralisia cerebral baseada no sistema de classificação de função motora grossa (GMFCS) e sexo, e identificou quais são os percentuais que apresentam maior risco de problemas nutricionais e condições clínicas gerais. A pesquisa foi feita com 25.545 crianças com paralisia cerebral na California.

Abaixo estão os gráficos de altura, peso e IMC para meninos e meninas com paralisia cerebral, divididos por GMFCS (o GMFCS 5 está dividido entre crianças que se alimentam via oral e via gastrostomia).

É importante ressaltar que qualquer criança com baixo peso precisa de acompanhamento de pediatra, nutrólogo e nutricionista, assim como a interpretação e a análise dos gráficos deve ser feita por esses profissionais.

Para ter acesso ao artigo completo:
Pediatrics


Meninos - GMFCS I


Meninos - GMFCS II


Meninos - GMFCS III




Meninos - GMFCS IV





Meninos - GMFCS V - alimentação oral


Meninos - GMFCS V - alimentação por gastrostomia






Meninas - GMFCS I




Meninas - GMFCS II




Meninas - GMFCS III



Meninas - GMFCS IV




Meninas GMFCS V - alimentação oral





Meninas - GMFCS V - alimentação por gastrostomia




Para ter acesso ao artigo completo:
Pediatrics

Para ter acesso aos gráficos de crescimento:
Growth Charts

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...