segunda-feira, 24 de abril de 2017

Curva de Crescimento na Paralisia Cerebral

É muito comum que crianças com paralisia cerebral apresentem baixo peso e a curva de crescimento geralmente fica abaixo da média, se comparada à de crianças sem deficiência.

Um estudo da Pediatrics de Agosto de 2011, publicou uma pesquisa de crescimento das crianças com paralisia cerebral baseada no sistema de classificação de função motora grossa (GMFCS) e sexo, e identificou quais são os percentuais que apresentam maior risco de problemas nutricionais e condições clínicas gerais. A pesquisa foi feita com 25.545 crianças com paralisia cerebral na California.

Abaixo estão os gráficos de altura, peso e IMC para meninos e meninas com paralisia cerebral, divididos por GMFCS (o GMFCS 5 está dividido entre crianças que se alimentam via oral e via gastrostomia).

É importante ressaltar que qualquer criança com baixo peso precisa de acompanhamento de pediatra, nutrólogo e nutricionista, assim como a interpretação e a análise dos gráficos deve ser feita por esses profissionais.

Para ter acesso ao artigo completo:
Pediatrics


Meninos - GMFCS I


Meninos - GMFCS II


Meninos - GMFCS III




Meninos - GMFCS IV





Meninos - GMFCS V - alimentação oral


Meninos - GMFCS V - alimentação por gastrostomia






Meninas - GMFCS I




Meninas - GMFCS II




Meninas - GMFCS III



Meninas - GMFCS IV




Meninas GMFCS V - alimentação oral





Meninas - GMFCS V - alimentação por gastrostomia




Para ter acesso ao artigo completo:
Pediatrics

Para ter acesso aos gráficos de crescimento:
Growth Charts

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Como estimular a independência da criança com deficiência

Uma atitude muito comum entre familiares e pessoas que convivem com a criança com deficiência é fazer tudo por ela. Calma, vamos explicar melhor!
A criança precisa se sentir capaz, precisa aprender a interagir e a se comunicar, mesmo que seja através de um mínimo gesto.
O que muitas vezes acontece, é “adivinhar” as respostas da criança, antecipando todas as respostas. A família geralmente entende a criança só de olhar para ela. O problema é quando ela vai a outros ambientes, como a escola, e percebe que as pessoas não a entendem como a família entende, e isso pode gerar uma grande frustração, inclusive pode ser um dos motivos da dificuldade em se adaptar ao ambiente escolar.
É muito importante estimular a comunicação e a independência desde muito cedo e seguir as orientações das terapeutas para o dia a dia, expandindo as atividades e recursos utilizados no ambiente terapêutico para os outros ambientes frequentados pela criança.
Durante as terapias exploramos muito o potencial de comunicação e independência de cada criança e percebemos como é positivo e motivador quando a criança consegue realizar algo sozinha, se sente compreendida e estimulada, até interferindo positivamente em seu comportamento.


Dentista para crianças com deficiência

A higiene bucal da criança com deficiência pode ser um grande desafio para a família. As dificuldades motoras geralmente não permitem uma higiene adequada e o aparecimento de cáries é inevitável, fazendo com que o tratamento seja feito com anestesia geral em alguns casos.
Mas é possível prevenir! As visitas periódicas ao dentista e o uso de escova e creme dental adequados, pode ajudar a manter a saúde bucal. Em alguns casos o dentista indica algum produto com flúor para ajudar na prevenção de cáries e faz limpeza nos dentes em consultório a cada dois ou três meses.
O ideal é procurar um dentista que tenha experiência com crianças com deficiência. Algumas vezes, nossas fonoaudiólogas acompanham a consulta ou trocam informações com o dentista, principalmente nos casos em que há uma grande dificuldade motora, hipersensibilidade e/ou reflexo de mordida.
Há no mercado algumas escovas dentais que podem ser conectadas a um sugador, impedindo que a espuma e a saliva causem algum desconforto ou aspiração.



Porque você deve se preocupar com o posicionamento correto

Uma parte importante do trabalho de reabilitação/habilitação é o posicionamento.
Durante as terapias trabalhamos muito para deixar o tônus muscular o mais próximo possível do normal e também estimulamos o alinhamento correto. Todo esse trabalho pode ter melhores resultados quando a criança tem um posicionamento adequado na cadeira de rodas, na cadeira de carro, no sofá, em cantinhos de posicionamento, e etc. É isso que vai ajudar a prevenir o aparecimento de problemas ósseos, encurtamentos e até ajudar na respiração e na deglutição.
Além disso, um posicionamento incorreto pode causar dores e desconforto para criança.
Prevenir é o melhor caminho!


Inclusão escolar: o momento da avaliação

Já estamos no meio do semestre, momento ideal para avaliar tudo o que foi proposto no início do ano em relação à inclusão escolar e fazer os ajustes, caso necessário.
Alguns pontos devem ser analisados:
Mobiliário escolar: está adequado e confortável? Há mesa e cadeira adaptadas? Como está o posicionamento?
Conteúdo pedagógico: está adaptado para as necessidades da criança? As provas são adaptadas? Estão sendo feitas avaliações de desempenho cognitivo e social? A criança entende o conteúdo? Se comunica corretamente?
Atividades escolares: a criança participa ativamente de todas as atividades (festas, passeios, recreio, esportes, peças de teatro, etc)? As atividades estão adaptadas?
Recursos de tecnologia assistiva: a criança utiliza corretamente esses recursos? A escola sabe utilizá-los? Os recursos estão adequados?
Enxergar a criança como um todo significa oferecer as terapias corretas e também pensar no ambiente escolar adequado.
Adaptar, promover o acesso e se comprometer com a inclusão são atitudes que fazem toda a diferença para o desenvolvimento das potencialidades de cada criança.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

A indicação do Therasuit na mielomeningocele

video
Os benefícios do Therasuit para crianças com mielomeningocele.
Atendemos muitas crianças com mielo e fazemos sempre uma avaliação específica e minuciosa, que visa detalhar os deficits e tudo que deve ser trabalhado intensamente. Após a avaliação elaboramos um planejamento individual para que todas as capacidades sejam adequadamente estimuladas.
O programa intensivo do Therasuit promove melhoras motoras globais e específicas, como:
• Fortalecimento muscular;
• Melhora do controle de tronco;
• Mais segurança para realizar atividades com independência;
• Melhora do equilíbrio;
• Melhora da sensibilidade;
• Função de pernas e pés.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Quantos intensivos de Therasuit são necessários?


Quando a criança faz um intensivo de Therasuit, seguimos com todas as orientações para que o tratamento tenha continuidade, seja aqui na clínica, com outros terapeutas ou na cidade em que reside. A troca de informações entre os terapeutas é fundamental para dar continuidade aos ganhos alcançados e alinhar os objetivos para o próximo intensivo.

É importante enxergar o Therasuit como estratégia de reabilitação.

A criança apresenta muitos ganhos durante o intensivo e precisamos pensar em dois objetivos - manter os ganhos e continuar estimulando o desenvolvimento.

É dessa forma que conseguimos acelerar os ganhos, mantê-los e planejar novos desafios, explorando completamente todo o potencial de cada paciente.

Geralmente, são feitos de 2 a 4 intensivos de Therasuit por ano, depende muito de cada criança, do estágio em que se encontra e da necessidade de mais intensivos ou mesmo de outras abordagens terapêuticas, ou seja, cada caso é um caso e é avaliado individualmente. Este número anual é apenas uma média.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Atendimento sequencial de fisio e fono



A motricidade oral também está ligada ao quadril, tronco e pescoço. Quando não há controle adequado de tronco e cervical, a criança pode ter mais dificuldades para ser alimentada.
Como estratégia conseguimos otimizar os resultados da sessão de fono quando programamos a fisio antes, para trabalhar especificamente essas regiões, ou seja, as terapias se somam e se completam - uma é facilitadora da outra.
Por exemplo, quando a criança apresenta um padrão extensor forte, geralmente a língua também apresenta esse padrão e a criança tem dificuldade para fazer movimentos laterais com a língua, movimentos estes, importantes para que ela consiga passar o alimento de um lado a outro da boca e mastigar corretamente.
Nesses casos trabalhamos na fisio com dissociação de quadril e controle de tronco e cervical para que ela chegue mais organizada na sessão de fono e possa responder melhor aos estímulos orais específicos.

domingo, 2 de abril de 2017

Dia Mundial de Conscientização do Autismo

É apenas uma maneira diferente de ver o mundo, com um jeito especial de ser e sentir!
"Ensina-me de várias maneiras, pois sou capaz de aprender." Cíntia Leão Silva.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Recursos terapêuticos que auxiliam nas posições durante a fisio

Um recurso simples e que utilizamos muito nas terapias são as argolas, que são leves e fáceis para que a criança segure.
A criança que tem dificuldade para se equilibrar ou que apresente algum problema sensorial, precisa de uma referência para sentir o seu corpo em relação ao espaço que ocupa. Quando ela segura a argola e se organiza sensorialmente, conseguimos mantê-la em posição sentada (por exemplo) por muito mais tempo.
Com a organização motora e sensorial, ela se percebe mais, percebe o espaço que ocupa no ambiente e as forças que necessita para se manter na posição.
Com repetição, intensidade e frequência de estímulos corretos, a criança poderá melhorar as posturas.

Como é feita a avaliação para o Therasuit


Analisamos uma série de fatores durante a avaliação para o intensivo de Therasuit. Nem todas as crianças têm indicação ou se beneficiarão com esse tipo de intervenção.
Casos em que há luxação de quadril, escoliose média ou grave, doenças degenerativas e epilepsia de difícil controle, como a síndrome de west, já são um impedimento para a realização do intensivo.
Precisamos entender que a criança vai se beneficiar e que terá condições de participar das 3 horas de terapias diárias.
É na avaliação que também estabelecemos as metas e objetivos para cada criança, analisamos como está a musculatura, os alongamentos, o sistema cardiovascular e o tônus, entendendo as dificuldades de cada um e também as atividades que cada criança já consegue realizar e pode melhorar.
Há surpresas muito positivas no meio do caminho, como são os casos em que a criança surpreende toda a equipe logo na primeira semana! Satisfação enorme para nós, terapeutas, e para a família, que muitas vezes percorre um longo caminho para conseguir proporcionar o tratamento ao filho!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Os tipos de paralisia cerebral e as regiões atingidas


Discinético ou atetoide: Caracterizado por movimentos involuntários devido a um estimulo ineficaz e exagerado que o cérebro envia ao músculo não sendo capaz de manter um padrão. É aquela criança que tem movimentos exagerados e bruscos. Normalmente os atetoides são crianças muito inteligentes com o crescimento buscam maneiras de controlar sua movimentação exagerada e descoordenada.
Distônico: Incoordenação do tônus muscular. É aquela criança que tem dificuldade em manter um tônus mais próximo do normal, alterna de um tônus muito alto para um tônus muito baixo.
Atáxico: Dificuldade de coordenação motora (Tremores ao realizar um movimento).
Mistos: Quando apresentam pelo menos dois tipos associados de alteração do movimento (Exemplo: espástico e atetóide).
Espástico: Ocorre uma lesão do córtex cerebral diminuindo a força muscular e aumentando o tônus muscular. São aquelas crianças mais “tensas”, “rígidas”, que não conseguem relaxar o músculo contrário ao músculo que realiza o movimento. Um músculo com um tônus aumentado não será necessariamente um músculo forte.

segunda-feira, 27 de março de 2017

A importância da escola para a criança com deficiência

Muitas crianças com deficiência acabam entrando na escola mais tarde, e isso pode ser um fator negativo para o desenvolvimento cognitivo, motor e emocional.
Ainda há muita dificuldade para encontrar uma escola que receba adequadamente a criança com deficiência, o que acaba gerando muita insegurança por parte das famílias.
A escola deve fazer parte da rotina da criança. Há estímulos importantes no ambiente escolar: o contato com outras crianças, ser parte integrante de um grupo, entender e respeitar regras e horários e ter acesso ao aprendizado pedagógico, são apenas alguns dos benefícios.
Muitas vezes, trazemos os conceitos do ambiente escolar para as terapias, é uma forma de reforçar o conteúdo e otimizar os resultados. O trabalho multidisciplinar permite essa troca de informações e consequentemente uma atuação focada nas necessidades de cada criança.

terça-feira, 21 de março de 2017

Ziclague para paralisia cerebral e espasticidade

Amanhã, 22 de março, ao meio dia, faremos uma live através de nossa fanpage para tirarmos nossas dúvidas sobre o Ziclague, a nova medicação para tratamento da espasticidade.
Convidamos uma representante da Hebron, fabricante do Ziclague para falar sobre o tratamento e também tirar as dúvidas de mães, pais, terapeutas e médicos. Basta estar online em nossa página.
O objetivo da live é obter mais informações, tirar dúvidas e entender um pouco mais sobre a ação da medicação, mas é muito importante lembrar que a indicação de uso DEVE ser feita por um médico ou terapeuta! Não use sem orientação e indicação! IMPORTANTE! Por se tratar de uma medicação nova, ainda não se sabe sobre efeitos ou danos em longo prazo!
Estamos pesquisando a ação desse medicamento e conversando com médicos e terapeutas para entendermos se há indicação de uso para nossos pacientes, contraindicações. quais os riscos, benefícios, e etc.
O Ziclague possivelmente bloqueia o canal de cálcio e é necessário muito cuidado ao administrá-lo, pois pode causar hipotensão, desmaio, arritmia, e etc.
A bula faz um alerta: ” Atenção: este produto é um medicamento novo. Embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos.”
O Ziclague é feito com óleo essencial da Alpinia Speciona Schum, planta regional do nordeste conhecida como “Bastão do Imperador”, que tem ação relaxante.
A descoberta foi feita em Sergipe pela fisioterapeuta Edna Aragão Farias Cândida na conclusão de seu doutorado.
A medicação tem o objetivo de relaxar a musculatura (diminuir o tônus muscular) de modo dose-dependente.
Segundo a bula do Ziclague, o uso do medicamento deve ser feito da seguinte forma:
• Aplicar sobre a pele, sem friccionar, na altura do músculo espástico a ser trabalhado.
• Aguardar 15 minutos para o início da fisioterapia.
• Deve-se ter atenção à aplicação de Ziclague na face, em regiões cervicais anterior e laterais e na região precordial.
• Evitar aspergir em direção aos olhos durante a aplicação.
• Lavar as mãos após o uso ou utilizar luvas para a aplicação do produto.
• A aplicação deste produto somente deverá ser feita por profissional de saúde habilitado.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Padrão extensor e desenvolvimento motor

O padrão extensor é considerado uma forma primitiva de movimento, que não permite à criança o desenvolvimento de uma motricidade mais elaborada, em que a flexão e a extensão estão em harmonia, permitindo, por exemplo, que a criança consiga se sentar sozinha, para isso, ela precisa de uma organização motora global, com tronco e joelhos em extensão e quadril flexionado.
Com a idade, o padrão extensor pode piorar, pois a criança acaba utilizando com mais frequência o movimento que é mais fácil para ela, no caso, a extensão, e vai deixando de utilizar e desenvolver a musculatura correta. É como uma "briga" de padrões - de um lado os estímulos e manuseios corretos da fisioterapia, e de outro, o padrão neurológico da criança. Por isso é tão importante a frequência e a intensidade das terapias!
É muito importante entender todo esse processo e trabalhar adequadamente para que esse padrão não seja reforçado, mas sim, utilizado quando for favorável para algumas posições.
De forma geral, o padrão extensor é prejudicial para o posicionamento, contribui para a deformidade óssea de pernas e pés e interfere também na deglutição, quando a língua assume o padrão extensor.
Quando forçamos a quebra do padrão extensor, estamos na verdade fortalecendo-o!
O ideal é trabalhar com manuseios adequados, dissociação e lateralidade da língua, incentivando a criança a utilizar a força adequada e trabalhando o fortalecimento da musculatura correta.
Recursos terapêuticos como a plataforma vibratória e a eletroestimulação neurofuncional também auxiliam a regular o tônus muscular.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Criança com deficiência motora nem sempre tem deficiência cognitiva ou intelectual

O que acontece é que nos primeiros anos de vida a criança desenvolve a parte cognitiva através da exploração do meio e de sua curiosidade natural.
As dificuldades motoras podem atrasar o desenvolvimento cognitivo pois, conforme o comprometimento motor, essas experiências sensoriais e motoras acabam não acontecendo, por isso é tão importante o acompanhamento de fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, que vão identificar essas dificuldades e propor atividades de acordo com o desenvolvimento motor de cada criança.
Quando não estimulada corretamente, a criança pode apresentar também o atraso cognitivo.
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