quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Você sabia que é possível manter o resultado da terapia por horas?

Sim, é possível e ainda ajuda muito no processo de reabilitação/habilitação da criança.
Durante a terapia fazemos os manuseios corretos para deixar a criança alinhada, com tônus mais próximo possível do normal, alongamento ativo, força muscular, e etc.
Para que o efeito da terapia seja estendido é necessário deixar a criança muito bem posicionada após o término da terapia, seja em uma cadeira de rodas ou mesmo a cadeira do carro. Quanto mais tempo ela permanecer no posicionamento correto, mais tempo sentirá os benefícios da terapia, o que a longo prazo, significa ganhos motores e desenvolvimento!
Resumidamente, há um "conflito" quanto entramos com os manuseios corretos, pois o cérebro está "acostumado" ou "entende" apenas o padrão neurológico incorreto. A frequência dos manuseios corretos trabalhando alinhamento, tônus mais próximo do normal e função correta de membros inferiores e superiores, faz com o padrão correto prevaleça sobre o padrão incorreto, e é aí que os ganhos motores acontecem.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Dicas de alimentação para a criança com deficiência motora e disfagia

Crianças com deficiência motora podem ter muitas dificuldades para se alimentar. Isso acontece, pois a deglutição e a fala também fazem parte do sistema motor!
Em muitos casos há um distúrbio sensorial também, de forma bem simples podemos dizer que as crianças sentem demais ou de menos, por isso é importante preparar a criança para cada refeição, e aqui vão algumas dicas:
* Alongar a musculatura oral;
* Estar atento para a criança estar bem posicionada;
* Inserir bem lentamente as texturas e temperaturas para que a criança se acostume com essas sensações e consiga aceitar melhor o alimento;
* Deixar a criança colocar as mãos na comida;
* Fazer pratos coloridos, divertidos e atrativos;
* Transformar o momento da refeição em algo prazeroso;
* Deixar o ambiente calmo.
O trabalho de um Fonoaudiólogo especialista em disfagia é essencial! O profissional vai acompanhar todo o processo, sugerir alternativas e trabalhar todo o sistema orofacial.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Marcha Cruzada ou Tesourada: o que fazer?

A marcha em tesoura, também conhecida como marcha espástica, pode acontecer por diversos fatores.
No início a criança não consegue integrar um reflexo primitivo - o que está presente no bebê nos primeiros meses de vida - chamado de reflexo extensor cruzado, e a partir daí os músculos adutores do quadril podem se tornar encurtados, provocando a adução das coxas, fazendo com que os joelhos fiquem cruzados, semelhante à uma tesoura; a marcha cruzada também pode ocorrer por tensão, quando a espasticidade acentuada promove a marcha em adução (tesoura) e geralmente os pés ficam em ponta.
É muito comum em pacientes com paralisia cerebral e com espasticidade de membros inferiores.
O que fazer?
• Atuação do Fisioterapeuta e o Terapeuta Ocupacional;
• Acompanhamento do Ortopedista;
• Fazer Raio-x de quadril e pés frequentemente;
• Possibilidade de aplicação de Botox;
• Uso frequente de parapodium, talas extensoras de pernas e órteses (quando houver indicação).
É muito importante ficar atento para que o problema não evolua para desvios ósseos importantes e até mesmo uma cirurgia de grande porte.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Intensivo de Therasuit da Maria Heloísa!

A Maria Heloísa veio de Teixeira de Freitas, na Bahia, para o seu primeiro intensivo de Therasuit!
Ela é uma guerreira que uniu muita gente em prol de uma causa, gente que acreditou e acredita nela, gente que se mobilizou para que ela pudesse estar aqui!
"O sonho sonhado por muitos não é sonho, É REALIDADE! E #nósacreditamos

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Bia e Ciça: amizade no Therasuit

"Tudo que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado."
Bia e Ciça, amizade feita no #therasuit 💚💚💚


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Como escolher o andador ideal?

O treino de marcha é uma parte importante do trabalho de reabilitação, e uma das dúvidas é quanto ao tipo de andador mais adequado em cada caso.
É necessário que a criança tenha a musculatura preparada, tendões com amplitude adequada e alinhamento ósseo.
É importante ressaltar que o andador pode ser utilizado como recurso terapêutico em crianças com ou sem o prognóstico de marcha.
O tipo de andador varia de acordo com a necessidade de cada criança. Crianças que já estão treinando a marcha independente, precisam apenas de um apoio para os braços e as mãos.
Já as crianças que não tem total controle de tronco, precisam de apoio de quadril, tronco, braços e mãos.
E as crianças com controle de cabeça insuficiente, precisam de todos os apoios, quadril, tronco, cabeça, braços e mãos.
Existem acessórios que impedem o cruzamento das pernas e proporcionam melhor alinhamento.
O andador, quando indicado, é para auxiliar na marcha e estes recursos adaptativos são recurso facilitadores e devem ser
indicados de acordo com a necessidade de cada criança.
Porém, o tipo de andador precisa ser muito bem indicado! Algumas crianças desenvolvem padrões errados ao trocar passos, forçam a lombar e, mesmo com todas as adaptações, o treino de marcha acaba sendo até prejudicial, por reforçar padrões negativos.
Por isso, é importantíssimo que a correta indicação seja feita e que os terapeutas acompanhem o desenvolvimento da criança para identificar se está sendo realmente positivo para cada paciente.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Como alternar o posicionamento de crianças com deficiência motora

Uma das maneiras de prevenir encurtamentos e deformidades é cuidar do posicionamento o mais cedo possível, porém, há uma dificuldade em manter o bom posicionamento durante o dia inteiro.
Além de alternar em diversas posições e prevenir o aparecimento de escaras, o bom posicionamento, aliado aos recursos corretos e indicados, pode trazer melhor qualidade de vida, ajudar a criança a explorar o meio e estimular a ampliação do campo visual.
A correta adequação e indicação dos equipamentos mais adequados para cada caso é feita pelos terapeutas.


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Dia Mundial da Prematuridade

Nosso carinho aos guerreiros e lutadores que já iniciam a vida com uma batalha gigante a ser vencida!


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Trabalhando atenção e concentração com luvas!

Uma das atividades da terapia de Integração Sensorial é o trabalho da atenção e da concentração.
A Lorena, após passar por outras atividades como por exemplo o balanço, em que trabalhamos a atenção, a organização e a sequencia lógica, brincou com as luvas cirúrgicas. Nós recheamos as luvas com gel, arroz, soja, grão de bico, bolinhas e botões coloridos.
Durante a atividade trabalhamos a atenção, a concentração, a habilidade motora fina, a organização sensorial e a sensação de diversos tipos de textura.
Com essa atividade conseguimos manter a atenção e a concentração da Lorena por mais tempo e ela ainda se divertiu muito!


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O Therasuit é o mesmo para todos os pacientes?

Embora o Therasuit siga um protocolo, cada paciente é visto de uma maneira única. Durante a avaliação inicial entendemos quais as necessidades e possibilidades de cada criança e estabelecemos objetivos e metas para cada semana de intensivo. Também identificamos quais os recursos terapêuticos, além da gaiola e da roupa de elásticos, que vão contribuir para que o paciente evolua.
É por isso que no Therasuit, a experiência e a formação do Terapeuta fazem toda a diferença no resultado, ou seja, quanto mais preparado e experiente for o terapeuta, melhores serão os resultados.
Na foto está a querida, Ciça, que tem Mielo, e voltou para seu quarto intensivo de Therasuit!
Para esta etapa, o treino de marcha é o grande objetivo! Estamos treinando equilíbrio em pé, marcha na esteira, marcha com muleta de 4 pontas e os passos sozinha.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O que é a Rizotomia Dorsal Seletiva?

Você sabia que a Rizotomia é uma cirurgia para melhorar a Espasticidade causada pela Paralisia Cerebral?
A rizotomia dorsal seletiva - RDS (Selective Dorsal Rhizotomy - SDR), ou a rizotomia superseletiva dorsal é um procedimento cirúrgico que consiste na inativação de parte dos nervos (raízes), que conectam os músculos à medula.
O objetivo da rizotomia é a melhora da espasticidade nos membros inferiores, percebida logo após o procedimento, com movimentação mais fácil e sem muita resistência. Porém, é preciso ter muita cautela, pois nem sempre a espasticidade precisa ser completamente retirada, muitas crianças se utilizam dela para ficar em pé ou mesmo sentada.
A força dos membros inferiores geralmente fica diminuída após o procedimento e, com fisioterapia intensiva, a força pode retornar após os 6 primeiros meses (em alguns casos pode levar até dois anos). Além disso, muitos outros benefícios podem ocorrer:
- Melhora de coordenação e da distonia;
- Melhora no equilíbrio e na espasticidade de tronco;
- Melhora da deglutição;
- Melhora nas crises de espasmos;
- Menor ocorrência de deformidades nos membros;
- Menor necessidade de medicações para espasticidade;
- Menor necessidade de aplicação de toxina botulínica;
- Em pacientes com potencial de marcha, existe a possibilidade de andar com algum apoio, ou até mesmo sozinho.
É importante uma avaliação multidisciplinar para avaliar a real necessidade da cirurgia e também avaliar outras possibilidades cirúrgicas ou de tratamento para a espasticidade, pois nem toda criança com espasticidade tem indicação para a rizotomia dorsal seletiva, e assim como todo procedimento cirúrgico, há riscos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Como funciona a clínica GRHAU?

Recebemos muitos contatos de famílias que querem saber como a clínica GRHAU funciona, então vamos falar sobre isso hoje:
INTENSIVOS DE THERASUIT
4 semanas de terapia, com 3 horas de atendimento por dia, 5 dias por semana (segunda a sexta-feira). Em crianças pequenas ou que tenham alguma restrição, a quantidade de horas diárias do Intensivo pode ser menor ou até mesmo dividido em duas partes (manhã e tarde).
Recebemos muitos pacientes de outras cidades e outros Estados, que vêm ao GRHAU para os intensivos de Therasuit. Eles passam um mês conosco e retornam as suas cidades com orientações de como dar continuidade à terapia até que possam retornar. Também recebem orientação e indicação de uso de órtese, talas extensoras, coletes de posicionamento, cadeira de rodas, parapodium, andador, e etc.
TERAPIAS DIÁRIAS
Também atendemos os pacientes de São Paulo para as terapias diárias, com Fisio, Fono, Terapia Ocupacional e Therasuit.
AVALIAÇÃO
Recebemos pacientes que vêm para avaliação, para orientarmos quanto ao uso de equipamentos, periodicidade das terapias, principais objetivos a serem trabalhados, e etc.
CONVÊNIOS
Aceitamos os convênios: Omint, Mediservice, Careplus e Abet, para os demais convênios damos recibos e relatórios para que a família solicite o reembolso.
Para agendar uma avaliação ou mesmo para conhecer a clínica, entre em contato conosco inbox ou por telefone: (11) 5579-7909.


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A preparação para o treino de marcha

Existe uma preparação para o treino de marcha, que vai além da criança ter atingido esse patamar de desenvolvimento. Para que a marcha aconteça é necessário ter um corpo preparado para isso:
* Músculos e tendões com amplitude adequada;
* Quadril sem luxação;
* Pés sem deformidades graves;
* Boa condição cardiovascular;
* Força muscular e equilíbrio.
Outro aspecto muito importante é a cognição, a criança precisa ter a compreensão da marcha, a vontade, a integração sensório-motora e as funções corticais superiores que permitam que a marcha aconteça.
Por isso há um longo caminho para chegar nesse ponto, pois vamos trabalhando cada detalhe para que a criança chegue preparada para que o treino evolua corretamente.
Entre treinos motores, de equilíbrio e coordenação motora global, e durante o processo, podemos utilizar alguns recursos com a finalidade de intensificar o treino e a aquisição voluntária da marcha, como por exemplo a esteira, os andadores, as barras paralelas, as rampas, as escadas, entre outros.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Mães especiais, filhos especiais!

Ao lado de cada criança evoluindo, existe uma família acreditando incondicionalmente!

Bom final de semana!


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Como é o pós-operatório da cirurgia de quadril?

A cirurgia de quadril luxado tem como objetivo posicionar a cabeça femoral no acetábulo, para que fique estável e sem a possibilidade de sair novamente de sua posição, preservando a estrutura óssea e a mobilidade.
Após a cirurgia, é feito um aparelho de gesso que imobiliza toda a região operada, partindo da região um pouco acima do quadril e se estendendo até o pé. Esse tipo de imobilização chama-se gesso pelvepodálico. As pernas são imobilizadas e mantidas afastadas através de uma barra unindo o gesso. Há uma abertura no períneo para que a criança possa urinar e evacuar.
Durante o uso do gesso, é muito importante reforçar os cuidados de higiene do períneo, trocando as fraldas frequentemente, para que não haja contaminação das feridas operatórias e mantendo a integridade do gesso durante todo o período de uso.
Também é muito importante a comunicação frequente entre a equipe cirúrgica, a família e os terapeutas.
Durante o uso do gesso são feitos exames de imagem para analisar a manutenção da correção articular. Além disso, os médicos avaliam a integridade do gesso e inspecionam as feridas operatórias.
Em alguns casos há uma segunda etapa pós-operatória em que a criança precisa ser examinada sob anestesia e no centro cirúrgico, para que sejam feitos exames radiológicos confirmando a manutenção da posição articular e a troca do gesso que, passa a ser em dupla abdução, ou seja, só imobiliza as pernas (da coxa até os pés), mantendo a barra de união entre os gessos mas, permitindo a criança os movimentos de sentar e deitar (flexão e extensão), sem o risco do quadril perder a posição.
Após a retirada do gesso a criança precisa ser avaliada frequentemente pelo ortopedista e retomar a rotina de terapias.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

A Espasticidade e as Deformidades



Você sabia que o tônus aumentado também contribui para as deformidades ósseas?
A força da musculatura espástica pode contribuir para deformidades nos pés, nas mãos, nos braços, nas pernas e na coluna.
Para evitar as deformidades causadas pela hipertonia, pode-se considerar:
* Posicionamento adequado;
* Boa adequação postural na cadeira de rodas, cadeira do carro, cadeira de banho, mesa e cadeira da escola, e etc;
* Uso da cadeira de rodas o quanto antes (quando houver indicação);
* Evitar o uso prolongado de carrinhos de passeio sem adequação postural adequada;
* Uso de órteses e talas extensoras;
* Uso frequente do parapodium;
* Manuseios adequados nas sessões de fisioterapia e terapia ocupacional;
* Uso de recursos terapêuticos (quando houver indicação), como por exemplo: a plataforma vibratória e a eletroestimulação neurofuncional, que atuam para regular o tônus.


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