sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Memorial da Inclusão: exposição retrata a luta pelos direitos da pessoa com deficiência



Entre os dias 23 de outubro e 28 de novembro, o Memorial da Inclusão recebe a exposição "Quem não é visto não é lembrado", que exibe fotografias das passeatas organizadas pelo Movimento Superação no Brasil e na Argentina em busca da inclusão das pessoas com deficiência.

A iniciativa celebra os 10 anos do Movimento Superação, retrata a luta pelos direitos da pessoa com deficiência e o processo de inclusão social por meio de 26 imagens que possuem os recursos de audiodescrição e braile.

O Memorial da Inclusão aborda cada uma das quatro deficiências - auditiva, visual, intelectual e física - e conta com atrações como a Sala Preparatória dos Sentidos: um local escuro com painéis de texturas diversas, alteração de temperatura e sensores sonoros e olfativos. O espaço também pode ser visitado através do site www.memorialdainclusao.sp.gov.br. Por meio de uma plataforma 3D, os visitantes se sentem dentro do Memorial e podem acessar textos e áudios em três versões: português, inglês e espanhol.

Inaugurado no dia 3 de dezembro de 2009, o Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência tem o propósito de reunir em um só espaço fotografias, documentos, manuscritos, áudios, vídeos e referências aos principais personagens, às lutas e às várias iniciativas que incentivaram as conquistas e melhores oportunidades às pessoas com deficiências.


"A ideia evoluiu para traçar os caminhos das pessoas com deficiência em prol de uma sociedade mais inclusiva e, assim, com esta proposta, estimular a reflexão de que as formas e frentes de ação do segmento contribuíram sobremaneira para conquistas constitucionais e legais e, fundamentalmente, para mudanças nos valores sociais, na percepção da sociedade sobre a pessoa com deficiência. Tais caminhos concederam à sociedade brasileira a oportunidade de compreender e aceitar o diferente e significar a diversidade. "
Trecho de apresentação do Memorial da Inclusão




Exposição fotográfica - “Quem não é visto não é lembrado”
Data: 23 de outubro a 28 de novembro
Horário para visitação: 10h às 17h
Local: Memorial da Inclusão – sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Endereço: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda (ao lado da estação de ônibus, metrô e trem – Barra Funda)

ANS amplia o atendimento de Fisio, Fono e TO nos planos de saúde


A partir de janeiro de 2014, os beneficiários de planos de saúde individuais e coletivos terão direito a mais 87 procedimentos, incluindo 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer e 50 novos exames, consultas e cirurgias (Confira a lista completa).  A medida é resultado de consulta pública realizada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e beneficia 42,5 milhões de consumidores com planos de saúde de assistência médica.

O novo rol também contempla o cuidado integral à saúde e o tratamento multidisciplinar ao prever na cobertura obrigatória consulta com fisioterapeuta, além da ampliação do número de consultas anuais de fonoaudiologia de seis para 48, e de seis para 12 em especialidades como nutrição, psicologia e terapia ocupacional.

As novas incorporações foram anunciadas na segunda-feira, dia 21, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o diretor-presidente da ANS, André Longo, e são válidas para consumidores com planos de saúde de assistência médica contratados após 1º de janeiro de 1999 no país e também para os beneficiários de planos adaptados à Lei nº 9.656/98.

A ANS alerta que o consumidor denuncie a operadora caso não consiga agendar o atendimento com os profissionais ou estabelecimentos de saúde credenciados pelo plano, dentro do prazo máximo previsto, ou tenha negadas as coberturas previstas em contrato. Para isso, o cliente pode entrar em contato pelo Disque ANS (0800 701 9656) ou pela Central de Relacionamento no site www.ans.gov.br.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Terapia de Integração Sensorial

Em um ambiente adaptado e motivador, a terapia de integração sensorial ajuda a organizar as sensações do próprio corpo (Imagem: www.adu.edu)

A terapia de Integração Sensorial foi desenvolvida pela terapeuta ocupacional A. Jean Ayres durante a década de 1970 na Califórnia, EUA. Ela estudou o comportamento de crianças com dificuldades de aprendizagem que apresentavam alguns sintomas frequentes como déficit de atenção, desordens no planejamento motor e na modulação de informações sensoriais, entre outros. 

A criança com disfunção Integrativa Sensorial (DIS) tem dificuldade em se adaptar de forma eficiente e satisfatória a um ambiente normal, porque seu cérebro não desenvolveu os processos necessários para integrar as sensações daquele ambiente. Por isso, ela necessita de um ambiente que seja estabelecido sob medida para o seu sistema nervoso, que lhe ajudará a integrar sensações até então nunca integradas, permitindo assim a reorganização cerebral.

O princípio central da terapia é fornecer e controlar a entrada de estímulos sensoriais, especialmente o estímulo do sistema vestibular, das articulações, músculos e pele de tal forma que a criança espontaneamente forme as respostas adaptativas que integram todas as sensações.

Na Sala de Integração Sensorial o terapeuta faz uso de recursos como bolas, rolos, colchões, colchonetes, tapetes e materiais texturizados; materiais coloridos e sonoros, bem como e equipamentos suspensos como balanço e rede, entre outros.

Ayres (1988) define a Integração Sensorial como “um processo neurológico que organiza as sensações do próprio corpo e do ambiente de forma a ser possível o uso eficiente do corpo e do meio em que se vive”. 



Nestes últimos anos o GRHAU tem inovado sua metodologia e introduziu a terapia de integração sensorial como coadjuvante no trabalho de prevenção e tratamento de crianças com atraso no desenvolvimento neuro-psicomotor, dificuldades escolares e/ou comportamentais.

Com base em uma avaliação feita pelo terapeuta ocupacional, é elaborado um programa com o objetivo de ajudar a criança a reorganizar as formas de receber, processar e integrar as informações do seu corpo e do meio para transformá-las em ações funcionais, conhecendo mais de si mesmas e das suas possibilidades de interagir e aprender.

Atividades lúdicas fazem parte do tratamento 
(imagem:  www.cortfoundation.org)
A abordagem tem como objetivo promover a integração das sensações, principalmente dos sistemas tátil, vestibular e proprioceptivo. Tudo isso é trabalhado por meio de brincadeiras e atividades lúdicas com a participação ativa da criança, aumentando assim a habilidade de processamento das informações e respostas apropriadas aos estímulos. 

A terapia ocorre em um ambiente aconchegante, organizado, motivador, alegre, rico em materiais e equipamentos (suspensos e de solo), promovendo uma oferta sensorial adequada às possibilidades e necessidades da criança. 

A organização sensorial propicia o desenvolvimento do esquema corporal, maturação dos reflexos, segurança postural, consciência dos dois lados do corpo e planejamento motor.


Comportamentos que, quando associados, indicam a necessidade de uma avaliação de Integração Sensorial:

  • Atraso no desenvolvimento neuro-psicomotor, dificuldade na coordenação motora global e/ou fina, podendo ter alteração de tônus muscular.
  • Cair, esbarrar ou derrubar objetos com frequência.
  • Comportamento hiperativo ou, ao contrário, hipoativo.
  • Reações exageradas ao toque, a certos tipos de roupas, alimentos, a alterações no ambiente, medo de altura e/ou movimento, entre outros.
  • Dificuldade em manter atenção, sentar para fazer a lição e/ou atraso na aprendizagem da leitura e escrita.
  • Dificuldade na realização das atividades de autocuidado.



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