segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sabedoria infantil: o universo contado pelas crianças


Casa das estrelas: livro colombiano traz definição de alunos para palavras do cotidiano

Durante as comemorações do Dia da Criança, o professor colombiano Javier Naranjo pediu a seus alunos para definir o que era uma criança. Alguém soltou essa resposta: "uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo". O professor  adorou a resposta, percebendo o olhar rico e poético das crianças sobre palavras simples do cotidiano.

Durante os exercícios de criação literária, ele foi percebendo a importância de dar aos alunos a oportunidade de se expressarem, e sobretudo de ouvi-los. "Eles têm uma lógica diferente, outra maneira de entender o mundo, outra maneira de habitar a realidade e de nos revelar muitas coisas que esquecemos", afirma.

terça-feira, 21 de maio de 2013

A importância do afeto no desenvolvimento cerebral das crianças




Neurocientista Suzana Herculano-Houzel explica como o afeto familiar determina as reações dos filhos diante do estresse, conflito e frustração 



O afeto é muito importante para a formação de um cérebro sadio no presente e no futuro. Receber ou não carinho modifica para sempre como o cérebro vai reagir diante de situações de estresse e frustração. As experiências vivenciadas nos primeiros três anos de vida são determinantes – até mais do que a carga genética – para moldar o funcionamento cerebral diante de situações estressantes e desafiadoras. 

Segundo a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, uma das principais estudiosas da “mente das crianças” do País, o cérebro não nasce pronto, e por isso o afeto familiar recebido na primeira infância (período entre 0 e 5 anos) é o grande responsável por reações cerebrais que às vezes só vão se manifestar na vida adulta. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

12 coisas para ensinar a seus filhos sobre crianças com necessidades especiais


No próximo domingo, estamos comemorando o Dia das Mães, e encontramos um texto na internet muito especial, que começa com a seguinte introdução:
"O melhor presente que eu poderia ganhar nesse dia das mães vem de outras mães e pais. Ensinem seus filhos a ver a deficiência da minha filha como algo natural. Isso pode ser um presente pra você e para o seu filho também". Patricia Almeida do site Inclusive – Inclusão e Cidadania
Trata-se de um texto publicado originalmente em inglês, e traduzido para o português pela mãe de uma criança com necessidades especiais. São conselhos muito simples e valiosos escritos por várias mães sobre como outras mães e pais podem ajudar seus filhos a respeitarem, conviverem e serem amigos de crianças com alguma deficiência. Certamente um grande presente para todos nós, e por isso reproduzimos para vocês aqui no blog do Grhau!



                                                                                                                                                                          

Por Ellen Seidman, do blog “Love That Max


Eu cresci sem conhecer nenhuma outra criança com deficiência além do Adam, um visitante frequente do resort onde nossas famílias iam todos os verões. Ele tinha deficiência intelectual. As crianças zombavam dele. Fico envergonhada de admitir que eu zombei também; meus pais não faziam ideia. Eles eram pais maravilhosos, mas nunca pensaram em ter uma conversa comigo sobre crianças com necessidades especiais.

E, então, eu tive meu filho Max; ele teve um AVC durante o nascimento que levou à paralisia cerebral. De repente, eu tinha uma criança para quem outras crianças olhavam e cochichavam a respeito. E eu desejei tanto que seus pais falassem com elas sobre crianças com deficiência.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Depoimento da paciente Marília, da fisioterapia adulta

Trazemos muitos relatos de pacientes em reabilitação na fisioterapia infantil do Grhau. Mas a clínica também recebe muitos pacientes adultos, com uma sala e uma equipe especial atendê-los, buscando os melhores tratamentos para suas necessidades. Compartilhamos hoje o depoimento da paciente Marília que muito nos alegrou! Agradecemos à Marília pelo carinho e disponibilidade em nos enviar o relato abaixo:

Um parágrafo para falar sobre o GRHAU não é suficiente! Desde o diagnóstico do meu problema em 2002, tenho tido a chance de manter o equilíbrio mental, já que o físico falta quando é mais necessário, por ter a certeza de que uma atenção especial tem sido dada às decorrências desse problema.

Estudos esperançosos existem para que algum dia elas sofram alteração. No meu entender, acredito que poderão, sim, ser alteradas algum dia. Enquanto isso não ocorre vou fazendo fisioterapia no GRHAU, lugar onde se verifica que até casos de grandes dificuldades podem ser tratados com alegria, brincadeira e prazer.

Acredito na seriedade desse trabalho, no profissionalismo executado com tanto afeto e prazer. Daí surge, naturalmente, o sentimento de bem-estar com a certeza de estar-se no caminho certo.

A todos do GRHAU e especialmente à querida amiga Martha, muito obrigada!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"Eu sou o carrinho de bebê" – A história de uma mãe cadeirante




Cuidar de um bebê é ao mesmo tempo uma realização e um desafio para qualquer mulher. Desde as mudanças no corpo durante a gravidez, as dores do parto e da recuperação, seguidas de noites maldormidas nos primeiros meses e a enorme energia dispensada acompanhando o ritmo do bebê quando começa dar seus primeiros passinhos... tudo é envolvido em altas emoções!

Para algumas mães especiais, porém, os desafios podem ser ainda maiores. Como cuidar de um filho quando se está em uma cadeira de rodas? Como acompanhar seu ritmo quando ele já consegue engatinhar ou andar, quando a própria mãe não pode fazer isso? 

Nestes casos, a alegria de superar esses desafios torna o sonho de ser mãe uma realização ainda maior. Esse é o caso de Laura Miller, uma mãe cadeirante que usa de muita criatividade para cuidar de seu bebê. 

terça-feira, 7 de maio de 2013

TheraSuit Method


Foto: Divulgação Suit Therapy

Foto:  Divulgação / Suit Therapy

O TheraSuit Method® foi criado em 2002 por Richard e Izabela Koscielny (fisioterapeutas e pais de uma filha com paralisia cerebral). É uma abordagem holística para tratamento e reabilitação de pessoas que sofrem de distúrbios neuromotores, como a paralisia cerebral, atraso no desenvolvimento e lesões cerebrais traumáticas. O Therasuit combina os melhores elementos de várias técnicas e métodos, e é fundamentado na fisiologia de exercícios.


O elemento-chave é um programa de fortalecimento estabelecido para o paciente, com base em suas necessidades individuais, forças e fraquezas, com resultados que se refletem nas atividades funcionais diárias.

O método baseia-se num programa de exercícios intenso e específico. Eliminar reflexos patológicos e estabelecer novos padrões de movimentos, corretos e funcionais, são de significativa importância.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Acessibilidade nos Museus de São Paulo - melhores opções para pessoas com deficiência

Visitantes da ONG Transformar montaram colares no Museu Afro Brasil com materiais que lembram os que eram utilizados pelos negros durante o império. Foto: Breno Pires - Estadão


O jornal Estadão fez semana passada uma reportagem muito interessante abordando a qualidade da acessibilidade nos 10 museus mais visitados da capital, mantidos pelo Estado. A matéria contou ainda com a participação da Ong Transformar, que fazia uma visita ao Museu Afro Brasil e apareceu em algumas fotografias como exemplo de interatividade de pessoas com deficiência múltipla com o conteúdo exposto.

A reportagem mostrou que, apesar de todos os museus visitados possuírem rampas ou elevadores de acesso e banheiros adaptados para cadeirantes, a acessibilidade na maior parte deles se restringe apenas a estrutura física. Ainda falta desenvolver metodologias de acesso aos conteúdos expostos, com recursos adaptados para que as pessoas com deficiência que possam compreender e interagir com as obras presentes dentro destes espaços. 

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