quarta-feira, 19 de junho de 2013

Mães de crianças especiais formam corrente de solidariedade


Linda Franco, Patricia Krebs e Giselle Maltaca têm uma luta em comum. As três tiveram filhos com necessidades especiais e acabaram se conhecendo em Curitiba, nas internações hospitalares e passaram a manter contato pelas redes sociais.

O filho de Linda nasceu saudável, mas aos sete anos adoeceu, acometido por uma doença rara chamada adrenoleucodistrofia, que ataca o sistema nervoso. Gabriel passou a apresentar uma série de dificuldades e após oito meses, estava na UTI, respirando com ajuda de aparelhos. Em meio a muitas lutas, a mãe encontrou junto com o filho força para superar as dificuldades, inclusive descobrindo os caminhos na justiça para conseguir os tratamentos necessários para o filho.


Giselle teve sua filha Mariana, que nasceu com encefalocele, uma defeito raro do tubo neural que causa uma grave deficiência neurológica. Mariana ficou viveu 8 meses após o nascimento. A dor pela perda da filha se transformou também em desejo de ajudar outras mães, dividindo o amor e a força que recebeu da filha.

Patrícia é mãe do Vinícius, que nasceu com o diagnóstico de distrofia muscular. Ela conta que foi seu filho que lhe trouxe força, esperança e garra para continuar e lutar por ele e também por outras crianças com o mesmo diagnóstico. Ela decidiu cursar Biomedicina, um curso que lhe possibilitaria compreender melhor a doença do filho e ir atrás de melhorias na sua qualidade de vida.

Juntamente com outras mães de crianças com deficiência, estas mães descobriram que juntas se tornavam muito mais fortes na luta pela qualidade de vida dos filhos, e criaram um grupo no Facebook chamado Troca-troca entre Mães Especiais, uma corrente de solidariedade e apoio entre as famílias.

A rede social se tornou um ponto de encontro, reunindo pessoas em busca de ajuda e também outras que estão dispostas a ajudar. O grupo recebe muitas doações e encaminha para as famílias necessitadas. Já são mais de 1.300 pessoas cadastradas para ajudar e receber ajuda. Quem tem algum recurso a mais, como material hospitalar, sondas, medicamentos, suplemento alimentar, órteses, cadeiras de rodas, pode encontrar outra pessoa que está necessitando desses materiais e combina a forma de entrega.

Elas também tem planejado eventos, como bazares para arrecadação de recursos para ajudar mães de crianças com necessidades especiais de baixa renda, com doação de remédios, material hospitalar e até cestas básicas. Uma corrente de solidariedade e amor que fortalece mais ainda as famílias com crianças com alguma deficiência.


Veja neste link a reportagem completa, exibida na Paraná TV (afiliada da Globo) e para se cadastrar no grupo, acesse este endereço: www.facebook.com/groups/trocatrocaentremaesespeciais

Um comentário:

  1. Sou pai de um ser humano, e não de um feto. Se ele não consegue falar é por que calaram a sua voz por negligência e omissão, mais ela ainda continua baixinha... E nos simples detalhes de seu som, elas repetem a música que canto nos seus pequenos ouvidos. Eu sinto seu olhar, ele olha para mim tão diferente... Fixa as pupilas em minha direção, e dentro delas refletem um brilho gigantesco, como se falassem para mim que eu não sofresse mais, por que ele estava vivo, no meu colo, recebendo meus abraços e afagos. Às vezes quando toco nos seus pequenos bracinhos paralisados, observo as pontas dos seus dedinhos, eles começam a mexer lentamente, e respondem as minhas carícias delicadas de pai.


    http://pequeno-pedro-lucas.blogspot.com.br/2016/04/os-guerreiros-tem-um-toque-especial-de.html

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