terça-feira, 15 de novembro de 2011

THERASUIT – O QUE É?



TheraSuit é o nome dado a um traje desenvolvido para contrapor os efeitos negativos sofrido pelos astronautas durante a permanência longa no espaço, num ambiente sem gravidade, e que por isso, trazia sérios problemas anatômicos e fisiológicos, como osteoporose, atrofia muscular, problemas cardiocirculatórios e outros malefícios a todo organismo. O traje foi modificado durante as últimas décadas para ser usado em portadores de disfunção neuromotora.

Richard e Izabela Koscielny, fisioterapeutas e pais de uma criança com paralisia cerebral, Kaya, hoje com 20 anos de idade, dedicaram toda sua vida profissional no aprimoramento e desenvolvimento do Método TheraSuit. 

O método baseia-se no uso do traje que proporciona uma grande percepção do corpo, o que chamamos de propriocepção profunda e é uma ferramenta importantíssima no trabalho. 


Um agente facilitador deste processo é a chamada “gaiola” (Universal exercise Unit), espaço dedicado a uma parte da prática onde vários exercícios acontecem, inclusive com o auxílio de pesos e roldanas, facilitando e desenvolvendo movimentos e fortalecimento muscular.


domingo, 13 de novembro de 2011

SOFRENDO COM A LABIRINTITE? CONHEÇA A REABILITAÇÃO VESTIBULAR


O equilíbrio corporal é fundamental no relacionamento espacial do indivíduo com o ambiente. Para mantê-lo, três sistemas são fundamentais: a visão, a sensibilidade proprioceptiva (do corpo com o ambiente) e o aparelho vestibular, localizado dentro da orelha. Qualquer alteração nesse sistema integrado pode fazer com que o paciente passe a apresentar uma série de sintomas como tonturas, vertigens, desequilíbrio e dificuldade de coordenação dos movimentos, mas também sintomas secundários a estes, como aumento de tensão muscular, stress, cansaço, diminuição da memória e concentração.

Muitas pessoas sofrem anos com estes sintomas, imaginando que não haja tratamento eficaz para o problema. Engano!!! Atualmente contamos com a Reabilitação Vestibular, que tem sido considerada um dos mais efetivos métodos para tratar o paciente que sofre de tontura. Compreende manobras e exercícios que têm a finalidade de melhorar o equilíbrio corporal, reduzindo ou eliminando os sintomas citados anteriormente.

O primeiro passo é a consulta a um Otorrinolaringologista, médico especialista que investigará a causa e quando possível a tratará. Apenas o correto diagnóstico da causa permitirá o tratamento integral do problema. Este profissional encaminhará o paciente a um fonoaudiólogo que realizará a Reabilitação Vestibular.

Neste tipo de tratamento, o paciente será orientado em relação à mudança de hábitos a respeito do mal que o acomete, além de orientação quanto à execução dos exercícios que, através de estímulos repetitivos, provocarão a habituação das vias responsáveis pelos sintomas apresentados. Assim, ao contrário do que se possa pensar, quanto mais o paciente se movimentar, mais rápido será seu processo de melhora. Por outro lado, a diminuição de atividade e movimentos gerada por conselhos como “não se mova”, “não saia da cama” ou “evite movimentos que causam a vertigem” podem dificultar a recuperação. 

Concluindo, a reabilitação vestibular é uma arma poderosa no combate às tonturas das mais diversas causas e mais simples do que se pensa. Seu uso correto propicia ao paciente alívio importante de seus sintomas e melhora na qualidade de vida. Se você se identificou com este artigo, não perca tempo, procure um fonoaudiólogo.

domingo, 12 de junho de 2011

PILATES NA REABILITAÇÃO FÍSICA



Pessoas portadoras de deficiência física, com lesão desde o nascimento ou adquirida posteriormente, apresentam certas características que as levam a modificar suas atividades diárias. Entre essas características destacam-se:

a) Alterações motoras, ou seja, mudança na força muscular, na flexibilidade e na própria marcha;

b) Alteração da sensibilidade, na qual há, por exemplo, perda da precisão do movimento, ou ainda, a não percepção da localização exata de um membro;

c) Aumento de quedas por alteração de equilíbrio;

d) Perda da funcionabilidade dos movimentos, sendo que estes não fluem harmoniosamente.

Essas pessoas tentam compensar estas alterações realizando as atividades da melhor forma que podem. Entretanto, muitas vezes, com o alto gasto energético, usando mais força e maior número de músculos que a atividade realmente exige. Há um desequilíbrio muscular que pode levar a um desequilíbrio postural. Isto gera um cansaço precoce, dificuldade na realização da tarefa, frustração e medo.

O Pilates na reabilitação neurológica oferece ao paciente uma adequação deste quadro; ensina como movimentar melhor os membros através de exercícios que, inicialmente, tem o objetivo de fortalecer o "centro ou cinturão": este está localizado no centro do tronco, basicamente na região lombar. O método Pilates prega que este centro tende a proteger a coluna que suporta cerca de 75 % do peso corporal. Portanto, com este centro forte, as pernas se tornam mais "leves" e os braços mais "soltos". Consequentemente o esforço necessário para movê-los será bem menor.

Todos os exercícios exigem muita concentração; são associados à respiração, com poucas repetições, são lentos e não levam à fadiga. Os movimentos involuntários que aparecem com o aumento da dificuldade da tarefa podem diminuir, pois através do método Pilates é solicitada a contração apenas do músculo necessário, os demais permanecendo relaxados.

O tratamento é todo adaptado para deficiência neurológica e os resultados podem ser sentidos e observados em poucas sessões.

Martha Cecily B. Chaim 

domingo, 22 de maio de 2011

A REEDUCAÇÃO POSTURAL GLOBAL - RPG

A Fisioterapia, desde o seu nascimento, fez progressos enormes na compreensão da fisiologia do movimento, da coordenação motora etc., o que afirmou sua reputação.

O mesmo não aconteceu, a meu ver, no que concerne a função estática. Nossa morfologia, seja ela boa ou má, depende da tonicidade e da resistência fibro-elástica de músculos cuja função é predominantemente estática, e isto, independente de qualquer contração.

Esta vocação se exerce em três direções fundamentais: a ereção, que é assegurada principalmente por músculos extensores (espinhais, por exemplo); a suspensão (do tórax pelos escalenos, os intercostais etc.); e a manutenção dos segmentos ósseos no eixo, em abdução-adução, flexão-extensão e rotação.

É assim que um encurtamento dos adutores do fêmur provoca um genuvalgo, ou que um desequilíbrio de tensões recíprocas dos espinhais fixa a escoliose. Isto traduz toda a importância dos três aspectos da função estática.

A segunda originalidade da RPG é afirmar sem trégua que a fisiopatologia dos músculos da estática é a hipertonia, a rigidez e o encurtamento (exceção feita, bem entendido, às patologias neurológicas flácidas).

O papel tônico fundamental desses músculos na manutenção da nossa posição ereta, ao qual é preciso adicionar sua função contrátil nos movimentos, proíbe-os de relaxar-se, o que não acontece com os músculos dinâmicos, de atividade ocasional, como os abdominais, por exemplo.

Ora, desde sempre nossa profissão esteve obcecada pela noção de fraqueza muscular e, portanto, pela necessidade de exercícios de fortalecimento.

Não me parece lógico fazer musculação concêntrica - e assim encurtá-los ainda mais - de músculos já enrijecidos pelo exercício repetitivo de suas funções.

Entretanto, a hipertonia, a rigidez e o encurtamento são, na verdade, uma fraqueza. pois um músculo é um elástico vivo e, se ele se enrijece, a pré-tensão, que deve preceder sua contração, fica reduzida, o corpo se deforma, os movimentos são freiados. Um músculo rígido é, então, um músculo fraco, do mesmo modo que os abdominais relaxados de um obeso. O que equivale a dizer que, se um anoréxico é fraco, um pletórico também o é.

Porém, seria correto tratá-los da mesma maneira? Evidentemente, não.

Em RPG, todos os exercícios aplicados aos músculos da estática se fazem em alongamento. Pode-se imaginar a que ponto isto gerou polêmicas nos anos 80 e como, ainda hoje, representa uma atualidade revolucionária, tão difícil é mudar os hábitos.

O terceiro ponto fundamental é que nossos músculos são organizados em forma de "cadeias musculares". A expressão satisfaz-me medianamente, pois ela é freqüentemente utilizada e interpretada erroneamente. Na realidade, para satisfazer às exigências da coordenação estática ou motora, nossos músculos não podem agir isoladamente. Como um jogador de futebol, por mais talentoso que seja, não pode jogar ignorando seus companheiros de equipe.

Mas esta noção de "cadeias musculares" é prática, para fazer facilmente compreender que um alongamento analítico, de um só músculo da cadeia, se transmitirá automaticamente e se perderá, sob forma de compensação, em um ponto qualquer da cadeia à qual ele pertence. É preciso então, para ser eficaz, proceder a um alongamento total da cadeia muscular. Daí a expressão Reeducação Postural GLOBAL .

Como me foi possível identificar essas cadeias? Graças à noção de hegemonia funcional. Certas funções estáticas são mais difíceis de assegurar do que outras, o que determina a necessidade de músculos mais numerosos, mais volumosos e mais tônicos. Assim são os extensores, os adutores e os rotadores internos, por exemplo.

Sua identificação permitiu-me elaborar posturas de estiramento global desses grupos musculares hegemônicos ligados entre si pela necessidade de coordenação estática.

Como todos os métodos (e contrariamente às técnicas), a RPG tem bases neurológicas. Trata-se de um método proprioceptivo de inibição, o que significa que nossa especialidade é a de liberar o "freio de mão", para permitir ao carro avançar convenientemente outra vez.

Morfologia e movimento são indissociáveis. A retração dos músculos tônicos hegemônicos afeta um e outro, e a RPG procura remediar este inconveniente honestamente.

A RPG se aplica aos casos ortopédicos, pós-traumáticos, respiratórios, reumatológicos, neurológicos espásticos, e em todos os casos onde esteja indicada fisioterapia.

Philipe SOUCHARD - Autor do método

sábado, 2 de abril de 2011

TEMOS UMA CRIANÇA QUE REQUER CUIDADOS ESPECIAIS, E AGORA?

Esta é uma pergunta que muitos pais devem fazer, quando descobrem que seus filhos necessitam de cuidados especiais. Seus filhos tiveram alguma complicação ao nascimento, estão com atraso no desenvolvimento motor, tem dificuldade para se alimentar entre outras situações que fogem do controle e do esperado.

A equipe da saúde que acompanha esta criança, muitas vezes não tem respostas para esta pergunta e para inúmeras outras que afligem os corações dos pais. A maior expectativa é relacionada sempre ao futuro; meu filho vai andar, vai falar, vai freqüentar escola e outras apreensões vão além, vai fazer faculdade, vai casar, ter filhos...

Nós que pertencemos a uma equipe de habilitar ou mesmo reabilitar crianças com disfunções neurológicas, compartilhamos de toda está angustia que acompanha os pais e da mesma forma que os demais profissionais da saúde não temos as respostas. O que temos?

Em primeiro lugar o acolhimento. É importantíssimo acolher esta família em suas angustias e dúvidas. Colocar o nosso conhecimento técnico científico a disposição para o esclarecimento, para o entendimento de quem é este ser tão pequeno, quais são suas necessidades neste momento, o que gosta, o que não gosta, o que é bom para seu desenvolvimento, o que não é tão bom. E quando nosso conhecimento não é o suficiente, propomos irmos juntos em busca das respostas.

Em segundo lugar é compartilhar experiências sobre a criança, suas reações, seus pequenos grandes progressos. É acompanhar seu desenvolvimento passo a passo, estimulando e motivando a todos para novos desafios e novas aquisições.

Que cada passo a frente seja comemorado e cada passo atrás seja usado como aprendizado para o próximo passo.
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