segunda-feira, 13 de março de 2017

Como o padrão extensor interfere no desenvolvimento motor

O padrão extensor é considerado uma forma primitiva de movimento, que não permite à criança o desenvolvimento de uma motricidade mais elaborada, em que a flexão e a extensão estão em harmonia, permitindo, por exemplo, que a criança consiga se sentar sozinha, para isso, ela precisa de uma organização motora global, com tronco e joelhos em extensão e quadril flexionado. 

Com a idade, o padrão extensor pode piorar, pois a criança acaba utilizando com mais frequência o movimento que é mais fácil para ela, no caso, a extensão, e vai deixando de utilizar e desenvolver a musculatura correta. É como uma "briga" de padrões - de um lado os estímulos e manuseios corretos da fisioterapia, e de outro, o padrão neurológico da criança. Por isso é tão importante a frequência e a intensidade das terapias! 

É muito importante entender todo esse processo e trabalhar adequadamente para que esse padrão não seja reforçado, mas sim, utilizado quando for favorável para algumas posições.

De forma geral, o padrão extensor é prejudicial para o posicionamento, contribui para a deformidade óssea de pernas e pés e interfere também na deglutição, quando a língua assume o padrão extensor. 

Quando forçamos a quebra do padrão extensor, estamos na verdade fortalecendo-o!

O ideal é trabalhar com manuseios adequados, dissociação e lateralidade da língua, incentivando a criança a utilizar a força adequada e trabalhando o fortalecimento da musculatura correta. 

Recursos terapêuticos como a plataforma vibratória e a eletroestimulação neurofuncional também auxiliam a regular o tônus muscular.

 

sexta-feira, 10 de março de 2017

Criança com deficiência motora nem sempre tem deficiência intelectual

Nos primeiros anos de vida a criança desenvolve a parte cognitiva através da exploração do meio e de sua curiosidade natural. 

As dificuldades motoras podem atrasar o desenvolvimento cognitivo pois, conforme o comprometimento motor, essas experiências sensoriais e motoras acabam não acontecendo, por isso é tão importante o acompanhamento de fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, que vão identificar essas dificuldades e propor atividades de acordo com o desenvolvimento motor de cada criança.

Quando não estimulada corretamente, a criança pode apresentar também o atraso cognitivo.

 

quinta-feira, 9 de março de 2017

Oficina de jovens


Hoje, nosso grupo de jovens da Oficina visitou o Sesc Vila Mariana!

Atividades externas são importantes para reforçar o conteúdo das aulas e vivenciar situações novas. A experiência do lazer fora do ambiente terapêutico e domiciliar pode criar oportunidades de socialização, independência e desenvolvimento individual em meio ao coletivo.

Fomos muito bem recebidos! Fica a dica para quem quiser conhecer!

 
    

terça-feira, 7 de março de 2017

Parabéns, Serena!

Hoje comemoramos o aniversário de nossa princesa, Serena! 

Teve bolo, bagunça e muitos beijos! 🎉🎂💚

 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Ficar em pé sozinho - um marco no desenvolvimento infantil

A aura de positividade que envolveu a clínica no novo endereço já nos rendeu uma grande surpresa: o Enzo, 3 anos, ficou em pé pela primeira vez nas barras paralelas!

Ele iniciou no GRHAU há dois meses e nesse período trabalhamos intensamente o fortalecimento muscular, o alongamento, o equilíbrio e a função de membros superiores. 

É um marco no desenvolvimento quando a criança alcança essa habilidade; ela começa a se sentir mais independente e motivada para novos desafios, como o treino de marcha!

E nós vamos aproveitar muito esse momento para que as novas conquistas venham rapidamente, explorando muito o interesse do Enzo nessa posição!

 

sexta-feira, 3 de março de 2017

A facilitação para exploração do ambiente

Criança quer entender e ser entendida, quer se comunicar e explorar o ambiente, porém, quando uma dificuldade motora a impede de realizar alguns movimentos, ela pode se sentir desmotivada.


Já falamos sobre como é importante estabelecer a comunicação com a criança, entender seus sentimentos, gostos e objetivos, para justamente não perdermos essa motivação que faz parte da criança.


Quando aproveitamos esses momentos, conseguimos evoluir muito mais na terapia! Ficar em pé por mais tempo, preparar a musculatura para o treino de marcha, treinar o equilíbrio, tudo fica muito mais prazeroso e desafiador, quando interagimos com a criança e apresentamos formas de explorar o ambiente e brincar com objetos de seu interesse, quando facilitamos essas atividades e mostramos à criança que ela pode ir muito além!


#nósacreditamos


 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Explorando ao máximo o potencial de cada paciente

Sempre pensamos em explorar ao máximo o potencial de cada criança, por isso fazemos reuniões periódicas para discutirmos cada caso e acompanhamos nossos pacientes em consultas médicas e na compra de órteses, andadores, parapodium e demais recursos terapêuticos.

Essa atuação multidisciplinar permite enxergar a criança como um todo e planejar cuidadosamente cada programa de reabilitação, englobando tudo o que será feito na clínica e todos os recursos que a criança precisa ter em casa, na escola e ambientes que frequenta.

Muitas vezes, ao acrescentarmos um método ou mesmo um recurso terapêutico, os ganhos globais são muito melhores!

Por exemplo, algumas crianças apresentam melhoras motoras, cognitivas e de atenção com a terapia de integração sensorial, outras, apresentam melhora na qualidade do sono e na alimentação com a terapia crânio-sacral, e às vezes, apenas o fato de colocar a criança em um ambiente mais tranquilo durante as terapias, já é a chave para um melhor rendimento.

Estes são apenas alguns exemplos, algumas vezes precisamos associar métodos e diversos recursos para atingirmos os objetivos. O grande diferencial é a equipe atuando de forma conjunta e orientada a trabalhar os mesmos objetivos para explorar o potencial máximo de cada paciente.

 
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