terça-feira, 17 de março de 2020

A criança com deficiência e o Coronavírus - prevenção e cuidados especiais

Nós, da Clínica GRHAU estamos pesquisando, lendo e nos informando sobre o impacto do Coronavírus na criança com deficiência. 

Preparamos este material para orientar pais, terapeutas e cuidadores sobre medidas importantes de prevenção e cuidados especiais.

É importante ressaltar que a criança com deficiência faz parte do grupo de risco, incluindo:
  • Paralisia Cerebral;
  • Microcefalia;
  • Síndrome de Down;
  • Transtorno do Espectro Autista (TEA)
  • Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA);
  • Atrofia Muscular Espinha (AME);
  • Esclerose Múltipla;
  • Distrofias Musculares;
  • Demais síndromes;
  • E outras condições semelhantes.

Além disso, a presença destas dificuldades pode agravar os casos:

- Traqueostomia;
- Gastrostomia;
- Usuário de ventilador mecânico;
- Restrições respiratórias;
- Dificuldades de comunicação;
- Necessidade de aspirações;
- Histórico de sistema imunológico fraco;
- Pneumonia, principalmente de repetição;
- Outras condições que afetem a saúde como um todo.

Se você tem dúvidas sobre seu filho estar ou não no grupo de risco, você deve entrar em contato com o médico que o acompanha para saber quais as medidas e os cuidados específicos em cada caso.

As crianças com deficiência podem ter piora brusca no quadro geral de saúde, com comprometimento em mobilidade, força e aumento da fadiga.

Algumas crianças com deficiência nem sempre conseguem comunicar com clareza como estão se sentindo, o que pode comprometer o diagnóstico em tempo. É preciso ficar atento a qualquer mudança no comportamento. 

Segundo o Dr Guilherme Olival, Coordenador Médico da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, quando o paciente com deficiência contrai o Coronavírus, o corpo direciona energia para combater a infecção e o quadro neurológico em geral tende a se agravar.

O que fazer nestes casos?

Antes de tudo, converse com os médicos e terapeutas que acompanham a criança para orientações individuais sobre como cuidar e prevenir o coronavírus.

De forma geral, os tratamentos e as medicações não devem ser abandonados ou interrompidos, a não ser que tenham indicação médica para isso. 

É preciso ficar alerta e redobrar os cuidados e as ações de prevenção.  

Como prevenir?

Algumas crianças com deficiência costumam levar as mãos e alguns objetos à boca, é preciso se certificar de que a mão está constantemente higienizada, assim como os objetos.

Além disso, as crianças com déficits cognitivos nem sempre conseguirão manter os cuidados com a higiene. A atenção deve ser redobrada sempre.

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco, entre as medidas estão:

- Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

- Evitar contato com pessoas doentes; 

- Ficar em casa;

- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

- Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Como é feita a transmissão do Coronavírus?

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

- Gotículas de saliva;
- Espirro;
- Tosse;
- Catarro;
- Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
- Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Quanto tempo o vírus sobrevive nas superfícies?

Plástico: 5 dias
Papel: 4 a 5 dias
Vidro: 4 dias
Alumínio: 2 a 8 horas
Luvas cirúrgicas: 8 horas
Madeira: 4 dias
Aço: 48 horas

As investigações sobre as formas de transmissão do coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo.

Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.

Atenção com o Ibuprofeno!

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) informou que o Ibuprofeno deve ser evitado, pois o composto facilita a entrada do vírus nas células.

Quais os principais sintomas do Coronavírus?

Os principais sintomas são febre, cansaço e tosse seca. Ainda podem ocorrer coriza, dor no corpo, congestão nasal, dor de garganta e diarreia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma a cada seis pessoas sentem dificuldade para respirar.

O que fazer se os sintomas aparecerem?

Converse com o médico imediatamente e leve ao hospital. 

Proteja seu filho e sua família, fique em casa.

Converse com os médicos e os terapeutas sobre as melhores maneiras de passar por este momento crítico e quais as orientações específicas para seu filho.




segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Mielomeningocele - os primeiros passos

Vocês precisam assistir este vídeo até o final, tem importantes momentos de tudo o que sempre falamos aqui na página e de tudo o que acreditamos!

A Rafa sempre aparece nos vídeos treinando intensamente a marcha, o equilíbrio, a força muscular e a resistência física, e o resultado está aqui - neste vídeo repleto de significados! 😍😍😍

A Camille, mãe da Rafa, nos enviou o vídeo ontem, tão logo aconteceu. Quando dizemos que somos uma grande família, é isso que estamos reforçando. Estamos juntos com nossos pacientes diariamente, trabalhando, motivando, incentivando, acreditando! Envolvendo a família e valorizando cada uma das grandes vitórias de nossos pacientes! 

É para isso que trabalhamos, é nisso que acreditamos. O coração enche de emoção em momentos como este ❤️

Parabéns, família! Vocês fazem a diferença na vida da Rafa!




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domingo, 27 de janeiro de 2019

Luxação de quadril - sintomas, diagnóstico e tratamento

A luxação de quadril geralmente está associada à pacientes com maior comprometimento motor (GMFCS IV ou V), mas também pode ocorrer em pacientes com menor comprometimento.

O problema gera dor ao paciente e ainda pode contribuir para a evolução de outros problemas ortopédicos.

Os principais sintomas são:

- Dor;
- Dificuldade para fazer a higiene diária;
- Dificuldade de posicionamento.

Além disso, pode contribuir para a evolução da escoliose, devido à alteração no alinhamento da coluna, e gerar contraturas em membros inferiores.

Prevenir é sempre melhor do que tratar depois, já que na maioria das vezes o tratamento é cirúrgico.

O ideal é manter a rotina de terapias, fazer uso de andadores e parapodium de acordo com orientação terapêutica, visitar regularmente o ortopedista e fazer os exames para acompanhamento.





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Refluxo na paralisia cerebral

Sintomas como irritabilidade, dificuldade para dormir ou sono interrompido várias vezes, sialorreia (baba), dificuldade para ganhar peso, tudo isso pode ser sinal de refluxo. 
O refluxo gastroesofágico é o retorno de alimentos e ácidos do estômago até o esôfago, e em alguns casos, até a boca.
O problema pode ser de difícil diagnóstico em crianças com paralisia cerebral, principalmente crianças que não falam ou que não conseguem identificar as dores e o desconforto causados pelo refluxo.
As principais causas do refluxo na criança com deficiência são:
🔸Compressão abdominal resultante de escoliose;

🔸Espasticidade da musculatura abdominal;

🔸Disfagia;

🔸Controle cervical e de tronco insuficiente;

🔸Posicionamento incorreto durante as refeições;

🔸Intolerância ou alergia alimentar;

🔸Anomalia do trato digestivo;

🔸Doenças metabólicas hereditárias;

🔸Permanecer deitado após as refeições ou por tempo prolongado.
O refluxo na criança com paralisia cerebral tem um forte impacto em sua qualidade de vida e em seu desenvolvimento global, com desdobramentos podem ser graves, como citamos abaixo:
✔️Afecções pulmonares e pneumonia de repetição;

✔️Dificuldade para dormir ou sono interrompido;

✔️Desnutrição e anemia;

✔️Pode levar a dificuldades respiratórias, tosse, rouquidão, ou até interrupção da respiração;

✔️Irritabilidade;

✔️Vômitos;

✔️Dor torácica;

✔️Dor abdominal;

✔️Azia (sensação de queimação por trás do diafragma).
O médico que trata o refluxo é Gastropediatra e o diagnóstico pode ser feito através de alguns exames:
🔹Estudo com bário;

🔹Sonda para PHmetria esofágica ou sonda de impedância;

🔹Imagem de esvaziamento gástrico;

🔹Endoscopia digestiva alta.
O Tratamento envolve o trabalho do Gastropediatra, do Fonoaudiólogo e do Fisioterapeuta. Algumas dicas ajudam a melhorar o quadro:
▫️Posicionamento correto durante as refeições;

▫️Controle de tônus muscular;

▫️Líquidos espessados;

▫️Manter a criança sentada por mais tempo após as refeições para arrotar com frequência;

▫️Medicamentos indicados pelo Gastropediatra;

▫️Em casos mais graves, a cirurgia.




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A importância do Ortoptista para a criança com paralisia cerebral

Você sabe o que faz um Ortoptista? Este profissional tem papel importante no processo de reabilitação da criança com paralisia cerebral. 👀

Enquanto o Oftalmologista é o profissional que avalia a refração e as doenças oculares, o Ortoptista é o profissional ligado à reabilitação, que faz o diagnóstico e tratamento dos distúrbios da visão. Se compararmos, seria como dizer que o Ortoptista está para o Oftalmologista assim como o Fisioterapeuta está para o Ortopedista.👁

De forma geral, a Ortóptica trata-se de uma ciência que diagnostica e trata os distúrbios da visão binocular – uso simultâneo dos olhos. E cabe ao ortoptista identificar, quantificar, qualificar e tratar as anomalias da visão.

Além do tratamento ortóptico convencional, o profissional ainda atua nas seguintes áreas:

🔸Estimulação visual;

🔸Adaptação e treinamento de recursos ópticos e não ópticos para pacientes de baixa visão;

🔸Identificação do tamanho adequado de símbolos e letras usados na comunicação alternativa;

🔸Orientação quanto à distância que estes símbolos devem ser colocados para que a criança os identifique;

🔸Contrastes necessários;

🔸Realização de exames não invasivos como, por exemplo, campo visual, ceratometria ou auto refrator.

A indicação de um Ortoptista é feita pelo Oftalmologista ou Neurologista, que pedem o teste ortóptico. Isto acontece quando é notado um estrabismo (desvio ou olho torto), baixa visão, sintomas de cansaço visual, dores de cabeça, entre outras situações.





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Habilidade motora fina e a criança com deficiência

A motricidade fina é a capacidade de realizar movimentos precisos com as mãos e com os dedos, alcançando, agarrando ou manipulando objetos.
Várias ações estão envolvidas neste processo:

✔️Alcançar objetos;

✔️Segurar e transferir um objeto de uma mão para outra;

✔️Soltar intencionalmente um objeto;

✔️Usar as mãos ao mesmo tempo (bilateral) para realizar uma atividade;

✔️Pegar o lápis e ajustá-lo com a mão para conseguir escrever ou desenhar;

✔️Realizar com destreza pequenos movimentos com nossas mãos, de forma precisa, eficiente, com acuidade e sem esforço.

Para a criança com deficiência, todas estas atividades podem ser um verdadeiro desafio e até mesmo comprometer o desempenho escolar e das demais atividades que realiza. Este estímulo deve começar desde cedo pois está atrelado ao desenvolvimento motor global.

O profissional responsável por esta área é o Terapeuta Ocupacional. Aqui no GRHAU nós fazemos muitos atendimentos em conjunto – Fisioterapeuta + Terapeuta Ocupacional – enquanto o Fisio trabalha controle postural e função motora global, o Terapeuta Ocupacional trabalha habilidades motoras finas e função.





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A base para o desenvolvimento motor da criança com deficiência

✔️Falta de coordenação motora;
✔️Tônus muscular alterado;
✔️Postura e alinhamento incorretos ou insuficientes;
✔️Falta de controle muscular;
✔️Falta de equilíbrio;
✔️Movimentos involuntários.

Estes são alguns dos desafios da criança com deficiência para conseguir se movimentar, alcançar posturas e se alimentar. Alguns com dificuldades maiores em alguns aspectos, outros com diferentes desafios.

É o padrão que a criança possui que vai mantê-la nessas dificuldades o tempo todo. É aí que entra o trabalho das terapeutas e as orientações de uso de equipamentos, órteses, extensores, posicionadores, e etc, para enviar os estímulos adequados para o cérebro e promover o desenvolvimento. Sem esta base, a tendência é que os padrões incorretos “vençam” e as respostas não apareçam.

Por isso, é muito importante nunca desistir das terapias, seguir as orientações para os cuidados fora do ambiente terapêutico e respeitar o tempo de desenvolvimento de cada criança!





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